quinta, 04 de junho, 2026
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O Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian (Humap), de Campo Grande, não vai mais receber pacientes que chegam à unidade em vaga zero, ou seja, leito aberto em caráter de extrema urgência a pacientes com risco de morte ou sofrimento intenso. Segundo o hospital, a medida começa a valer no dia 1º de fevereiro de 2023 e tem o objetivo de desagravar a situação de lotação do Humap, problema antigo e recorrente no HU.
“Não vamos mais atender pacientes vaga zero porque essa tem sido a maneira que a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) tem utilizado, através da Central de Regulação, para enviar pacientes além da capacidade contratualizada dos hospitais”, explica o Humap.
O hospital ainda explica que a situação gera constantes superlotações que prejudicam o atendimento aos pacientes, sobrecarregam os profissionais e atrapalham o ensino nas residências médicas, já que o Humap é prioritariamente um hospital-escola.
“Importante destacar que os hospitais precisam se planejar para comprar medicamentos, insumos, enxovais, contratar profissionais, e que esse planejamento é realizado com base no que é contratualizado. As superlotações prejudicam o funcionamento adequado dos hospitais à medida que recursos materiais e humanos são consumidos além do planejado”, detalha.
Pronto atendimento - A unidade continuará oferecendo atendimento no Pronto Atendimento Médico, onde existem seis leitos de área vermelha, oito leitos de área amarela, sendo quatro leitos para Acidente Vascular Cerebral (AVC) e três leitos de área verde. Os pacientes críticos serão recebidos dentro do número de vagas e nada mudará no atendimento destes casos.
Além disso, o HU também continuará com 212 leitos de internação, além de atendimento da unidade de AVC agudo, linha de dor torácica e maternidade, que continuará funcionando no formato portas abertas, recebendo gestantes normalmente.
A mudança no recebimento de pacientes, segundo o HU, gerará importantes resultados no aprendizado dos residentes de Medicina. “Os impactos para residentes e pesquisadores será significativo com o fim das superlotações, haja vista que o Humap é um hospital-escola da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), principal formador de médicos generalistas e especialistas do Estado e tem um potencial de atendimento de situações mais específicas de média e alta complexidade, uma demanda crescente da população sul-mato-grossense, pois há fila de espera no Estado de muitos atendimentos e cirurgias especializadas”, afirma o hospital.
De acordo com a direção da unidade, o Humap conta com 25 programas de residência médica em áreas clínicas e cirúrgicas, dois programas de residência uniprofissional em saúde e um programa de residência multiprofissional, com 206 residentes em formação. “É também unidade de formação para mais de 300 graduandos, não apenas na área da saúde, mas também nas áreas de humanas e exatas, incluindo atividades assistenciais, administrativas e de apoio, contribuindo com o ensino, pesquisa e extensão”, completa.
Ao Campo Grande News o hospital afirmou ainda que, com essa nova configuração, espera “otimizar a realização de cirurgias eletivas, além de procedimentos de alta complexidade, muito importantes para a população e para a formação dos nossos alunos e residentes.”
Esta reportagem entrou em contato com a Sesau para saber como a mudança afeta a distribuição de vagas do sistema de saúde do município, e se há possibilidade de ampliação do contrato com o HU para que o atendimento em vaga zero seja mantido. Até o momento não recebemos retorno da secretaria.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS