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Geral
Ambas as onças têm apresentado sinais de melhora após o tratamento intensivo que recebem desde que foram encontradas com ferimentos graves nas patas.
28 de agosto de 2024
da Redação /idest
Nesta quarta-feira (28), o Hospital Ayty, no Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS), volta a realizar um manejo crucial para a recuperação das onças-pintadas Miranda e Aitã, resgatadas recentemente no Pantanal. Ambas as onças têm apresentado sinais de melhora após o tratamento intensivo que recebem desde que foram encontradas com ferimentos graves nas patas, causados pelos devastadores incêndios na região.
Miranda, a fêmea, mostra uma evolução encorajadora em seus ferimentos, com as queimaduras nas patas cicatrizando bem. Já Antã, o macho, que chegou em estado mais debilitado, também está progredindo, embora ainda necessite de medicação constante devido às lesões de terceiro grau que sofreu, com os ossos das patas expostos. Ele permanece sob vigilância rigorosa, enquanto sua recuperação avança lentamente.
Esses animais, símbolos de força e liberdade, agora lutam pela sobrevivência, abrigados nas instalações do CRAS. Além das onças, outros animais resgatados das áreas afetadas pelo fogo também estão sob cuidados intensivos. Filhotes de gatos-palheiros, veados e lobinhos, embora não apresentem problemas de saúde visíveis, estão em risco devido à sua idade, o que torna o processo de reabilitação mais delicado e prolongado.
AlimentaçãoA alimentação tem sido uma parte vital do tratamento. Miranda e Aitã recebem diariamente cerca de 13 kg de carne bovina e de frango, e em breve começarão a receber peixe em suas dietas.
Aitã consome entre 5 kg e 8 kg por dia, enquanto Miranda ingere de 3 kg a 5 kg.
Na natureza, as onças-pintadas não se alimentam todos os dias, mas em uma semana podem consumir entre 35 kg e 40 kg de carne após uma caçada bem-sucedida. Quando foram resgatados, ambos estavam visivelmente desnutridos, provavelmente devido à falta de alimento na área destruída pelo fogo.

Antã é a onça em estado mais frágil, mas também vem apresentando melhoras. Fotos: Álvaro Rezede/Arquivo
O resgate de Antã, que ocorreu na região do Passo do Lontra, foi um momento de esperança . O tratamento das feridas nas patas é fundamental para garantir que esses felinos possam retornar ao seu habitat natural com segurança. Segundo especialistas, as lesões nas patas comprometem a mobilidade, impactando diretamente a capacidade de caça e de fuga – habilidades essenciais para a sobrevivência das onças na natureza.
"Nosso objetivo é devolver esses animais à natureza o mais rápido possível, para que possam continuar suas vidas onde foram encontrados," afirma Aline Duarte, Gestora do CRAS.
Os resgates de Miranda e Aitã foram possíveis graças ao esforço conjunto do Grupo de Resgate Técnico Animal Cerrado Pantanal (Gretap), com apoio da Polícia Militar Ambiental (PMA) e do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama). Essas ações integram a Operação Pantanal 2024, uma iniciativa que une forças na preservação da fauna local e na mitigação dos impactos dos incêndios que continuam a atingir o Pantanal.
"A luta pela recuperação de Miranda e Antã é um lembrete da resiliência da natureza, mas também da fragilidade da vida selvagem. A esperança é que, em breve, esses felinos possam voltar a caminhar livremente pelo Pantanal", comentou André Borges.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS