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Geral
Em adultos, a causa de engasgamento está associada à falta de mastigação adequada do alimento; veja como prevenir e proceder em casos de engasgo
16 de outubro de 2023
Alanis Netto, Naiara Camargo/Correio do Estado
Na tarde do último sábado (14) um homem de 53 anos morreu após se engasgar com um pedaço de carne, no bairro Taquaral Bosque, em Campo Grande. O caso foi registrado na Depac Cepol como morte a esclarecer.
Segundo o boletim de ocorrência, o filho da vítima recebeu uma ligação de uma pessoa próxima dizendo que o pai havia se engasgado com um pedaço de carne, mas que já estava sendo socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Quando chegou ao local, o filho foi informado pelos médicos do Samu que todos os procedimentos foram realizados, mas que o pai não resistiu. O laudo apontou para asfixia mecânica obstrutiva, quando há a obstrução das vias aéreas por um corpo estranho - nesse caso, a carne.
O caso deste fim de semana é pelo menos o quarto registrado em Campo Grande neste ano. Em janeiro, um homem de 51 anos também morreu ao se engasgar com um pedaço de carne. Em junho, a vítima foi um homem de 48 anos, também engasgado com carne. Os dois casos aconteceram em confraternizações de amigos.
Em julho, um idoso de 72 anos morreu durante o jantar, também engasgado com um pedaço de carne. A vítima também foi atendida, mas não resistiu.
A causa de engasgamento em adultos está associada à falta de mastigação adequada de alimentos, principalmente de carnes, pães e grãos. Por isso, vale ressaltar a importância de ter cautela durante as refeições, e se atentar aos processos de mastigação.
Engasgamento
Obstrução de via aérea por corpo estranho líquido ou sólido, popularmente conhecido como engasgo, ocorre quando um objeto ou alimento fica preso na garganta, bloqueando a passagem de ar para os pulmões.
É uma manifestação do organismo para expelir alimento ou objeto que toma um “caminho errado”, durante a deglutição.
O engasgo é considerado emergência, e em casos graves, pode levar a pessoa à morte por asfixia ou deixá-la inconsciente por um tempo.
Atenção também às crianças
Já em crianças, os engasgos ocorrem pela dificuldade em engolir a própria saliva, ingerir líquido na posição deitado ou encostado, deitar o bebê após refeição sem ter arrotado e engolir pequenos brinquedos ou outros objetos.
Até os três anos de idade, a criança não controla a mastigação e a deglutição de alimentos devido à falta dos dentes molares, estrutura importante na trituração de comida sólida.
De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 94% dos casos de asfixia por engasgo ocorrem em crianças menores de sete anos.
Prevenção
Algumas atitudes simples previnem que uma pessoa engasgue. Segundo o Corpo de Bombeiros, é aconselhado mastigar bem os alimentos e evitar falar ou rir na hora de comer.
Para crianças menores de quatro anos, é indicado oferecer alimentos picados e amassados. Para crianças que são independentes e já se alimentam sozinhas, é necessária a supervisão.
Consequências
Em entrevista exclusiva ao Correio do Estado, o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul afirmou que as consequências do engasgo para o corpo humano variam de leves à graves. Veja:
- Falta de ar: a obstrução da passagem de ar pode causar dificuldade para respirar, resultando em falta de ar.
- Desmaio: em casos mais graves, a falta de oxigênio pode levar a uma perda de consciência.
- Danos cerebrais: se o cérebro não recebe oxigênio suficiente por um período prolongado, pode ocorrer danos cerebrais permanentes.
- Asfixia: se a obstrução não for removida a tempo, pode ocorrer asfixia, que pode ser fatal.
- Lesão na garganta: em alguns casos, a tentativa de remover a obstrução pode causar lesões na garganta.
- Morte: a junção de asfixia, falta de ar e danos cerebrais, causados pelo engasgo, pode levar o indivíduo à óbito.
A forma de sinalizar/alertar que você está engasgado é colocar as duas mãos entrelaçadas sobre o pescoço, como se estivesse sendo enforcado.
O que fazer?
Segundo o Corpo de Bombeiros Militar, em caso de engasgo, a primeira atitude a ser tomada é acionar a Corporação através do número 193.
Caso a pessoa esteja consciente, é aconselhado que ela tussa até eliminar o objeto/alimento. Se a tosse não for capaz de expelir o corpo estranho, a saída é recorrer para a Manobra de Heimlich.
Manobra de Heimlich
A manobra de Heimlich é uma técnica que pode salvar a vida de alguém, caso esteja engasgada. O método pode ser feito em si mesmo ou em outra pessoa.
Veja o passo a passo para desengasgar uma pessoa:
- Posicione-se atrás da vítima
- Enlace a vítima, com os braços, ao redor do abdome (se for uma criança, ajoelhe-se primeiro)
- Feche uma mão e abra a outra
- Posicione a mão fechada sobre a área entre o umbigo e o diafragma da pessoa
- Faça movimentos para dentro e para cima, em formato da letra “J”, como se quisesse levantar a vítima do chão, até que o corpo estranho seja eliminado
A mão aberta deve orientar e acompanhar a outra.
Caso a pessoa esteja inconsciente, a manobra de Heimlich deve ser realizada imediatamente.
"A manobra consiste em aplicar pressão abdominal rápida e forte na área entre o umbigo e o diafragma da pessoa, com o objetivo de criar uma corrente de ar que empurra o objeto para fora da traqueia", afirmou a assessoria de imprensa da corporação.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
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Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS