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Há 10 anos, Júlio viaja levando histórias e comida raiz de comitiva

Ex-peão, ele virou cozinheiro especialista em feijão gordo, macarrão frito e outras delícias pantaneiras

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27 de março de 2024

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Jéssica Fernandes/campograndenews

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Feijão gordo, arroz carreteiro, macarrão frito e outros pratos típicos da cozinha pantaneira são a especialidade de Júlio Norberto Gomes, de 55 anos. Mais conhecido como ‘Júlio Pipoca’, ele roda várias cidades de Mato Grosso do Sul com a ‘Comitiva dos Amigos’.  Por onde passa, o cozinheiro leva um pouco do tempero de comitiva para pessoas que nunca tiveram a chance de experimentar. 

Natural  de Aquidauana, Júlio mora em Coxim e foi nessa cidade que a carreira como cozinheiro despontou. Na época, ele era proprietário de uma selaria quando surgiu a oportunidade de cozinhar em um evento da cidade.

“Aqui tem a Festa Pantaneira, do dia do Pantaneiro e o pessoal do Sebrae perguntou se tinha algum cozinheiro para fazer um arroz carreteiro. Como fui peão do estradão, viajei com os bois, com o pessoal do Lúdio Coelho, eu fui lá fazer essa comida”, conta. 

Preparar o carreteiro foi o começo da história que já dura uma década entre Júlio e a culinária pantaneira. O trabalho com a selaria ficou para trás e ele investiu na Comitiva dos Amigos, que funciona como uma espécie de cozinha ambulante.

Acompanhado das panelas e usando o chapéu de palha, Júlio visitou quase todas as cidades do Estado. “Tem tempo que a gente vai cozinhando nessa vida nossa, no estradão”, resume. Sem agenda fixa, o cozinheiro viaja conforme a demanda de eventos, como festas de cidade, rodeios, leilões e festas beneficentes. Quando está em Coxim ele faz o almoço de comitiva na praça João Ferreira de Albuquerque, toda quinta-feira.

Independente do lugar, o cozinheiro faz questão de mostrar todos os detalhes da cultura e gastronomia pantaneira. “A gente gosta de levar o nosso sistema e vestir o estilo que a gente usa no Pantanal. É o chapéu carandá, de palha, a faixa na cintura e a faca. Eu levo isso para dentro da minha cozinha”, afirma. 

Antes mesmo de preparar a comida, o aquidauanense expõe todas as ‘tralhas de arreio’ que guardou dos tempos de peão. O acervo é composto pelas bruacas de carga, a trempe com fogo de lenha, a guampa de tereré, as latas d’água e outras peças decorativas. Em seguida, o cozinheiro inicia os preparativos do feijão gordo, arroz carreteiro, quibebe de mandioca, vaca atolada e a costela fogo de chão. 

Os ‘acompanhamentos’ desses pratos reforçados são as histórias de Júlio Pipoca. O cozinheiro gosta de relembrar os tempos de peão e falar para as pessoas como era a vida percorrendo o Pantanal sul-mato-grossense.

“A gente passou pela vida do pantaneiro, então a gente fala sobre nós.  Na época de peão eu trabalhava descalço por causa da água. Aí a gente corria atrás de onça, pegava um porco. A gente conta essas histórias que aconteceram com a gente”, explica.

Mostrar a simplicidade dessa vida e dos pratos que fazem parte dessa cultura é uma das alegrias de Júlio Pipoca. Em abril, entre os dias 4 a 14, o cozinheiro vem à Capital para participar da Expogrande. Na ocasião, ele estará com a Comitiva dos Amigos fazendo as refeições caprichadas no tempero. 

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Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

3 de junho de 2026

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

 

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Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.

O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.

Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.

Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.

Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.

“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.

O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.

O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.

Qualidade de vida

Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.

Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.

Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.

Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.

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Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

3 de junho de 2026

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

 

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Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2). 

Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha. 

Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.

A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande. 

De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação. 

A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família. 

O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico. 

A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.

G1 MS