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Guaranis de MS ameaçam guerra contra o Estado caso prendam lideranças de Caarapó

Carta do Aty Guasu cobra punição para autores de ataque a tiros

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5 de julho de 2016

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Midia Max

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Uma carta assinada pelo Conselho Aty Guasu, como é chamada a grande reunião dos Guarani e Kaiowá, traz um pesado desabafo dos indígenas de Mato Grosso do Sul por causa da impunidade dos autores do violento ataque ocorrido dia 14 de junho na Fazenda Yvu, em Caarapó, a 272 quilômetros de Campo Grande. Além disso, é explícita a ameaça de uma guerra com o Estado caso lideranças da Aldeia Te&39; Ýikuê sejam presas pela agressão a três policiais militares que atendiam a ocorrência naquela ocasião.

A carta é fruto de um encontro ocorrido de sexta-feira (1) a sábado (2) entre “representantes de todos os Tekoha Guarani e Kaiowa do Estado” na “Terra indígena Ñamoi Guaviray, em Caarapó”. Divulgado no site do CIMI (Conselho Indigenista Missionário), o documento ressalta dois pontos: a exigência de “punição dos assassinos do Massacre de Caarapó” e “que o Estado pare de violar nossos direitos e que garanta a imediata demarcação de nossas terras tradicionais”.

MASSACRE COVARDE

O Aty Guasu presta solidariedade às famílias das vítimas do ataque que resultou na morte de Clodiodi Aquileu Rodrigues de Souza e deixou outros seis índios feridos, crime classificado como “ataque paramilitar dos fazendeiros” que resultou em um “massacre covarde”. E exigiu aos poderes constituídos “punição imediata aos assassinos que são amplamente conhecidos e reconhecidos”.

Embora agradeça “o esforço do MPF para fazer justiça”, o conselho lamenta “profundamente a inércia dos outros setores”. “Vocês não podem ficar parados frente a tantas provas, vídeos e registros. Isto é mais que omissão, é participação e aceitação do Crime de Genocídio”, avalia.

GUERRA

Em outro trecho, o Aty Guasu diz que os Guarani e Kaiowá não aceitarão “que nenhuma das lideranças indígenas de Te’ýikue de qualquer um dos acampamentos de Retomada sejam presos”. Apesar da acusação de terem agredido três policiais militares que atendiam à ocorrência e incendiado uma viatura da PM, os índios reforçam que não mataram ninguém, “apesar da dor coletiva de todas as famílias pelo ataque e o assassinato de Clodiodi”.

“Afirmamos que nenhuma lideranças nossa será levada nem desta nem de nenhuma tekoha. Se apenas tentarem fazer isso paralisaremos todas as rodovias, retomaremos todos os nosso territórios imediatamente, e entraremos em Guerra com o estado porque aqui um pai perdeu um filho, nós perdemos um importante parente e nosso solo tradicional foi manchado novamente de sangue. Se um apenas for levado todos nós, de todas as tekoha iremos nos levantar, queimaremos os canaviais, destruiremos as plantações, mataremos os bois e retiraremos as usinas e as rodovias que ainda estão dentro de nossos tekoha nos explorando (sic)”, anunciam.

REZA FORTE

Os indígenas pedem seguidas vezes, na carta, que os processos de demarcação sejam concluídos sem as intervenções judiciais que os emperram. Argumentam que sem direito aos territórios tradicionais que reivindicam, são “açoitados nas praças, nas ruas, nas esquinas, até mesmo dentro de nossa própria terra”. E desabafam: “A policia ao invés de nos defender, vem junto com o fazendeiro garantir nossa retirada da terra e depois quer nos punir, punir as vítimas de um massacre como se fossemos criminosos”.

Ainda na carta, o Aty Guasu destaca que “se não houver justiça, nossos rezadores e rezadoras iniciarão uma reza forte para que venha o vento forte, a chuva, os terremotos, as catástrofes, e para que os elementos naturais vinguem nossos guerreiros”. “Lembrem que isso já aconteceu no passado. Depois dos ataques paramilitares no ano passado nossos rezadores e reuniram, se unificaram com as lideranças e fizeram chover tanto que as pontes caíram e em outros períodos que a seca castigasse todas as plantações”, menciona o conselho.

Os indígenas fazem em referência às chuvas torrenciais que do final de 2015 ao início deste ano levaram ao menos 37 municípios sul-mato-grossenses a decretarem situação de emergência por causa de sérios danos estruturais em rodovias e pontes. Lavouras também sofreram prejuízos com quebra de produtividade.

RETOMADAS

“Tudo isso, as mais de 390 mortes nos últimos dez anos e a situação de Genocídio que nosso povo vive pode ser evitada se nosso direito constitucional e originário for respeitado, por isso exigimos mais uma vez que seja garantido imediatamente a demarcação de nossos territórios sagrados e originários”, apelam os indígenas.

Ao final do documento, o Aty Guasu reforça a intenção de ampliar as retomadas de territórios que os Guarani e Kaiowá reivindicam em Mato Grosso do Sul. “Não pararemos, pra nós a única escolha que temos é acessar nossos tekoha originários. Cabe ao Governo se mexer para evitar que este direito tenha de ser garantido sobre o peso do findar da vida de tanta gente. Demarquem nossas terras, garantam nosso território, respeitem nossos direitos enquanto não acontecer garantimos aos senhores que cada passo dado será em direção de nossas retomadas, sempre em frente, nenhum passo atrás, já esperamos demais (sic)”, pontuam os índios na carta.

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Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...

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3 de junho de 2026

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

 

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Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.

O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.

Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.

Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.

Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.

“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.

O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.

O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.

Qualidade de vida

Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.

Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.

Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.

Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.

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Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...

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3 de junho de 2026

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

 

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Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2). 

Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha. 

Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.

A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande. 

De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação. 

A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família. 

O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico. 

A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.

G1 MS