quinta, 04 de junho, 2026
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Primeiro grupo de rap indígena do Brasil, o Brô MC'S, de Dourados (MS), foi tema de questão do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) na prova de Linguagens e Ciências Humanas aplicada neste último domingo (5).
Formado pelos indígenas Bruno, Charles, Clemerson e Kelvin, na Aldeia Jaguapiru, em Dourados, o Brô MC's também foi o primeiro grupo de rap indígena a tocar no Rock in Rio, em 2022. Eles ainda ficaram famosos no Brasil por tocarem com astros como Alok e Xamã, e agora a trajetória dos músicos virou tema de uma pergunta do Enem.
Na questão 25, do caderno de Linguagens do Enem 2023, a história do Brô MC's é destacada. "Os integrantes conheceram o rap pelo rádio, ouvindo um programa que apresentava cantores e grupos brasileiros desse gênero musical. O Brô MC's conseguiu influenciar outros a fazerem rap e a lutarem pelas causas indígenas", diz o enunciado.
O trecho foi retirado de uma reportagem do Correio Braziliense, de novembro de 2021, e indaga questiona aos estudantes "o que o movimento rap dos povos originários do Brasil revela".
Assim que soube que foi tema de pergunta do Enem 2023, o grupo Brô MC's se manifestou nas redes sociais, bem como a comunidade indígena, que está vibrando com a conquista histórica para a luta dos povos originários.
"É sobre isso, o Enem teve uma questão sobre a fala da Txai Surui. Isso é visibilidade indígena, é sobre as problemáticas envolvendo o meio ambiente e a luta do povo indígena. O Brô MC's também representou muito", disse o comunicador e influencer indígena Japupram Parkatêjê.
Txai Suruí, fundadora do Movimento da Juventude Indígena de Rondônia, também se pronunciou. "Fiquei feliz de saber que teve uma questão no ENEM sobre a minha fala na COP, acredito que isso significa que nossa luta está sendo ouvida de alguma forma e são preocupações que devem ser transmitidas para nossos jovens e crianças", disse ela.
Brô MC's, representatividade indígena
Formado por Kelvin Mbaretê, Bruno Veron, Clemersom Batista e Charlie Peixoto, da etnia Guarani Kaiowá, das aldeias Jaguapiru e Bororó, em Dourados, Brô MC’s carrega a força da comunidade indígena na voz. A principal missão dos artistas, segundo eles, é representar o cotidiano do seu povo, bem como suas lutas, por meio da música.
Diretamente de Dourados, uma das principais cidades de Mato Grosso do Sul, Brô MC’s é a primeira banda de rap indígena do Brasil. Formado pelos quatro amigos indígenas que tinham o sonho de falar sobre o cotidiano de cada um, foi na música que eles encontraram a voz para conversar com todo o país.
Como tudo começou
Os integrantes do Brô MC’s iniciaram a carreira em 2009. Ignorando preconceitos e objeções para serem reconhecidos no espaço do rap brasileiro, eles tinham o sonho de levar as vozes das aldeias para o país. Em 2023, completaram 14 anos de carreira com muitas conquistas e oportunidades.
As letras falam sobre a luta pela terra, a questão da identidade indígena, problemas como o consumo de álcool e drogas e também altos índices de suicídio na aldeia.
“Minha fala é forte e está comigo / Falo a verdade, não quero ser que nem você / Canto vários temas e isso que venho mostrando / Voz indígena é a voz de agora”, diz a tradução da letra de “Koangagua”, cantada em guarani. Os vídeos, inclusive, têm legenda para o público entender o significado das canções.
“Quando eles [lideranças indígenas] viram que as letras falavam da nossa realidade, eles nos apoiaram. Agora até crianças e jovens nos apoiam”, relatou Bruno Veron ao Jornal Midiamax.
Grupo também já teve passagem pelo Festival de Berlim com a música “Terra Vermelha” na curta-metragem “E Busca da Terra Sem Males”, e também na série “Guateka”.
Geral
Levantamento de 2025 mostra que 42% das estradas estaduais avaliadas no Estado têm baixa capacidade de reduzir a gravidade de acidentes.
4 de junho de 2026
Mato Grosso do Sul tem 2.024 quilômetros de rodovias classificados com baixo Índice de Perdão, segundo a terceira edição do Painel CNT de Rodovias que Perdoam, divulgada com dados de 2025. O levantamento coloca o Estado na 13ª posição entre os sistemas viários mais perigosos do país e indica que 42% das estradas estaduais avaliadas têm baixa capacidade de reduzir a gravidade dos acidentes.
Além dos trechos com baixo Índice de Perdão, a pesquisa aponta 2.282 quilômetros em faixa intermediária e 433 quilômetros com alto nível de segurança estrutural. No cenário nacional, Mato Grosso do Sul aparece na 15ª colocação entre os estados com rodovias mais seguras, indicando uma posição intermediária no ranking.
A metodologia da Confederação Nacional do Transporte (CNT) considera fatores físicos das rodovias que influenciam a gravidade dos sinistros. Entre os itens analisados estão acostamentos, barreiras de proteção, defensas metálicas, áreas livres de obstáculos e atenuadores de impacto.
No país, o estudo mostra diferença entre os modelos de gestão. Nas rodovias administradas pelo poder público, 50% da malha avaliada têm baixo Índice de Perdão e 4,8% atingem alto nível de mitigação dos acidentes. Já nas rodovias concedidas à iniciativa privada, 62% dos trechos apresentam alto Índice de Perdão e 2,4% foram classificados com baixo nível de segurança estrutural.
Segundo a CNT, os dados de 2025 mostram relativa estabilidade em relação ao levantamento anterior. Do total analisado, 19,9% receberam classificação de Alto Índice de Perdão, 42,7% ficaram na faixa intermediária e 37,5% foram enquadrados como de Baixo Índice de Perdão.
A entidade informa que mais de 80% da extensão analisada ainda apresenta média ou alta probabilidade de que problemas de infraestrutura, associados a falhas de condução ou defeitos mecânicos, resultem em mortes ou feridos graves. A análise territorial aponta ainda que os trechos mais seguros se concentram principalmente nas regiões Sul e Sudeste, onde predominam as concessões rodoviárias.
Já Norte, Nordeste e Centro-Oeste seguem com corredores classificados entre médio e baixo Índice de Perdão, inclusive em rotas usadas para o transporte de cargas e passageiros.
“A terceira edição do Painel confirma que a qualidade da infraestrutura viária impacta diretamente a gravidade dos acidentes. Embora o cenário nacional indique estabilidade, os resultados mostram que os avanços ainda são desiguais”, disse a diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende.
Geral
A Prefeitura Municipal de Coxim estabeleceu que os dias 4 e 5 de junho não terão expediente nas repartições públicas municipais. A medida, regulamentada pelo...
4 de junho de 2026
A Prefeitura Municipal de Coxim estabeleceu que os dias 4 e 5 de junho não terão expediente nas repartições públicas municipais. A medida, regulamentada pelo Decreto Municipal nº 064/2026, abrange o feriado nacional de Corpus Christi, na quinta-feira (04/06), e o ponto facultativo na sexta-feira (05/06). O objetivo é ordenar o calendário administrativo, resguardando os serviços essenciais de urgência e emergência.
Os serviços essenciais, como saúde de urgência e coleta de lixo, operam sob regime de plantão no período. O atendimento ao público e os prazos administrativos processuais serão retomados integralmente na segunda-feira subsequente.
Demais feriados e pontos facultativos municipais encontram-se no site da prefeitura em: www.protocolos.coxim.ms.gov.br/calendariomunicipal