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O Governo federal pode limitar a duplicação da BR-163 apenas ao trecho entre Campo Grande e Dourados. Além de excluir a obrigatoriedade de duplicar os 845 quilômetros, a nova licitação pode incluir a cobrança de pedágio em mais duas rodovias federais, a BR-262 e BR-267.
18 de maio de 2022
O Jacaré / Redação/EC
O Governo federal pode limitar a duplicação da BR-163 apenas ao trecho entre Campo Grande e Dourados. Além de excluir a obrigatoriedade de duplicar os 845 quilômetros, a nova licitação pode incluir a cobrança de pedágio em mais duas rodovias federais, a BR-262 e BR-267. No entanto, com a privatização, a proposta é apenas exigir a manutenção das estradas, sem exigir terceira faixa ou duplicar.
A proposta é a principal da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), que vem definindo o edital de relicitação da BR-163. A CCR MS Via decidiu devolver a concessão da rodovia. No entanto, o grupo paulista vai continuar responsável pela arrecadação do pedágio e pela manutenção até a conclusão da nova licitação.
A duplicação da BR-163 é uma luta antiga da população de Mato Grosso do Sul e chegou a ser alvo de campanha liderada pela OAB/MS (Ordem dos Advogados do Brasil, seccional de Mato Grosso do Sul). A reivindicação acabou contemplada com a privatização realizada na gestão de Dilma Rousseff (PT).
No entanto, a concessionária acabou não cumprindo o contrato que previa a duplicação de toda a extensão em cinco anos. A MS Via também recorreu à Justiça Federal e conseguiu liminares para não pagar as multas aplicadas pelo órgão regulador nem reduzir a tarifa de pedágio em 54%. A questão do valor da tarifa está sendo discutida na câmara de arbitragem.
Estudo realizado pena ANTT propõe um novo modelo de concessão das rodovias federais em Mato Grosso do Sul. A proposta é dividir a BR-163 em dois lotes. O Trecho Norte seria de 690 quilômetros e abrangeria 359 km da BR-163 entre Campo Grande e a Divisa com o Mato Grosso e a BR-262 entre a Capital e Três Lagoas.
O Trecho Sul contemplaria 730 km, sendo 486 km da BR-163 entre Campo Grande e a Divisa com o Paraná e a BR-267, entre Nova Alvorada do Sul e a Divisa com São Paulo. No entanto, apenas o trecho entre a Capital e Dourados, da BR-163, seria duplicado.
O novo edital deverá exigir a construção de passarelas, ciclovias, iluminações e pontos de ônibus nos perímetros urbanos. Os técnicos sugerem a construção de 95 quilômetros de contornos rodoviários, como de 40km em Campo Grande, 30k nas vilas São Pedro, Vila Vargas e Cruzaltina em Dourados, de 10k em Mundo Novo e Eldorado e de 5km em Itaquiraí.
A cobrança de pedágio só vai garantir a realização de melhorias nas BRs 262 e 267. Aliás, evitar rotas de fuga do pagamento de pedágio é uma das preocupações dos estudos. Por exemplo, a praça de pedágio de Caarapó pode mudar de lugar para evitar a fuga de motoristas pela MS-156. Um ponto de cobrança seria instalado antes da MS-040.
A vencedora de licitação iria priorizar as obras paradas, como 40 quilômetros duplicados, que não foram ativados em decorrência da falta de construção de pontes.
O Ministério da Infraestrutura deveria lançar o edital de licitação no início deste ano. O processo está atrasado e dependerá da realização de novos estudos sobre a viabilidade da inclusão das outras rodovias federais.
A BR-262 é considerada com grande potencial por causa da fábrica de celulose da Suzano em Ribas do Rio Pardo, que está tendo investimento de R$ 14,7 bilhões. A expectativa é de que o movimento de caminhões e veículos aumente por causa do desenvolvimento econômico da região.
As usinas devem impulsionar o movimento do Trecho Sul. Contudo, há um problema, os caminhões de cana não pagam pedágio e são os principais responsáveis pela deterioração das condições da rodovia.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
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Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS