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Geral
A implantação e cascalhamento de estradas de integração do Pantanal de Mato Grosso do Sul, pelo Governo do Estado, tirou a região do isolamento secular e está promovendo um novo ciclo da pecuária
1 de agosto de 2019
Gov / MS
A implantação e cascalhamento de estradas de integração do Pantanal de Mato Grosso do Sul, pelo Governo do Estado, tirou a região do isolamento secular e está promovendo um novo ciclo da pecuária, onde o produtor está deixando de vender seu gado magro e hoje engorda o animal para comercializá-lo direto com os frigoríficos. Essa mudança de paradigma ocorre com a melhoria da logística para escoamento da produção.
“Vamos embarcar boi gordo no caminhão, que só saia da fazenda de comitiva, com perda de peso e rentabilidade. Essa obra do governo é fantástica”, afirma com entusiasmo o pecuarista Amerco Resende OIiveira, da Fazenda São Miguel, Pantanal da Nhecolândia, em Corumbá. “Se ligar com o outro lado do Corixão, em direção a Rio Verde, então estamos no céu”, acentua. Um dos principais trechos do tronco rodoviário projetado desde os anos de 1970 é a ligação da MS-228, a partir da Curva do Leque (entroncamento com a MS-184), com o centro criatório da Nhecolândia. A estrada, desse ponto, interliga Corumbá com Rio Negro (232 km) e a Rio Verde (56 km) do trevo da MS-427 com a MS-228). Para o governador Reinaldo Azambuja, essa integração vai fortalecer a pecuária e promover o turismo rural em toda a planície integrando os pantanais.
Além do trecho de 40 km da MS-228 em execução, da Curva do Leque a Fazenda Alegria, o Governo do Estado concluiu a implantação de 18,8 km da mesma rodovia, entre a Vazante do Castelo e a fazenda Imaculada (entroncamento com a MS-427), entre Aquidauana e Corumbá. Também foram implantados com aterro e cascalho 34 km da MS-423, da Serra da Alegria em Rio Verde, a fazenda Morrinho (Corumbá). Outra frente de obra executa o mesmo serviço em 65 km das MS-228 e MS-423, entre as fazendas Picapau e Conceição, em Corumbá.
Os investimentos na Rota Pantaneira ultrapassam R$ 40 milhões e está projetada também a implantação da MS-214, interligando os pantanais do Paiaguás e Nhecolândia, a partir de Coxim, até a ponte de concreto sobre o rio Taquari. Numa segunda etapa, será implantada a estrada que liga a ponte à Serra da Alegria. Completando o eixo rodoviário, existem estradas projetadas para integrar os pantanais de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso (Poconé).
Com conclusão prevista para dezembro. O Estado, por meio da Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos), investe R$ 8,5 milhões na obra de implantação e cascalhamento dos 40 km da MS-228 (Leque-Alegria), dos quais 50% foram concluídos. O aterro de até 1,5 metro revestido com resíduos de minério de ferro mudou a realidade da região. O acesso era um desafio para os pantaneiros devido a concentração de areia e alagadiços.
“A logística é fundamental para o Pantanal e pela primeira vez um governo olha para a região e investe na implantação dessas estradas, que serão a nossa redenção”, afirma Luciano Leite, presidente do Sindicato Rural de Corumbá, município com o segundo maior rebanho bovino (2 milhões de cabeças). “Hoje o pantaneiro já engorda o gado, que terá valor agregado, investindo também em novas tecnologias, como a pastagem cultivada”, ressalta.
O movimento de operários e máquinas animam os pecuaristas. Grande parte do gado comercializado no último sábado (27) no Leilão Novo Horizonte já foi transportado por caminhões. Segundo a empreiteira da obra, 30 caminhões transportam o minério de ferro (250 mil toneladas) a uma distância de 70 km, no distrito de Albuquerque, com alto consumo de pneus. Os caminhões atravessam o Rio Paraguai, no Porto da Manga, de balsa.
“O Reinaldo Azambuja acreditou no potencial da nossa pecuária e no pantaneiro e será sempre lembrado por esse feito”, declarou o pecuarista e leiloeiro Carlos Guaritá, dono de um leilão que comercializa quatro mil animais/mês na região. “O acesso o ano todo, com cheia ou seca, era o sonho do pantaneiro. Além disso, o Estado mantém conservadas as estradas MS-228 e MS-184, fato que nunca ocorreu, beneficiando também o turismo”, realça.
Rendimento no frete
A implantação do corredor viário favorece o pantaneiro em vários aspectos, segundo o pecuarista Ricardo Penna Chaves, da centenária Fazenda São José da Formosa: reduz o custo de transporte, permite a saída do boi pronto para o abate, agregando valor à produção, e estimula a comercialização local, no Leilão Novo Horizonte. “A logística é tudo, nos livra do atravessador e melhora o padrão do gado, que passa a ser transportado por caminhões”, diz.
Os transportadores também já sentem no bolso o benefício dos investimentos do Governo do Estado na região. Há seis anos no trecho, Jorge Lopes, 42, dono de uma frota de 12 caminhões, disse que a manutenção e cascalhamento das estradas reduziu os custos e encurtou distâncias. “Hoje percorremos 50 km, do asfalto (BR-262) até o leilão, em uma hora; antes demorava pelo menos cinco horas, devido aos atoleiros e buracos. O acesso era muito ruim”, lembra.
Para o caminhoneiro Dalto Trelha, 38, as boas estradas reduziram os danos no veículo e aumentou o seu ganho mensal no frete em 30%. “O acesso está uma maravilha, 100%”, comenta. “Antes era um sofrimento, judiava do gado e do caminhão. Quando chovia, ninguém passava, a viagem demorava um dia se chegasse o socorro”, conta. “O governo também está recuperando a cabeceira das pontes e isso deu mais segurança”, diz ele, há cinco anos na atividade.
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Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
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Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS