quinta, 04 de junho, 2026
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O Governo de Mato Grosso do Sul desobrigou, nesta quarta-feira (3), o uso de máscaras em todos os municípios. A regra, em vigência desde junho de 2020, não existe mais para nenhum tipo de estabelecimento. No entanto, as autoridades estaduais recomendam o acessório em ambientes fechados ou com aglomerações.
Em coletiva, o presidente do comitê gestor do Prosseguir (Programa de Saúde e Segurança na Economia) e secretário estadual de Infraestrutura, Eduardo Riedel, afirmou o que já era estudado há pelo menos duas semanas pelas autoridades.
O decreto nº 15.456, de 18 de junho de 2020, dizia que era obrigatório o uso em determinados ambientes de acesso público. No entanto, ele não dispunha sobre o uso em locais abertos. "Já está posto em nosso decreto, ambientes abertos não têm obrigação de máscara", diz Riedel.
Contudo, o titular da Infraestrutura falou hoje que está "recomendando fortemente" o item. Além disso, o governo fala em caráter de recomendação, não mais de obrigatoriedade. Decreto ainda deverá ser publicado oficializando medidas. "Achamos importante manter [recomendação] em ambientes de aglomeração e ambientes fechados".
O principal motivo para a descontinuidade da regra é o avanço na vacinação, que já atingiu ao menos 65% da população sul-mato-grossense. Por enquanto, o governo estadual segue descartando o passaporte da vacina.
Obrigatoriedade - Desde 22 de junho de 2020, o Governo de Mato Grosso do Sul obrigava o uso de máscaras de proteção facial em todos os municípios, como forma de reduzir danos da pandemia.
Dessa forma, atualmente, o Estado praticamente já não tem mais nenhuma regra sanitária. Vale lembrar que outros lugares do mundo chegaram a desobrigar a máscara, mas voltaram atrás quando casos voltaram a crescer por conta de variantes. Especialistas afirmam que isso era considerado esperado, já que os imunizantes têm maior eficácia contra casos graves, como morte ou internação, ainda que também reduzem transmissão viral.
O decreto estadual definia que o acessório era compulsório em órgãos públicos, estabelecimentos privados de acesso coletivo, tais como restaurantes, shoppings, supermercados e escritórios, assim como nos ônibus. O Brasil também possui lei aprovada pelo Congresso, que torna obrigatório o uso de máscaras. Segundo a PGR (Procuradoria Geral da República), ninguém foi preso até hoje, mas multas já foram aplicadas.
Ainda assim, os estados e municípios podem legislar, de acordo com suas realidades. Portanto, cidades podem continuar obrigando. O Campo Grande News já apurou que a Capital já estuda seguir os mesmos passos do ente estadual.
Segurança - Segundo o médico infectologista Rodrigo Nascimento, usar a máscara é um complemento de proteção aos indivíduos, mesmo vacinados. Ele afirma que somente os órgãos de vigilância epidemiológica poderão decidir se é ou não o momento ideal para liberar esse uso, mas acredita que seria preciso mantê-lo por mais algum tempo.
“As máscaras são necessárias para impedir transmissão de doenças que passam por via aérea, pelo ar. Somente quando os níveis de infecção por qualquer doença dessas estejam diminuídos, resolvidos, não haverá necessidade".
Por fim, Nascimento ressalta que a população deve seguir medidas básicas, tais como evitar aglomerações e lugares fechados, assim como lavar a mão e usar álcool a 70%. O objetivo dessas ações, segundo ele, é reduzir a chance de infecção.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS