quinta, 04 de junho, 2026
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Para auxiliar a população do Rio Grande do Sul, que enfrenta os efeitos da chuva que provocaram as maiores enchentes da história da região, o Governo do Estado de Mato Grosso do Sul enviou hoje (8) dois caminhões com água e equipes que vão auxiliar no resgate às vítimas.
“Estamos trabalhando para apoiar o Rio Grande do Sul e os irmãos gaúchos no sentido de mobilizar suprimentos e pessoas para ajudar neste momento difícil. Está saindo do Mato Grosso do Sul agora, mais dois caminhões de água e dez pessoas, para somar ao time que já está lá com um helicóptero e duas guarnições de resgate com barcos”, afirmou o governador, Eduardo Riedel.
O carregamento de água e as equipes de resgate – que vão atuar no estado gaúcho por duas semanas –, saíram da Governadoria, em Campo Grande (MS), com destino a Porto Alegre (RS), com previsão de chegada em 60 horas (dois dias e meio).
“O Estado deslocou primeiro as equipes de resposta (Corpo de Bombeiros e Polícia Militar), e agora estamos deslocando a parte da Defesa Civil. Com esse apoio entendemos que vamos auxiliar na parte da logística, no recebimento das doações e no direcionamento destes recursos a quem precisa. As viaturas chegam em Porto Alegre e de lá para o gabinete de crise que está montado. As doações serão direcionadas aos municípios com necessidade”, afirmou o coronel Hugo Djan, coordenador estadual da Defesa Civil de MS.
Nos próximos dias, também serão enviados outros caminhões com alimentos e insumos médicos na terça-feira (14), a previsão é de que 19 médicos também se desloquem para Porto Alegre, a capital do Rio Grande do Sul.

Foto: Bruno Rezende
Além do trabalho realizado pela Defesa Civil de Mato Grosso do Sul e Secretaria de Estado de Saúde (SES) – com o apoio de outras secretarias estaduais –, a Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul (Sanesul), também vai auxiliar nas ações de apoio ao RS.
“Conseguimos encaminhar 30 mil unidades de copos de água. E estamos prontos para enviar uma equipe de técnicos que possam auxiliar a destravar os sistemas de água, de abastecimento, que se encontram comprometidos”, afirmou o diretor-presidente da Sanesul, Renato Marcílio.
O deslocamento das equipes de apoio é realizado com suporte e informações enviadas do RS, com estudo prévio das vias de acesso ao estado gaúcho, já que inúmeras estradas foram destruídas.
“A gente recebeu mapas. Algumas estradas que não podemos passar, porque estão interditadas. Estou em um grupo (online de mensagens) que informam como está, já sei aonde vamos trabalhar o que vamos fazer, o que está precisando. Vamos para Porto Alegre, lá vamos ver a demanda no gerenciamento e aí deslocar as equipes”, afirmou o capitão Carlos Roledo, chefe do departamento de logística da Defesa Civil de MS.
AuxílioNa semana passada, equipes do Corpo de Bombeiros Militar e da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul foram enviadas para atuar nas cidades gaúchas de São Leopoldo e Canoas. Nos dois primeiros dias na região – sábado (4) e domingo (5) –, os militares resgataram mais de 900 pessoas e aproximadamente 200 animais.
Além disso, a aeronave do Coordenadoria Geral de Policiamento Aéreo (CGPA) da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), participou do resgate de pessoas ilhadas e transporte de 700kg de medicamentos enviados a cidades do interior do Rio Grande do Sul.
As chuvas deste início de maio provocaram as maiores enchentes da história do estado gaúcho, deixando 90 mortos, 132 desaparecidos e 361 pessoas feridas até o fim desta terça-feira (7).
Os temporais, que começaram em 27 de abril, ganharam força no dia 29 e já afetaram mais de 1,3 milhão de pessoas em território gaúcho, de acordo com o último boletim da Defesa Civil. Mais de 155 mil pessoas estão desalojadas e outros 48 mil estão em abrigos. A marca já supera a última tragédia ambiental no estado, em setembro de 2023, quando 54 pessoas morreram.
“O mais importante é a mobilização que a sociedade do MS já está fazendo, todo dia saindo carretas de suprimentos, com colchão, cobertor, água, alimentos para o Rio Grande do Sul. Isso é extremamente importante. Então você, cidadão e cidadã sul-mato-grossense, vamos estender a mão nesta hora porque a doação é extremamente importante. Nosso time de Governo está reforçando o apoio de resgate e suporte profissional a quem precisa neste momento”, finalizou Riedel.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS