quinta, 04 de junho, 2026
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R$ 4 milhões serão repassados para projetos de pesquisa e inovação nas áreas de Bioeconomia, Biotecnologia, Biodiversidade, Energias Renováveis e Produção Sustentável
Mato Grosso do Sul tem a meta de se tornar estado carbono neutro até 2030. Ou seja, pretende mitigar todas as emissões de gases causadores do efeito estufa, dentro do próprio território, para contribuir com a redução do aquecimento global. Dentro dessa agenda de sustentabilidade, o Governo do Estado lançou, nesta quinta-feira (9), edital público da Fundect (Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado) para selecionar projetos científicos que vão ajudar na neutralização dos gases que esquentam o planeta e causam a destruição do meio ambiente.
Ao todo, R$ 4 milhões de recursos próprios do Estado serão repassados para projetos de pesquisa e inovação nas áreas de Bioeconomia, Biotecnologia, Biodiversidade, Energias Renováveis e Produção Sustentável. Pesquisadores vinculados às Instituições Científicas e Tecnológicas (ICTs) e empresas que executam atividades de pesquisa em Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I), em Mato Grosso do Sul, podem participar da seleção.
No lançamento do edital, na Governadoria, o governador Reinaldo Azambuja contou que a iniciativa faz parte do planejamento estratégico de Mato Grosso do Sul, de se desenvolver com sustentabilidade. “Temos visto os efeitos causados pelo aquecimento global: secas extremas em algumas regiões, excesso de chuva em outras, e até frio em lugares atípicos. Isso desperta compromisso com a agenda da sustentabilidade. Mato Grosso do Sul está focado nisso. Negar o aquecimento global é negar a evolução da ciência e a importância que os países têm dado à essa agenda”, destacou.

Edital foi lançado na Governadoria e transmitido na internet, por meio de live nas redes sociais
Audacioso, nas palavras do secretário estadual Jaime Verruck, da Semagro (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar), o compromisso de Mato Grosso do Sul em tornar um estado carbono neutro vem sendo trabalhado desde 2016. Várias iniciativas adotadas ao longo dos últimos anos na área da sustentabilidade estão em andamento, como os programas Prósolo, Taquari Vivo, Carne Orgânica do Pantanal, Plano Integração Lavoura-Pecuária-Floresta e Ilumina Pantanal.
Para ele, a proposta da Fundect vêm somar nesse cenário. "O Governo de Mato Grosso do Sul tem uma lei estadual de mudanças climáticas e o programa 'Estado carbono neutro' está inserido dentro dessa pauta. E um dos principais pontos (dentro dessa lei) são as ações que temos que desenvolver e que já estão ocorrendo. O que a gente pretende agora, com esse edital, é exatamente avaliar essas ações. O objetivo agora é trazer a comunidade científica para fazer a avaliação de como está a situação atual do inventário de emissão de carbono no Mato Grosso do Sul".
O secretário Eduardo Riedel (Infraestrutura) também falou sobre as novas linhas de pesquisa para o desenvolvimento do Estado. "Quando a gente trabalha economia de baixo carbono e estabelece uma meta ousada como essa, de neutralizar emissões até 2030, estamos falando de duas grandes vertentes. Primeiro: a real contribuição que o Estado vai dar para a discussão do clima e do desenvolvimento. Segundo: economia. Temos a clareza de que nosso desenvolvimento econômico vai se dar por uma economia de baixo carbono. E temos visto em empreendimentos que chegam ao Estado e apresentam toda uma estruturação de desenvolvimento baseada na sustentabilidade", pontuou.

Prazo para inscrição de projetos começa em 10 de setembro e termina em 14 de outubro
Chamamento para a seleção de projetos
Com todos os detalhes, o edital de chamamento para a seleção de projetos científicos que contribuam com a neutralização dos gases do efeito estufa em Mato Grosso do Sul foi publicado no Diário Oficial do Estado desta quinta-feira, a partir da página 52. Clique aqui para conferir.

Edital vai ao encontro do programa MS - Estado carbono neutro
O período de inscrições será aberto nesta sexta-feira (10) e segue até 14 de outubro de 2021. Os projetos inscritos concorrerão em duas faixas de financiamento: “Projetos A”, que receberão recursos entre R$ 50 mil e R$ 200 mil (R$ 1 milhão será investido nesta faixa); e "Projetos B", que receberão entre 200.000,01 a R$ 1 milhão (R$ 3 milhões serão investidos nesta faixa). Os recursos serão destinados ao financiamento de itens de custeio e capital para a execução do projeto, e deverão estar estritamente relacionados à execução das atividades. Cada proposta terá prazo de execução 24 meses, podendo ser prorrogado por mais 12 meses.
"Esse é nosso grande objetivo: a neutralização dos gases de efeito estufa em Mato Grosso do Sul por meio das pesquisas de inovação. Esses projetos serão todos liderados pelas ICTs e também por empresas de tecnologia de Mato Grosso do Sul. É o primeiro edital que fala dessa possibilidade de trazer essas universidades e centros de pesquisas com as empresas de ciência, tecnologia e inovação. E para isso vamos trabalhar com as áreas de Bioeconomia, Biotecnologia, Biodiversidade, Energias Renováveis e Produção Sustentável", falou o diretor-presidente da Fundect, Marcio de Araújo Pereira.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS