quinta, 04 de junho, 2026
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A Fundação de Cultura do Estado de Mato Grosso do Sul já efetivou o pagamento de 736 trabalhadores da cultura inscritos no Edital da Lei Federal, n. º 14.017/2020 – inciso III, conhecida como a Lei Aldir Blanc.
Até agora já foram destinados 12,408,960 aos diversos setores da nossa cultura, cujos projetos foram aprovados. Os recursos destinados ao setor chegaram num momento crucial para a Cultura do Estado que, desta forma, consegue continuar fomentando a classe artística do MS.
Ao todo foram disponibilizados 21 editais que contemplaram todos os segmentos culturais, entre eles: literatura, gastronomia, artesanato, teatro, dança, circo, música, equipe técnica, etc. “Temos como objetivo fazer chegar o recurso na ponta, para todos os trabalhadores da cultura, inclusive aqueles que não tem acesso à informação e tecnologia”, disse o Presidente da FCMS, Gustavo Cegonha, destacando que o recurso da Lei Aldir Blanc é um direito de todos agentes culturais.
A ajuda que preserva a arte
Artesã Cláudia Castelão
A artesã Cláudia Castelão que participou com oficinas online sobre a flor de xaraés, disse que para ela, a ajuda do edital pela Lei Aldir Blanc foi fundamental. Segundo ela, o setor cultural foi muito impactado com essa pandemia. “Nós do artesanato praticamente zeramos as vendas, teve artesão que teve que vender material de trabalho para poder sobreviver, artesão que deixou a profissão e foi trabalhar de motoboy”, contou.
Cláudia, que é vice-presidente da Uneart acompanhou de perto a luta dos artesões para sobreviver na pandemia. “Quando veio o Edital fizemos a divulgação e ajudamos os artesãos a se inscrever, porque muitos não têm acesso a computador e nem sabem usar o equipamento”, conta. Esse recurso ajudou a dar um respiro para que os artesões e artesãs pudessem administrar esse período tão difícil. “Estávamos sem poder adquirir material de trabalho”, declarou.
Para Adão Índio, que faz artesanato em argila retratando bichos do pantanal e participou do edital Artesania Online, os recursos da lei Aldir Blanc foram fundamentais em sua vida. “Eu trabalho com artesanato há mais de 20 anos e nunca tinha passado por um período tão difícil igual a esse, ficamos praticamente três a quatro meses sem vender absolutamente nada e a dificuldade financeira foi gigantesca mesmo.
Artesão Adão Índio
O artesão Adão Índio também foi um dos inscritos que passaram na seleção. “Graças a Deus passei e recebi o prêmio de cinco mil reais que foi uma ajuda importantíssima”, disse Adão que, além das dificuldades financeiras também foi contaminado pela Covid. “Eu com 50 anos, índio terena, nunca tinha passado por uma situação igual essa, e graças a Deus que essa lei Aldir Blanc veio para nos ajudar, porque se não fosse isso, não sei o que seria da gente não”, desabafou.
Leandro Benites participou do edital Arara Azul de artes visuais da Lei Aldir Blanc, com trabalhos de fotografia. Leandro ressalta as várias coisas que foram importantes nesse processo de participar da Lei Aldir Blanc. Segundo ele, em primeiro lugar o artista teve oportunidade de criar algo novo e isto foi valorizado, foi transformado em aplausos e também em incentivo financeiro. “Muitas pessoas dependem da arte e esta ajuda veio para suprir mais ainda a felicidade das pessoas que dependem do artista”, revelou.
Para Leandro, o prêmio valoriza o artista e também a família do artista. “A Lei Aldir Blanc dá valor não só ao trabalho do artista, ao carinho que ele teve em produzir a arte, mas também tem o filho pequeno, as famílias, que têm um presente porque teve uma conquista. As pessoas acham que um auxílio como esse vem para auxiliar o artista que está sem emprego, mas o prêmio valoriza sua arte e aquilo é transformado em dinheiro”, diz.
Além de tirar o artista de uma situação difícil, a ajuda foi fundamental para a auto estima. Porque demonstra que a arte é importante e tem um valor. “Isso engrandece, faz com que a pessoa não abandone o talento tenham que procurar outro trabalho”. E finaliza: a Lei Aldir Blanc e a Fundação de Cultura incentivam o artista a continuar produzindo”. E isto, realmente não tem preço.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS