quinta, 04 de junho, 2026
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Cerca de 50 representantes de empresas públicas e privadas, entre titulares e suplentes, foram empossados membros da Frente Parlamentar para o Desenvolvimento da Suinocultura. O evento foi realizado nesta quinta-feira (17) sob a coordenação do deputado Renato Câmara (MDB), autor da proposta que instituiu o grupo de trabalho na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS).
“Vamos debater, ao longo das nossas reuniões, assuntos pertinentes ao desenvolvimento dessa atividade que tanto tem contribuído para MS”, explicou Câmara. O parlamentar destacou que a Assembleia Legislativa tem instrumentos para auxiliar e apoiar a atividades do setor, como a fiscalização e criação e alteração de legislações afetas ao tema.
“Estamos aqui para marcar o início de uma outra etapa na suinocultura sul-mato-grossense. Temos que quebrar barreiras, porque já somos eficientes dentro das porteiras. Temos que lutar por infraestrutura, logística, questões sanitárias e diminuição de tributos. Não existe uma fórmula pronta, existe possibilidade de construção”, enfatizou o coordenador.
Para o deputado Eduardo Rocha (MDB), é preciso que as ações da Frente Parlamentar também aconteçam em outras cidades do Estado. “Precisamos levar audiências públicas para os municípios do interior e discutir com os agricultores, empresários, prefeitos e vereadores do local”, sugeriu Rocha. Também participaram da reunião os deputados Zé Teixeira (DEM) e Cabo Almi (PT). Completam o grupo de integrantes da Frente os parlamentares: Gerson Claro (PP), Londres Machado (PSD), Antônio Vaz (Republicanos), Marçal Filho (PSDB), Coronel David (PSL), Herculano Borges (Solidariedade), Neno Razuk (PTB), Professor Rinaldo (PSDB), Capitão Contar (PSL), Marcio Fernandes (MDB), Lucas de Lima (Solidariedade) e Barbosinha (DEM).
A criação da Frente Parlamentar foi inspirada em outros grupos que já funcionam nas Casas Legislativas no Distrito Federal e também em outros estados da federação. O deputado estadual por Santa Catarina Altair Silva (PP) foi convidado a participar do evento e a compartilhar as experiências da Frente Parlamentar catarinense sobre o mesmo tema, da qual ele é coordenador. “Vocês têm tudo na mão, MS tem condições de ser um dos maiores produtores do país. O potencial aqui é ilimitado. Fico feliz que a semente do diálogo e das sugestões tenham frutificado e culminado nesta Frente Parlamentar. A suinocultura aqui já é um sucesso e vocês podem ir mais longe”, enalteceu o parlamentar, que também usou a tribuna da ALEMS durante a sessão ordinária desta quinta-feira.
Silva elencou pontos positivos que o Estado possui para desenvolver a atividades, entre eles o fato de Mato Grosso do Sul ser produtor de grãos - matéria-prima da ração responsável por alimentar o rebanho suíno. “Santa Catarina é o único estado da federação que precisa importar milho dos outros estados e vocês já tem isso aqui”, reforçou.
O parlamentar também fez um alerta sobre as prioridades que a Frente deve ter para que a suinocultura cresça. “Todos devem se comprometer com a questão da sanidade. Isso fez que conquistássemos mercados premiuns. O MS, que faz fronteira com Paraguai, tem um desafio maior com a sanidade e isso é compromisso de todas as instituições. Fica essa minha sugestão e desafio, pois se a biossegurança for ameaçada teremos prejuízos, ainda mais para nós estados que vivemos do agronegócio”, enfatizou.
O presidente da Associação Sul-mato-grossense de Suinocultores (Asumas), Alessandro Boigues, falou sobre a importância da Frente Parlamentar e destacou o papel do Legislativo no desenvolvimento da área. “Nosso setor vai contar muito com as ações desta Frente, trazendo oportunidades e soluções. Temos uma grande necessidade de aprimorar para agirmos fora das porteiras das propriedades. Sem representatividade parlamentar, não conseguimos produzir nada, dependemos de políticas públicas. Nosso setor só roda se tiver política engajada para atingirmos mercados diferenciados”, explicou.
Boigues também apresentou dados da suinocultura no Brasil e no exterior. De acordo com o profissional, a carne suína é a mais produzida e consumida no mundo e o Brasil é o quarto maior produtor e exportador desse tipo de proteína. Em 2018, MS abateu 1,8 milhão de suínos. “Nosso desafio é dar confiabilidade nas questões sanitárias para melhorarmos no ranking”, destacou. Segundo os dados informados, Mato Grosso do Sul possui granjas automatizadas, com autossuficiência energética e sustentabilidade, além de biossegurança.
Geral
Levantamento de 2025 mostra que 42% das estradas estaduais avaliadas no Estado têm baixa capacidade de reduzir a gravidade de acidentes.
4 de junho de 2026
Mato Grosso do Sul tem 2.024 quilômetros de rodovias classificados com baixo Índice de Perdão, segundo a terceira edição do Painel CNT de Rodovias que Perdoam, divulgada com dados de 2025. O levantamento coloca o Estado na 13ª posição entre os sistemas viários mais perigosos do país e indica que 42% das estradas estaduais avaliadas têm baixa capacidade de reduzir a gravidade dos acidentes.
Além dos trechos com baixo Índice de Perdão, a pesquisa aponta 2.282 quilômetros em faixa intermediária e 433 quilômetros com alto nível de segurança estrutural. No cenário nacional, Mato Grosso do Sul aparece na 15ª colocação entre os estados com rodovias mais seguras, indicando uma posição intermediária no ranking.
A metodologia da Confederação Nacional do Transporte (CNT) considera fatores físicos das rodovias que influenciam a gravidade dos sinistros. Entre os itens analisados estão acostamentos, barreiras de proteção, defensas metálicas, áreas livres de obstáculos e atenuadores de impacto.
No país, o estudo mostra diferença entre os modelos de gestão. Nas rodovias administradas pelo poder público, 50% da malha avaliada têm baixo Índice de Perdão e 4,8% atingem alto nível de mitigação dos acidentes. Já nas rodovias concedidas à iniciativa privada, 62% dos trechos apresentam alto Índice de Perdão e 2,4% foram classificados com baixo nível de segurança estrutural.
Segundo a CNT, os dados de 2025 mostram relativa estabilidade em relação ao levantamento anterior. Do total analisado, 19,9% receberam classificação de Alto Índice de Perdão, 42,7% ficaram na faixa intermediária e 37,5% foram enquadrados como de Baixo Índice de Perdão.
A entidade informa que mais de 80% da extensão analisada ainda apresenta média ou alta probabilidade de que problemas de infraestrutura, associados a falhas de condução ou defeitos mecânicos, resultem em mortes ou feridos graves. A análise territorial aponta ainda que os trechos mais seguros se concentram principalmente nas regiões Sul e Sudeste, onde predominam as concessões rodoviárias.
Já Norte, Nordeste e Centro-Oeste seguem com corredores classificados entre médio e baixo Índice de Perdão, inclusive em rotas usadas para o transporte de cargas e passageiros.
“A terceira edição do Painel confirma que a qualidade da infraestrutura viária impacta diretamente a gravidade dos acidentes. Embora o cenário nacional indique estabilidade, os resultados mostram que os avanços ainda são desiguais”, disse a diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende.
Geral
A Prefeitura Municipal de Coxim estabeleceu que os dias 4 e 5 de junho não terão expediente nas repartições públicas municipais. A medida, regulamentada pelo...
4 de junho de 2026
A Prefeitura Municipal de Coxim estabeleceu que os dias 4 e 5 de junho não terão expediente nas repartições públicas municipais. A medida, regulamentada pelo Decreto Municipal nº 064/2026, abrange o feriado nacional de Corpus Christi, na quinta-feira (04/06), e o ponto facultativo na sexta-feira (05/06). O objetivo é ordenar o calendário administrativo, resguardando os serviços essenciais de urgência e emergência.
Os serviços essenciais, como saúde de urgência e coleta de lixo, operam sob regime de plantão no período. O atendimento ao público e os prazos administrativos processuais serão retomados integralmente na segunda-feira subsequente.
Demais feriados e pontos facultativos municipais encontram-se no site da prefeitura em: www.protocolos.coxim.ms.gov.br/calendariomunicipal