quinta, 04 de junho, 2026
(67) 99983-4015
Vencer as barreiras do aprendizado escolar e conquistar um certificado de conclusão de ensino é um importante avanço para qualquer pessoa, mas pode ter um significado ainda maior para quem está em situação de prisão.
Em Mato Grosso do Sul, os ensinos formal e profissionalizante são realidades para custodiados nas unidades prisionais da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen), que tem a educação como um dos pilares na missão de ressocializar apenados.
Nessa perspectiva, cerimônias de formatura estão sendo realizadas em presídios do estado, como forma de marcar este momento tão especial para quem tanto necessita de um impulso para recomeçar a vida, longe do mundo do crime.
É o caso da interna Mirian Helena Paschuin do Estabelecimento Penal Feminino "Irmã Irma Zorzi" (EPFIIZ), em Campo Grande, que concluiu o Ensino Fundamental e vê na educação um meio de se reintegrar. “Apesar de onde estamos, temos essa oportunidade de terminar nossos estudos e ter um futuro diferente”, destacou com o certificado em mãos.
A reeducanda e outras detentas, que completaram o Ensino Fundamental ou Médio no EPFIIZ, tiveram um evento solene, com direito à beca e canudo, organizado pelo Setor de Educação do presídio e a Escola Estadual Regina Anffe Nunes Betine, responsável pelo ensino na unidade.
Além da colocação de grau, a solenidade na unidade feminina contou com apresentações de dança por internas que integram o projeto de Jazz, realizado por meio de parceria entre a Agepen e a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Sectur).
“Preparamos um momento especial para marcar esta etapa tão importante na vida dessas mulheres que estão buscando, nas salas de aula, esse caminho para conquistarem uma vida melhor lá fora”, ressaltou a chefe do Setor Educacional do presídio, policial penal Ana Lúcia Coinete.
Assim como o feminino de Campo Grande, outros estabelecimentos prisionais realizaram cerimônias para marcar a conclusão dessas fases do aprendizado. Em Corumbá, por exemplo, pela primeira vez, o momento foi celebrado em uma solenidade conjunta com a participação de internos e internas das duas unidades de regime fechado da cidade. O evento foi realizado com a Escola Estadual Dr. Gabriel Vandoni de Barros, responsável pelo ensino prisional local.
“A escola é uma oportunidade de um novo rumo, saio daqui com outro olhar. Daqui para frente é tentar cursar um curso superior”, revelou um dos concluintes do Ensino Médio no Estabelecimento Penal de Corumbá (EPC).
Para o diretor do EPC, Amilton Jorge da Costa Evangelista, a educação tem o poder transformador das pessoas e existe um grande empenho da equipe de policiais, bem como de professores e de toda a equipe da escola para que o ensino seja ofertado. “São profissionais que se dedicam em educar, ajudando na ressocialização”, agradeceu. “As pessoas em situação de prisão também têm direito à uma nova oportunidade e essa formatura é prova disso”, reforçou.
Ações como essas, segundo o diretor-presidente da Agepen, Aud de Oliveira Chaves, são reflexos de como o sistema prisional de MS entende que oferecimento do ensino regular, bem como profissionalizante é importante no processo de reintegração, pois contribui para (re)construir o indivíduo do ponto de vista social.
Conforme o dirigente, muitos internos chegam ao sistema penitenciário com pouco ou nenhum estudo e dentro das unidades têm essa oportunidade de escreverem um novo futuro. “É muito gratificante para nós da administração penitenciária poder oferecer esses mecanismos de transformação, que vão impactar não somente na vida dessas pessoas, mas de todos que vierem a conviver direta, ou indiretamente, com elas”, finalizou.
Os ensinos Fundamental e Médio nas unidades prisionais de MS são ofertados pela Secretaria de Estado de Educação, na modalidade Educação de Jovens e Adultos (EJA). As ações educacionais são coordenadas pela Diretoria de Assistência Penitenciária da Agepen, por meio da Divisão de Assistência Educacional.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS