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'Fizemos de tudo', diz médica sobre grávida de sete meses que morreu de Covid-19 após quatro dias

Mikaely Karoline, de 20 anos, estava internada em uma UPA. Além da UTI adulto, era necessária uma UTI neonatal, que também estava indisponível.

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5 de abril de 2021

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G1 MS

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Uma médica que fez parte da equipe que cuidava da jovem Mikaely Karoline Souza, que estava grávida de sete meses e morreu de Covid-19 neste sábado (3) após quatro dias à espera por um leito de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em Sinop, no norte do Mato Grosso, afirma que os profissionais fizeram o possível para salvar a paciente.

Mikaely, que tinha 20 anos, estava internada em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). O bebê que morreu junto com a mãe.

O pedido de transferência era urgente para uma UTI do Hospital 

Regional, onde não havia vagas. O secretaria de Saúde do município chegou a tentar uma vaga em outros hospitais, inclusive de fora do estado, o que não foi possível.

A médica, que não quis se identificar, afirmou que era necessária, além da UTI adulto, uma UTI neonatal, também indisponível.

“Havia uma vaga. Foi quando a paciente começou a ter uma desestabilização. Ficamos em cima dela por duas horas, mas não tínhamos força nem de pedir para parar [de tentar salvá-la]. Fizemos de tudo”, lamentou a profissional.

A UPA onde Mikael yestava internada não tinha a estrutura necessária para ela nem para o bebê.

“Às vezes, vemos a família colocando pressão, dizendo: 'Ele [o paciente] é o amor da minha vida’. Não deixamos, e não vemos a nossa família todos os dias. Enquanto eles têm um, temos 30, 40, 50 pacientes como um todo. Só nós sabemos o que estamos vivendo e vendo. Teve a crise do 

ano passado, e não se compara com o que estamos vivendo hoje”, desabafou a médica. 

A fila de espera por leitos de UTI no Mato Grosso é de 198 pessoas, conforme boletim divulgado pelo governo nesse sábado (3).

 

Família entrou na Justiça por vaga na UTI

 

Mikaely Karoline estava internada em uma UPA à espera de um leito de UTI — Foto: Facebook/Reprodução

Mikaely Karoline estava internada em uma UPA à espera de um leito de UTI — Foto: Facebook/Reprodução

Na semana passada, a família de Mikaely entrou na Justiça para conseguir uma vaga na UTI, mas não foi possível a transferência por falta de vaga.

A secretaria de Saúde de Sinop disse que quadro de saúde da gestante era gravíssimo e que a equipe tentava conseguir tanto um leito de UTI para paciente quanto um outro leito de UTI neonatal para o bebê.

Nas redes sociais, amigos e familiares de Mikaely lamentaram a morte e prestaram homenagens.

Mikaely Karoline morreu de Covid-19 aos 20 anos — Foto: Facebook/Reprodução

Mikaely Karoline morreu de Covid-19 aos 20 anos — Foto: Facebook/Reprodução

Grávidas vítimas da doença

 

Mato Grosso registrou 12 mortes de grávidas com Covid-19 neste ano, conforme dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT). O aumento é de 110% em relação a 2020, que registrou 10 mortes durante todo o ano.

Desde o início da pandemia até 20 de março de 2021, foram registrados 324 casos da doença em gestantes, sendo 130 somente neste ano. Desse total, 113 precisaram de internação, sendo 37 em 2021.

 

Covid-19 em MT

 

A SES-MT contabilizou, até a tarde deste domingo (4), 315.087 casos confirmados da Covid-19 no estado, com 7.999 óbitos em decorrência do coronavírus.

Nas últimas 24 horas, foram notificadas 614 novas confirmações de casos de coronavírus e 73 mortes de Covid-19.

Dos 315.087 casos confirmados da Covid-19 em Mato Grosso, 13.719 estão em isolamento domiciliar e 291.209 estão recuperados.

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Mato Grosso do Sul tem 2.024 quilômetros de rodovias com baixo índice de perdão, mostra CNT

Levantamento de 2025 mostra que 42% das estradas estaduais avaliadas no Estado têm baixa capacidade de reduzir a gravidade de acidentes.

Mato Grosso do Sul tem 2.024 quilômetros de rodovias com baixo índice de perdão, mostra CNT

4 de junho de 2026

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Mato Grosso do Sul tem 2.024 quilômetros de rodovias classificados com baixo Índice de Perdão, segundo a terceira edição do Painel CNT de Rodovias que Perdoam, divulgada com dados de 2025. O levantamento coloca o Estado na 13ª posição entre os sistemas viários mais perigosos do país e indica que 42% das estradas estaduais avaliadas têm baixa capacidade de reduzir a gravidade dos acidentes.

Maioria da malha fica entre baixo e médio índice

Além dos trechos com baixo Índice de Perdão, a pesquisa aponta 2.282 quilômetros em faixa intermediária e 433 quilômetros com alto nível de segurança estrutural. No cenário nacional, Mato Grosso do Sul aparece na 15ª colocação entre os estados com rodovias mais seguras, indicando uma posição intermediária no ranking.

A metodologia da Confederação Nacional do Transporte (CNT) considera fatores físicos das rodovias que influenciam a gravidade dos sinistros. Entre os itens analisados estão acostamentos, barreiras de proteção, defensas metálicas, áreas livres de obstáculos e atenuadores de impacto.

Infraestrutura pública tem pior desempenho

No país, o estudo mostra diferença entre os modelos de gestão. Nas rodovias administradas pelo poder público, 50% da malha avaliada têm baixo Índice de Perdão e 4,8% atingem alto nível de mitigação dos acidentes. Já nas rodovias concedidas à iniciativa privada, 62% dos trechos apresentam alto Índice de Perdão e 2,4% foram classificados com baixo nível de segurança estrutural.

Segundo a CNT, os dados de 2025 mostram relativa estabilidade em relação ao levantamento anterior. Do total analisado, 19,9% receberam classificação de Alto Índice de Perdão, 42,7% ficaram na faixa intermediária e 37,5% foram enquadrados como de Baixo Índice de Perdão.

Regiões Sul e Sudeste concentram os trechos mais seguros

A entidade informa que mais de 80% da extensão analisada ainda apresenta média ou alta probabilidade de que problemas de infraestrutura, associados a falhas de condução ou defeitos mecânicos, resultem em mortes ou feridos graves. A análise territorial aponta ainda que os trechos mais seguros se concentram principalmente nas regiões Sul e Sudeste, onde predominam as concessões rodoviárias.

Já Norte, Nordeste e Centro-Oeste seguem com corredores classificados entre médio e baixo Índice de Perdão, inclusive em rotas usadas para o transporte de cargas e passageiros.

“A terceira edição do Painel confirma que a qualidade da infraestrutura viária impacta diretamente a gravidade dos acidentes. Embora o cenário nacional indique estabilidade, os resultados mostram que os avanços ainda são desiguais”, disse a diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende.

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Prefeitura de Coxim emenda feriado e mantém apenas serviços essenciais em regime de plantão

A Prefeitura Municipal de Coxim estabeleceu que os dias 4 e 5 de junho não terão expediente nas repartições públicas municipais. A medida, regulamentada pelo...

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4 de junho de 2026

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A Prefeitura Municipal de Coxim estabeleceu que os dias 4 e 5 de junho não terão expediente nas repartições públicas municipais. A medida, regulamentada pelo Decreto Municipal nº 064/2026, abrange o feriado nacional de Corpus Christi, na quinta-feira (04/06), e o ponto facultativo na sexta-feira (05/06). O objetivo é ordenar o calendário administrativo, resguardando os serviços essenciais de urgência e emergência.

Os serviços essenciais, como saúde de urgência e coleta de lixo, operam sob regime de plantão no período. O atendimento ao público e os prazos administrativos processuais serão retomados integralmente na segunda-feira subsequente.

Demais feriados e pontos facultativos municipais encontram-se no site da prefeitura em: www.protocolos.coxim.ms.gov.br/calendariomunicipal