quinta, 04 de junho, 2026
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Na Rua Nossa Senhora da Abadia, a casa de madeira construída há mais de 50 anos continua resistindo para lembrar de que apesar das dificuldades, a vida deu certo. Um dos oito filhos que foram criados por ali, Maurício da Silva Ferreira conta que desde vender até desfazer a estrutura, nada é pensado pela família.
Enquanto o Jardim Caiçara tem seguido um fluxo parecido com o de outros bairros mais antigos, ou seja, perdendo as construções originais, Maurício explica que com eles é diferente. Isso porque durante toda a vida, ouviu que a casinha precisava ser mantida em pé.
“Meu pai e minha mãe conseguiram criar os oito filhos aqui dentro. A gente até já pensou em fazer algo com a casa, mas o desejo deles não é esse e a gente respeita”, explica o filho.
Aos 92 anos, Umbelina da Silva Ferreira confirma que a estrutura é a relíquia da família e também do bairro. Até porque enquanto a maioria dos vizinhos mais antigos já se foi, eles seguem em família no local.
“A gente veio do Pernambuco muito tempo atrás porque naquela época o Norte era muito seco. A gente tinha conhecido que veio para cá e viemos também”, explica Umbelina.
Na época, a família seguiu para o Interior e por muito tempo trabalharam na roça até conseguir se mudar para Campo Grande. “Depois, a gente veio para esse bairro aqui e conforme meu marido ia trabalhando, construía a casa”.
Se recordando, Umbelina explica que tanto levantar o lar quanto se deslocar na região era complicado. E, conforme o tempo passou, o filho caçula detalha que lidar com problemas de violência no bairro foi mais um desafio.
Até por isso, hoje, a família vê a região como quase um paraíso. “Aí você vê o motivo que faz eles querer que a casa seja mantida. É a vida”.
Já após ver os filhos criados, uma outra casa foi construída e, mesmo assim, a inicial precisou continuar em pé. Mantendo desde as telhas até formato da porta que era possível de ser colocada naquele período, o antigo lar se tornou um depósito.
Por isso, Maurício comenta que a manutenção não é algo difícil de se fazer, uma vez que o espaço não é usado para moradia. E, no fim das contas, a passagem do tempo demonstrada até na pintura também faz parte das lembranças.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS