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Fazendeiros enfrentamão júri por morte de professores indígenas, após 14 anos

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7 de dezembro de 2023

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Com informações do Campo Grande News

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Após uma espera de 14 anos, a Justiça Federal de Ponta Porã determinou que fazendeiros e um ex-candidato a prefeito de Paranhos fossem submetidos a julgamento popular pelas mortes dos professores indígenas Jenivaldo Vera e Rolindo Vera, primos entre si. Durante o período de 2009 a 2023, dois crimes - disparo de arma de fogo e ocultação de cadáver - foram especificados, enquanto o denunciado Moacir João Macedo, ex-vereador e ex-presidente do Sindicato Rural de Paranhos, faleceu.

Os réus Evaldo Luiz Nunes Escobar, Joanelse Tavares Pinheiro, Antônio Pereira, Fermino Aurélio Escobar Filho e Rui Evaldo Nunes Escobar serão julgados por homicídio qualificado, utilizando recurso que dificultou a defesa das vítimas. A sentença de pronúncia, assinada pelo juiz federal Ricardo Duarte Ferreira Figueira, foi divulgada nesta quinta-feira (dia 7) no Diário da Justiça.

Evaldo, Fermino e Rui são filhos dos proprietários da Fazenda São Luiz. Joanelse foi candidato a prefeito de Paranhos em 2004, e Antônio foi comerciante na época da denúncia.

Segundo denúncia do Ministério Público Federal, em 31 de outubro de 2009, uma fazenda em Paranhos, reivindicada como terra indígena Ypo'I por indígenas guaranis caiu, foi palco de um "ataque violento e covarde". O município faz fronteira com o Paraguai e fica a 469 km de Campo Grande.

O MPF descreveu que os réus chegaram rapidamente ao local em veículos, incluindo caminhões e caminhos, realizando pelo menos 30 disparos com sete armas de fogo diferentes, além de atacar um grupo de aproximadamente 50 indígenas que ocupavam uma área e não estavam preparados para se defender . As armas incluíam calibre 12, 32, 36, 9mm Luger, .30 e duas .38 SPL. O corpo de Jenivaldo foi encontrado dias depois, em 7 de novembro de 2009, num córrego próximo ao local do conflito, enquanto o corpo de Rolindo nunca foi localizado.

Nas conclusões finais, Joanelse Tavares Pinheiro alegou inocência, apresentando provas concretas de que esteve em outro local no dia do incidente, participando de uma corrida de cavalos. Ele foi reconhecido pelos indígenas devido à sua campanha política.

Evaldo, Fermino e Rui também pleitearam a absolvição, argumentando a improcedência da denúncia. Antônio Pereira também contestou a denúncia e afirmou estar em uma reunião na igreja, em Dourados.

Os crimes de disparo de arma de fogo e ocultação de cadáver foram prescritos em oito anos. O grupo também foi acusado de lesão corporal contra um indígena de 89 anos, mas esse crime está previsto em quatro anos.

"A denúncia foi recebida em 09 de dezembro de 2011 (...) e desde então não houve marco interrompido da contagem do prazo prescricional, sendo que, desde então, transcorreram quase 12 anos. Assim, transcorrido intervalo superior ao prazo prescricional em abstrato entre os dados do recebimento da denúncia até os presentes dados, há que se conclui pela ocorrência da prescrição da pretensão punitiva pela pena em abstrato dos crimes supracitados", informa a sentença.

Catalino Vera, pai de Rolindo, relatou que um grupo de quatro a cinco pistoleiros o separou do filho em 2009, e desde então, não teve notícias de seu paradeiro. As defesas dos réus têm agora um prazo de cinco dias para apresentarem a lista de testemunhas que deporão. A data do julgamento ainda não foi divulgada. A reportagem tentou entrar em contato com as defesas dos réus e aguardar retorno.

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Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

3 de junho de 2026

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

 

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Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.

O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.

Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.

Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.

Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.

“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.

O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.

O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.

Qualidade de vida

Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.

Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.

Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.

Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.

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Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

3 de junho de 2026

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

 

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Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2). 

Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha. 

Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.

A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande. 

De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação. 

A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família. 

O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico. 

A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.

G1 MS