quinta, 04 de junho, 2026
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Nesta última quinta, dia 17, o Giro do Boi levou ao ar entrevistas com a médica veterinária, pesquisadora associada ao grupo Etco e co-fundadora da BE.Animal Janaína Braga e com o pecuarista Túlio Ibanez Nunes, gestor da Rio Corrente Agropastoril em Coxim-MS. Em foco, os impactos da mentoria de manejo racional e bem-estar animal do programa Fazenda Nota 10 na propriedade de ciclo completo na “terra do pé de Cedro”.
Conforme revelou Janaína, a mentoria em manejo racional e bem-estar animal às propriedades integrantes do Fazenda Nota 10 vem em forma de questionário. O formulário contém questões simples de múltipla escolha e o próprio pecuarista responde. Finalmente, os consultores de bem-estar do programa retornam com um diagnóstico sobre o trabalho das fazendas.
BEM NA FOTO
Nesse sentido, a Rio Corrente Agropastoril é um dos destaques do programa, marcando 82 pontos em 100 na área de manejo racional e bem-estar animal. Conforme registrou Nunes, a preocupação vem da família. Juntamente com o bom desempenho no diagnóstico do Fazenda Nota 10, a propriedade foi uma das primeiras quatro participantes no projeto de redução do uso da marca a fogo.
“Primeiramente tem que ter essa questão do diagnóstico. Tem que ver como está, quantidade de marcas, etc. Então a gente tinha sete marcas nas fêmeas, principalmente. A marca da fazenda, da vacinação da brucelose e cinco dígitos de identificação do número da matriz. Dessas sete marcações, caíram para duas. A brucelose, que é obrigatória, e a marca da fazenda, que inclusive a gente fazia na anca. Agora, está fazendo na perna para aproveitar melhor o couro. Do mesmo modo, os cinco dígitos de identificação da matriz, a gente sumiu e agora é identificado no botton e no brinco”, apontou Túlio.
Contudo, nem sempre foi assim. Em outra entrevista ao Giro do Boi, o pecuarista lembrou que a fazenda já esteve no vermelho. Pelo Fazenda Nota 10, a propriedade encontrou o caminho para a lucratividade.
NOVAS TECNOLOGIAS
Em seguida, Janaína Braga comentou os benefícios da redução do uso da marca a fogo dentro das áreas de manejo racional e bem-estar animal. “A gente já tem tantos métodos que podem substituir. Eles são menos dolorosos e vão oferecer muito mais controle. Então a gente tem sempre que incentivar esse tipo de ação e parabenizar as entidades que tomam a frente, que assumem essa posição progressista para fazer essas mudanças”, aprovou.
Em outras palavras, Janaína estava comentando a ação do governo do Rio Grande do Sul. O estado solicitou ao Mapa a mudança da marca a fogo para informar a vacinação contra brucelose também para a gestão via brincos.
PRINCIPAIS PRÁTICAS
Logo depois, Túlio listou as demais práticas de manejo racional e bem-estar animal que a Rio Corrente Agropastoril implementou em meio à sua evolução. “A gente procurou também fazer todo o manejo de forma tranquila, não ter aquela correria no curral, um monte de gente brigando e gritando. […] Depois disso, a gente deixa o gado bem mais calmo, mais tranquilo. Isso evita acidente. O próprio animal, na hora de um embarque ao frigorífico, por exemplo, não sai se debatendo. Dessa forma, a gente não perde rendimento de carne”, acrescentou o pecuarista.
Nesse meio tempo, a Rio Corrente Agropastoril também construiu um confinamento para acelerar a engorda do gado. Na engorda intensiva, o manejo racional e bem-estar animal também desempenham papel relevante. “Tem práticas também de melhoria, de bem-estar em confinamento, questão de sombreamento. Isso é um assunto que permeia desde o nascimento do animal até o abate. Vai por toda a vida do animal na fazenda”, sustentou.
Janaína lembrou o quanto pode impactar a redução da perda de rendimento de carcaça por lesão e, ao mesmo tempo, o quão pouco custa implementar as mudanças. “A gente muda isso mudando a atitude. Como a gente lida com esses animais, qual é o custo disso, de mudar atitude? Baixíssimo. Ou zero”, salientou.
Em conclusão, Janaína relacionou o manejo racional e bem-estar animal com o resultado da fazenda e com sua ética. “Tem muita relação com o bem-estar das pessoas, com a segurança no trabalho, com a produtividade e rentabilidade. Quando a gente amarra tudo isso, a gente tem um modelo de negócio muito interessante”, finalizou.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS