quarta, 03 de junho, 2026
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A família de Rodrigo Nunes do Carmo, 39 anos, acredita que o integrante de comitiva encontrado morto na quinta-feira (25) tenha sido vítima de omissão de socorro. O caso aconteceu na região da fazenda de Paiaguás, em Corumbá, cidade a 428 quilômetros de Campo Grande.
Procurada pela reportagem, a irmã de Rodrigo contou que ele saiu de Camapuã com a comitiva no dia 16 e dois dias depois almoçou em um restaurante que pertence ao seu tio. Na ocasião, ele teria relatado ao familiar que estava passando mal.
“Meu tio disse que ele estava bastante debilitado, com muita tosse. Ele falou pro meu tio que estava há dois dias sem comer. Meu tio então avisou o chefe da comitiva que meu irmão não estava bem e que não era para deixá-lo seguir viagem, descer o Pantanal, mas ele não fez nada”, disse Sebastiana Nunes do Carmo, 42 anos.
No relato, ela diz que o grupo então seguiu viagem e Rodrigo acabou tendo uma crise, que foi filmada por seus companheiros. “Meu irmão desceu da mula e foi filmado. Ele estava caído no meio do mato e um peão fala para ele levantar, mas ele diz que não consegue e pede ajuda. O rapaz fala pros outros companheiros que tinha que ajudar e avisar para buscarem o meu irmão. O vídeo é pausado”, afirmou a mulher.
Depois, o grupo ajuda Rodrigo a subir novamente na mula e eles seguem até o acampamento onde estavam juntando gado. Rodrigo, no entanto, continua passando mal.
“Um dos colegas falou para ele subir na mula e ir até a sede da fazenda pedir ajuda. Nenhum dos companheiros foi com ele. Meu irmão andou aproximadamente 5 km e a gente acredita que tenha passado mal novamente, desceu da mula, amarrou o animal e caiu no chão. Isso no dia 19”, contou Sebastiana.
Desde então, Rodrigo não deu mais notícias. Já no dia 25, o gerente da fazenda pediu que um funcionário fosse buscar uma tropa. O rapaz passou pela estrada e viu o corpo da vítima perto da mula. Ele soltou o animal e voltou para a sede da propriedade.
“Ele avisou o gerente que avisou o chefe da comitiva do meu irmão logo pela manhã. No entanto, esse chefe ligou para o meu pai por volta das 10h e disse que meu irmão tinha abandonado a comitiva. Ele falou que meu irmão pegou carona e foi pra cidade em um caminhão. Meu pai me ligou e eu falei para ele ficar tranquilo que eu mandaria mensagem pro Rodrigo”, relatou a mulher.
“Esse homem só contou pro meu primo no final da tarde que meu irmão estava morto. Ele já sabia desde cedo. Meu primo me ligou e me contou. Uma notícia que me abalou. Liguei para o filho do chefe da comitiva, ele ficou negando. Mas meu primo me mandou o vídeo e era só a ossada do meu irmão. Nós queremos justiça”, pontuou Sebastiana.
Nesta segunda-feira (29), ela foi até a delegacia de Camapuã e contou a versão da família sobre o caso. Para ela, a morte talvez não pudesse ser evitada, mas pelo menos a família conseguiria se despedir de Rodrigo.
“Ele o tempo todo sabia que meu irmão não estava bem. Não fez nada. Talvez fosse mesmo o dia dele ter morrido, mas ao menos teria direito a ter um velório. Tivemos que acompanhar só os restos mortais do meu irmão. Ele fez muitas viagens com ele, são muitos anos de estrada, por isso estamos revoltados”, finalizou.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS