quinta, 04 de junho, 2026
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O estudo inédito Publicidade Inclusiva: Censo de Diversidade das Agências Brasileiras 2023, realizado em conjunto pela Gestão Kairós - Consultoria de Sustentabilidade e Diversidade e o Observatório da Diversidade na Propaganda (ODP), confirmou que a publicidade feita no Brasil é branca e masculina, em sua grande maioria. “A gente tem algumas reflexões quando fala de mulheres no censo de publicidade inclusiva”, disse à Agência Brasil a presidente da Gestão Kairós, Liliane Rocha (foto em destaque).
Os resultados da pesquisa foram mensurados no início deste ano, após a realização de entrevistas, no final do ano passado, com os líderes das agências respondentes, que somam cerca de 6,2 mil funcionários.
A primeira reflexão é que quando se olha para o quadro funcional, percebe-se um percentual até expressivo de mulheres (57%), em sua grande maioria brancas. Quando o estudo estratifica e vai olhar as mulheres negras, vê-se que elas são minoria no quadro das agências (21%), embora este seja um percentual positivo em comparação com outros setores. Liliane disse, porém, que ao se pesquisar o nível profissional de gerente para cima, são 49,8% de mulheres, em geral, ocupando esses cargos, contra 10,3% de negros (pretos + pardos). Para as mulheres negras, entretanto, esse percentual cai para somente 4,6%. No nível de diretor presidente e presidente (CEO), o número de mulheres negras é 0%, contra 15% de mulheres brancas e 8% de homens negros (pretos + pardos).
De acordo com a pesquisa, o setor de publicidade e propaganda brasileiro é liderado por pessoas brancas, que correspondem hoje a 88% da liderança (nível gerente e acima) e 92% do nível CEO/presidente e por homens, que são respectivamente 50,2% e 85% dessas posições. Olhando as áreas que as representantes do sexo feminino ocupam nas agências de publicidade e propaganda, constata-se que a maioria delas está no atendimento e não nas áreas de criação, planejamento, mídia, digital. “O que, por si só, já é uma reprodução do machismo estrutural na sociedade. Quer dizer, contratamos mulheres nesse setor, mas para um segmento específico relativamente menos estratégico”, apontou Liliane.
Dois olhares“Acho que são dois olhares aí. Um se refere à área que está sendo destinada às mulheres em geral, na publicidade e propaganda e, outro, como a gente precisa conversar sobre isso e mudar esse cenário. E quando a gente olha para a interseccionalidade de mulheres negras, elas nem estão chegando lá”. O desafio é como fazer para contratar mais mulheres negras, para ter um protagonismo de pessoas negras, em geral, nesse setor, propôs Liliane.
O Observatório da Diversidade na Propaganda foi criado em julho de 2021 com o objetivo de acelerar a inclusão de grupos minorizados na indústria da comunicação. É constituído por 28 agências signatárias, das quais 24 participaram do estudo. Em abril deste ano, as 28 agências foram reunidas pelo Ministério Público Federal para assinar compromissos e metas no período de cinco anos, visando impulsionar a representatividade da demografia brasileira, proporcionalmente, nas agências de publicidade e propaganda no Brasil.
MetasForam estabelecidas, na ocasião, 36 metas, propostas pela Gestão Kairós para o ODP, cuja diretoria está procedendo à revisão. Essas metas incluem, no período de cinco anos, contratação de talentos diversos; diversidade no casting e cadeia de fornecedores; retenção e desenvolvimento; e cultura organizacional. Foram apresentadas três macrofrentes de atuação: quadro funcional e liderança em níveis de gerente e acima; representatividade proporcional no quadro; critérios de diversidade para contratação de fornecedores.
Liliane Rocha relatou que muitas agências que contratam mulheres, negros, pessoas com deficiência, maiores de 50 anos de idade, pessoas LGBTQIAP + (pessoas lésbicas, gays, bissexuais, pessoas trans, não binárias e demais orientações sexuais e de gênero) observam que elas não permanecem nos empregos. “Precisamos olhar para essa questão”. No tópico de cultura organizacional, destacou que é necessário entender por que o setor não traz mais dessas pessoas para os seus quadros e por que elas não ficam nas agências. O objetivo é ter diversidade e uma publicidade no Brasil mais inclusiva.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS