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Falta de energia na zona rural preocupa produtores que veem animais padecerem sem água e ração

Sem luz, produtores de Campo Grande não conseguem bombear água e triturar comida

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18 de outubro de 2021

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Lucas Mamédio - Midiamax

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A falta de energia por conta da tempestade de sexta-feira (15) começa a impactar seriamente os criadores de animais da zona rural do entorno de Campo Grande. Vários criadores estão angustiados porque dependem da energia para bombear água para seus animais, bem como processar o alimento que eles comem.

Dermivaldo Martins da Silva tem 2.600 cabeças de gado em confinamento na cidade Corguinho, próximo à Capital. Segundo ele, já faz dois dias que não consegue alimentar direito e nem dar água aos animais.

“Eu preciso de energia para triturar o milho que uso na ração e para bombear a água que eles bebem”, diz o produtor rural.

Dermivaldo ainda reclama da falta de contato com a concessionária de energia Energisa. “Tentei ligar várias vezes, mas nem consigo falar. Meus animais estão perdendo peso e estão fracos, não vão aguentar muito mais”.

Na mesma situação está Leandro Xavier, que mora no Assentamento Nazaré, no distrito de Anhanduí. “Temos vaca, porco, galinha, bezerro e estamos sem água para dar aos animais”.

Em uma propriedade rural localizada entre Jaraguari e Campo Grande, Gabriele conta que está sem energia desde sexta. Ela produz queijo, chipa e salgados para sobreviver. A cada hora que passa, a angústia aumenta junto da perda de mercadoria. Além disso, Gabriele tem uma bebê de 3 meses e um filho que precisa de cuidados especiais.

“Nós revendemos salgados congelados e queijos. Hoje (no caso domingo, 17) já começamos a perder as chipas que estão descongeladas. É nossa única fonte de renda, dá um desespero”.

Falta de luz

No último balanço divulgado pela concessionária Energisa no fim da manhã de domingo (17), a empresa afirma que equipes trabalharam durante toda a madrugada para reduzir o número de solicitações na Capital. Desde ontem, profissionais de outros estados estão em Campo Grande para integrar a força-tarefa.

Na área urbana, até o início da tarde, eram 16 bairros com problemas de falta de luz. A reportagem questionou a concessionária a respeito do restabelecimento do fornecimento de energia na área rural, e aguarda retorno. 

Para evitar congestionamento no 0800 da empresa e ampliar a capacidade de atendimento, a concessionária abriu as agências em Campo Grande e Dourados. A Energisa orienta os consumidores a priorizarem o atendimento pelo WhatsApp (Gisa): (67) 9 9980-0698 e aplicativo Energisa On (disponível no Google Play ou App Store do celular).

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Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

3 de junho de 2026

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

 

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Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.

O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.

Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.

Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.

Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.

“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.

O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.

O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.

Qualidade de vida

Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.

Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.

Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.

Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.

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Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

3 de junho de 2026

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

 

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Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2). 

Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha. 

Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.

A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande. 

De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação. 

A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família. 

O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico. 

A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.

G1 MS