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Geral
O valor total exportado pelo Estado no primeiro quadrimestre do ano foi 2,2% menor em relação ao mesmo período de 2023, em consequência da oscilação dos preços no mercado internacional.
10 de maio de 2024
Marcelo Armôa, Comunicação Semadesc
As exportações de Mato Grosso do Sul no acumulado de janeiro a abril de 2024 totalizaram US$ 3,134 bilhões, tendo a celulose, carne bovina, farelo de soja, açúcar e minério de ferro como principais destaques positivos. O valor total exportado pelo Estado no primeiro quadrimestre do ano foi 2,2% menor em relação ao mesmo período de 2023, em consequência da oscilação dos preços no mercado internacional.
Os dados estão na Carta de Conjuntura do Comércio Exterior de Mato Grosso do Sul de abril, publicada pela Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação).
Apesar do recuo nas exportações, o saldo da balança comercial sul-mato-grossense no 1º quadrimestre de 2024 acumula um superávit de US$ 2,195 bilhões, marcando um aumento de 3,2% em comparação com o mesmo período no ano de 2023.
Nas importações, houve uma redução de 12,9%, totalizando US$ 938 milhões no acumulado do ano. O Gás Natural representa 45,59% do total importado pelo Estado, seguido por Adubos (7,48%) e Cobre (6,65%).
Dos 10 principais produtos da pauta de exportações, 5 apresentaram alguma queda, como a soja, o milho, ferro-gusa, cortes de aves congelados e gorduras/óleos vegetais. Apresentaram um aumento em termos de valor volume, a Celulose (26,01%); Carne bovina (23,57%); farelo de soja (19,21%); açúcar (48,22%) e Minério de Ferro, 76,76%.
“Na soja, nós tivemos nesse período uma queda de 6,77% nas exportações, que se explica especialmente pelos preços no mercado internacional. Por mais que a soja tenha elevado as exportações em termos de tonelagem ao longo do ano, os preços praticados nas operações com o grão estão muito abaixo em relação aos do ano passado. Apesar disso, a soja foi o produto mais exportado, com um acumulado de mais de 2,5 milhões de toneladas até o mês de abril”, comenta o secretário Jaime Verruck, da Semadesc.
Com relação aos destaques positivos da pauta, o secretário pontua que “os preços internacionais de celulose continuam positivos e outra boa surpresa é o aumento das exportações de carne bovina, que já sinaliza o resultado da abertura dos nossos frigoríficos para o mercado chinês. Também tivemos a ampliação das exportações de farinha de soja, de açúcar, que são produtos que ampliaram a sua base de exportação. Além disso, o minério de ferro, por mais que a gente tenha restrição do Rio Paraguai, também teve uma melhoria de preços no mercado internacional e aumentou de uma maneira significativa o valor exportado, em torno de 1,5 milhão de toneladas acumuladas até abril”.
Sobre as importações, o Governo monitora as operações. “A importação de gás natural de janeiro a abril teve uma queda aproximada de 17%. Isso nos preocupa em relação à arrecadação, mas a justificativa dessa redução da importação de gás natural é exatamente os volumes que a Bolívia tem disponibilizado para importação pelo Brasil. Isso é uma preocupação de longo prazo que pode impactar a economia sul-mato-grossense”, afirma.
A China segue como o principal destino dos produtos sul-mato-grossenses, absorvendo 46,19% das exportações, seguida pelo Estados Unidos (5,17%) e Países Baixos (4,96%).
“Nesse período, a Indonésia registrou um aumento de 161,8%, junto com Emirados Árabes Unidos, que possui um aumento de 190,2%, ambos comparados com o mesmo período de 2023”, informa o titular da Semadesc.
O secretário acrescenta que, em função do volume da soja, os portos de Paranaguá e Santos, são os principais escoadores de grãos produzidos no Estado. “De janeiro a abril nós tivemos um aumento de 18,73% das exportações por Corumbá. Isso é positivo, mas nós sabemos que não deve se manter em função da redução do volume de água no Rio Paraguai. Isso já reflete nos terminais portuários de Porto Murtinho, que apresentaram uma queda de 83,6%”, finalizou Jaime Verruck.
Em âmbito regional, o município de Três Lagoas segue como o maior exportador de Mato Grosso do Sul, com cerca de 23,10% de participação dos valores totais exportados. Uma alta de 24,21% em relação ao acumulado de janeiro a abril do ano passado. O município de Naviraí aparece com 47,61% de variação em comparação com o mesmo período de 2023.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
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Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS