quinta, 04 de junho, 2026
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Após o Ministério da Agricultura confirmar nesta semana um caso de vaca louca em um bovino no Pará, o mercado aguarda o resultado do exame que vai nos dizer se o caso da doença é clássico ou atípico. Fontes do governo me informaram que até a próxima quinta-feira, dia 2, deve sair o resultado da amostra enviada ao laboratório da Organização Mundial de Saúde Animal (OMAS) no Canadá, que irá dizer qual o tipo da doença. A encefalopatia espongiforme bovina, conhecida como mal da vaca louca, afeta o sistema nervoso do gado e não é contagiosa. Atualmente, não há tratamento ou vacina e há dois tipos:
Caso clássico: ocorre em bovinos após a ingestão de ração contaminada com restos de animais, caso que nunca ocorreu no Brasil. Para o consumidor, há um risco ao consumir a carne bovina contaminada, mas ele é desprezível. Isso porque alimentar o gado com ração que contenha restos de animais é uma prática proibida.
Caso atípico: ocorre de forma espontânea em animais devido à idade avançada dos bovinos. Neste caso, não há riscos para o consumidor final.
O caso confirmado nesta semana aconteceu em um touro de 9 anos em uma pequena propriedade no município de Marabá (PA). A propriedade possui 160 cabeças e já foi inspecionada e isolada preventivamente. O animal foi abatido, teve sua carcaça incinerada no local seguindo os protocolos sanitários, e segundo o Ministério da Agricultura, não foi alimentado com ração. A idade avançada do bovino e agora a informação de que ele foi criado apenas em pasto reforçam as expectativas de que se trata de um caso atípico. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o rebanho bovino brasileiro é composto por mais de 224 milhões de cabeças, maior volume da história. Dados da consultoria Agrifatto revelam que aproximadamente 30% dos animais no Brasil são terminados com o uso de algum tipo de ração. Esse uso é mais comum no segundo semestre do ano, quando há menor produção de capim.
Suspensão das exportações para a China
Devido ao protocolo sanitário firmado com a China, as exportações de carne bovina foram temporariamente suspensas a partir desta quinta-feira, 23. Esse auto embargo está previsto no acordo entre os países que o caso de vaca louca seja atípico. Em 2019 e em 2021 o Brasil também registrou casos atípicos de vaca louca. Um levantamento realizado pela consultoria Agrifatto revela que em 2019, a China deixou de comprar carne bovina do Brasil por 10 dias. Já em 2021, os chineses ficaram mais de três meses ausentes das compras. Agora, há grandes incertezas sobre o período que o país asiático pode ficar sem comprar. Apesar de os últimos casos serem bastante diferentes, a consultoria vê uma sinalização positiva no encontro realizado entre o ministro Carlos Fávaro e o embaixador da China no Brasil. A Athenagro acredita que a retomada das exportações será mais rápida.
“A China em 2021 estava aumentando a produção interna de suíno e o preço aqui no Brasil [da carne bovina] estava bem mais alto então os chineses tinham interesse em dar uma pressionada [nos preços] e o mercado estava em uma condição diferente. Eu acredito que a China tenha interesse em voltar mais rápido, o que aceleraria o processo. Mas temos que esperar a confirmação do laboratório canadense. A chance é de confirmar o caso atípico e acredito que será bem mais rápido que da outra vez”, afirma Maurício Nogueira, sócio-diretor da empresa.
Fontes da indústria de carnes afirmaram que o protocolo assinado com a China é o único que automaticamente obriga o Brasil a realizar um auto-embargo das exportações caso exista a comprovação de vaca louca. Enquanto isso, entidades como a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) e a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) querem que o governo brasileiro renegocie o protocolo para que outros estados continuem enviando carne bovina aos chineses enquanto se investiga o caso do Pará. Até o momento, nenhum outro país importador pediu a suspensão dos embarques, mas não está descartado que isso aconteça. A Agrifatto indica que em 2021, países como Filipinas, Arábia Saudita e Rússia chegaram a anunciar suspensões a importação de carne bovina brasileira.
Impacto nos preços
Para o pecuarista brasileiro, os efeitos já são sentidos tanto no mercado à vista como no futuro. Quando a bolsa de valores do Brasil voltou do feriado de Carnaval, a cotação da arroba fechou com quedas acima de 5% para alguns contratos e as ações de frigoríficos como JBS e Minerva despencaram 4%. Até esta sexta-feira, o contrato de março/23 registrava um recuo de R$ 13,70, saindo de R$ 306,10 na sexta-feira e fechando para R$ 292,40. No mercado físico, a Scot Consultoria revelou que o mercado ficou sem referências de preços. Já para o consumidor final, o consenso entre os especialistas é que o preço da carne bovina deve ter pouca redução. Tanto o Itaú BBA como a Agrifatto indicam que o varejo deverá segurar os preços. Já a Athenagro relembra que em 2021, enquanto o preço da arroba do boi ao pecuarista caiu entre 13% e 16% em regiões do brasil, o valor da carne recuou entre 0,5% a 1%, o que é provável que aconteça agora com base no passado.
Jovem Pan
Geral
Levantamento de 2025 mostra que 42% das estradas estaduais avaliadas no Estado têm baixa capacidade de reduzir a gravidade de acidentes.
4 de junho de 2026
Mato Grosso do Sul tem 2.024 quilômetros de rodovias classificados com baixo Índice de Perdão, segundo a terceira edição do Painel CNT de Rodovias que Perdoam, divulgada com dados de 2025. O levantamento coloca o Estado na 13ª posição entre os sistemas viários mais perigosos do país e indica que 42% das estradas estaduais avaliadas têm baixa capacidade de reduzir a gravidade dos acidentes.
Além dos trechos com baixo Índice de Perdão, a pesquisa aponta 2.282 quilômetros em faixa intermediária e 433 quilômetros com alto nível de segurança estrutural. No cenário nacional, Mato Grosso do Sul aparece na 15ª colocação entre os estados com rodovias mais seguras, indicando uma posição intermediária no ranking.
A metodologia da Confederação Nacional do Transporte (CNT) considera fatores físicos das rodovias que influenciam a gravidade dos sinistros. Entre os itens analisados estão acostamentos, barreiras de proteção, defensas metálicas, áreas livres de obstáculos e atenuadores de impacto.
No país, o estudo mostra diferença entre os modelos de gestão. Nas rodovias administradas pelo poder público, 50% da malha avaliada têm baixo Índice de Perdão e 4,8% atingem alto nível de mitigação dos acidentes. Já nas rodovias concedidas à iniciativa privada, 62% dos trechos apresentam alto Índice de Perdão e 2,4% foram classificados com baixo nível de segurança estrutural.
Segundo a CNT, os dados de 2025 mostram relativa estabilidade em relação ao levantamento anterior. Do total analisado, 19,9% receberam classificação de Alto Índice de Perdão, 42,7% ficaram na faixa intermediária e 37,5% foram enquadrados como de Baixo Índice de Perdão.
A entidade informa que mais de 80% da extensão analisada ainda apresenta média ou alta probabilidade de que problemas de infraestrutura, associados a falhas de condução ou defeitos mecânicos, resultem em mortes ou feridos graves. A análise territorial aponta ainda que os trechos mais seguros se concentram principalmente nas regiões Sul e Sudeste, onde predominam as concessões rodoviárias.
Já Norte, Nordeste e Centro-Oeste seguem com corredores classificados entre médio e baixo Índice de Perdão, inclusive em rotas usadas para o transporte de cargas e passageiros.
“A terceira edição do Painel confirma que a qualidade da infraestrutura viária impacta diretamente a gravidade dos acidentes. Embora o cenário nacional indique estabilidade, os resultados mostram que os avanços ainda são desiguais”, disse a diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende.
Geral
A Prefeitura Municipal de Coxim estabeleceu que os dias 4 e 5 de junho não terão expediente nas repartições públicas municipais. A medida, regulamentada pelo...
4 de junho de 2026
A Prefeitura Municipal de Coxim estabeleceu que os dias 4 e 5 de junho não terão expediente nas repartições públicas municipais. A medida, regulamentada pelo Decreto Municipal nº 064/2026, abrange o feriado nacional de Corpus Christi, na quinta-feira (04/06), e o ponto facultativo na sexta-feira (05/06). O objetivo é ordenar o calendário administrativo, resguardando os serviços essenciais de urgência e emergência.
Os serviços essenciais, como saúde de urgência e coleta de lixo, operam sob regime de plantão no período. O atendimento ao público e os prazos administrativos processuais serão retomados integralmente na segunda-feira subsequente.
Demais feriados e pontos facultativos municipais encontram-se no site da prefeitura em: www.protocolos.coxim.ms.gov.br/calendariomunicipal