quinta, 04 de junho, 2026
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O cenário político de Mato Grosso do Sul começa a se redesenhar com vistas às eleições de 2026. Em uma movimentação que promete abalar as estruturas partidárias do estado, os três deputados federais do PSDB Sul-mato-grossense: Geraldo Resende, Beto Pereira e Dagoberto Nogueira estariam de malas prontas para o partido Republicanos.
Segundo apurou com exclusividade esta reportagem, o trio já estaria em conversas avançadas com lideranças nacionais e estaduais do Republicanos, partido que, nos últimos anos, tem se consolidado como uma das principais forças políticas do país, com foco na expansão das bancadas no Congresso Nacional.
A movimentação acontece em meio à reorganização das forças políticas no estado e nacionalmente. Com a perspectiva de uma eleição altamente polarizada em 2026, os parlamentares buscam fortalecer suas bases eleitorais e garantir maior estrutura partidária para as disputas que se avizinham.
Os três deputados têm trajetórias políticas consolidadas:
Geraldo Resende, ex-secretário de Saúde de Mato Grosso do Sul e atualmente um dos mais experientes parlamentares do estado, com forte atuação na área da saúde.
Beto Pereira, jovem liderança, cotado inclusive para disputar cargos majoritários, mas que, ao que tudo indica, focará na reeleição para a Câmara dos Deputados.
Dagoberto Nogueira, parlamentar de longa trajetória, com base sólida no interior do estado, especialmente na região de Dourados.
Fontes próximas aos deputados afirmam que a migração para o Republicanos se daria em busca de um partido com maior viabilidade eleitoral, tempo de TV e recursos do fundo partidário, fatores decisivos no cálculo político para 2026.
O Republicanos já vinha ensaiando um crescimento em Mato Grosso do Sul e, com a possível chegada dos três deputados federais, o partido daria um salto estratégico, consolidando-se como uma das maiores bancadas do estado no Congresso.
A aproximação é facilitada pelo perfil moderado dos parlamentares e pelo alinhamento com pautas que o Republicanos tem defendido, como o fortalecimento do agronegócio, políticas de desenvolvimento regional e uma postura conservadora em valores sociais.
A eventual saída de três deputados federais do PSDB representaria um duro golpe para a legenda, que, historicamente, sempre teve protagonismo em Mato Grosso do Sul. O movimento pode enfraquecer o partido no estado, que já vinha sofrendo com a perda de lideranças e a dificuldade de renovação de quadros.
Enquanto isso, o Republicanos se posiciona para assumir o espaço, compondo alianças que podem ter reflexos tanto na eleição para a Câmara dos Deputados quanto para o governo estadual e o Senado.
Procurados pela reportagem, os deputados não confirmaram oficialmente a mudança, mas também não negaram as articulações em curso, limitando-se a dizer que “todas as opções estão sendo avaliadas com responsabilidade, pensando no futuro político e na melhor forma de representar Mato Grosso do Sul em Brasília”.
A movimentação dos três parlamentares também reflete o cenário nacional, onde o PSDB enfrenta uma crise de identidade e perde espaço para partidos como o Republicanos, que cresce com apoio de setores religiosos, empresariais e políticos de centro-direita.
Nos bastidores, a expectativa é de que o anúncio oficial da mudança partidária ocorra até o início de 2026, respeitando os prazos da chamada janela partidária, período legal em que parlamentares podem mudar de partido sem risco de perder o mandato.
Resta saber: a mudança se consolidará? Quais serão os efeitos para a disputa de 2026? E para Coxim, para onde os vereadores do PSDB da cidade William Meira e Maurício Helpis irão? O certo é que o xadrez político sul-mato-grossense está oficialmente em movimento.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS