quinta, 04 de junho, 2026
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Moradores da antiga favela Cidade de Deus comemoraram o aumento de recursos do Estado para a conclusão das moradias no Jardim Canguru e no reassentamento José Teruel I e II, em parceria feita com a prefeitura de Campo Grande. A expectativa é que com esta ampliação de recursos as obras sejam finalizadas.

Edileuza Luiz, ex-moradora da Cidade de Deus
Ao todo 150 famílias serão contempladas com as construções das moradias, sendo 52 no Jardim Canguru e 98 para o José Teruel I e II. Algumas casas já foram levantadas, no entanto foram condenadas após laudo técnico e, portanto, terão que ser reconstruídas. Outras ainda necessitam de contrapiso, telhado, reboco, forro e outras adequações nas residências.
“É mais uma esperança para os moradores daqui, pois alguns ainda estão em barracos, outras precisam terminar as casas que estão pela metade e algumas até terão que ser refeitas. Com este aumento de recursos do Estado acreditamos que os trabalhos serão feitos”, afirmou Edileuza Luiz, ex-moradora da Cidade de Deus, que foi reassentada no Jardim Canguru.

Moradora Agostina Corrêa
Edileuza chegou ao local em 2016 e abriu lá uma ONG que cuida de 60 crianças, de 3 a 15 anos. “Já fazia este trabalho na Cidade de Deus e continuei aqui no Canguru. A minha casa aqui eu terminei de construir, mas já me avisaram que ela pode ser demolida, porque há risco de desabar em função da estrutura”, contou.
Agostina Corrêa, de 84 anos, ficou contente com o aumento da ajuda no Estado e espera que sua casa no Jardim Canguru seja concluída. “Moro sozinha aqui, mas a casa ainda precisa de reboco, trocar o telhado e colocar piso. Quando venta enche de poeira porque não tem forro, as janelas também não fecham”.

Moradora Francisca do Nascimento
Há cinco anos no local, Francisca do Nascimento espera que agora sua casa receba as devidas adequações. “Quando chegamos da Cidade de Deus só tinha o terreno. Depois levantaram a estrutura, mas ainda falta o forro, piso, reboco por dentro e até o banheiro”.
Já Fabiana Feitosa também destacou que esta medida do governo é mais uma esperança aos moradores. “Moro com seis filhos aqui, quando cheguei ficamos no barraco. Agora a casa ainda precisa de forro, rebocar por fora e trocar a fiação que está velha. Tem muitos aqui que sequer tem telhado, a casa está pela metade”.
Aumento de recursos
O Governo do Estado ampliou em R$ 5,297 milhões o convênio com a Prefeitura de Campo Grande, por meio da Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários (Amhasf), para a conclusão das 150 casas no Jardim Canguru e José Teruel I e II, que são para ex-moradores da favela Cidade de Deus.
A prefeitura solicitou uma participação maior do Governo no convênio porque a Amhasf sofreu queda na sua arrecadação e, além disso, o custo da construção civil sofreu aumento. Com o aditivo, o novo orçamento para a edificação das 150 casas será de R$ 9,2 milhões, sendo R$ 7,8 milhões do Governo do Estado e R$ 1,399 milhão da administração municipal.
“Essa parceria tem funcionado bem em Campo Grande. Essa sintonia de trabalho entre o Governo do Estado e a prefeitura tem dado inúmeros frutos. Isso mostra que quando a gente trabalha conjuntamente vai resolvendo problemas. Nós vamos transferir R$ 5,297 milhões a mais, para viabilizar essas moradias”, afirmou o governador Reinaldo Azambuja.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS