quinta, 04 de junho, 2026
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Durante a pandemia do coronavírus os níveis de evasão escolar subiram no município de Coxim, chamando atenção do Conselho Tutelar do município. Conforme o órgão, o desinteresse dos alunos em realizar as atividades on-line tem aumentado.
As instituições escolares têm encaminhado ao Conselho Tutelar fichas de notificação de evasão escolar dos alunos que não estão realizando as atividades, que estão sendo realizadas de forma remota através da plataforma Google Sala de aula, aplicativo WhatsApp ou atividades impressas para serem retiradas nas escolas para aqueles que não tem acesso à internet.
A rede de ensino tem como obrigação encaminhar notícia de fato após esgotadas tentativas de que esse aluno realize de forma regular as atividades, conforme consta no artigo 56 do ECA, sendo que para esse encaminhamento os dados como endereço e telefone da criança ou adolescente e responsável devem estar atualizados bem como relatada em ficha individual quais foram as tentativas realizadas pela unidade escolar. Em alguns casos os genitores e responsáveis até retiram o material, mas não realizam a devolutiva para o professor, que é de suma importância para o registro das atividades propostas.
O Conselho Tutelar sabe da dificuldade de alguns pais em ajudar os filhos com os conteúdos, para isso a escola deve estar preparada, visando estratégias para evitar que a realização das atividades seja de forma igualitária, que não prejudique o aluno que não tem acesso as condições oferecidas pela Rede de ensino público ou traga prejuízo a sua aprendizagem, evitando assim a evasão escolar para aqueles alunos que não tem acesso à internet. Observando que a Unidade Escolar deve manter atualizado o cadastro do aluno, como endereço e de preferência mais de um número de telefone para contato.
Responsabilidade dos paisCaso os pais ou responsáveis deixarem de cumprir com suas obrigações, não agindo com responsabilidade, e sendo negligentes no cuidado com educação escolar e com o desenvolvimento intelectual da criança ou adolescente, os mesmos poderão responder judicialmente por Abandono intelectual (artigos 54 e 55 do ECA), nesse caso devem manter os filhos matriculados, acompanhar seu desenvolvimento escolar, zelar para realizarem as atividades e cumprir o horário e datas estabelecidas.
A equipe do Conselho Tutelar composta pelas Conselheiras tutelares Dayana, Rita, Marilyn, Patrícia e Rosangela orienta que em caso de dificuldade dos pais e responsáveis em realizar as atividades ou ter acesso aos conteúdos que procure a direção escolar para que seja sanado qualquer dificuldade evitando assim que a criança ou adolescente fique com seus Direitos Violados seja por ação ou omissão dos responsáveis.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS