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Geral
Com o início iminente de operações de transporte de cargas pela Rota Bioceânica – que ligará o Brasil aos portos do Chile por via rodoviária, passando por Mato Grosso do Sul
15 de outubro de 2021
João Prestes, Semagro
Com o início iminente de operações de transporte de cargas pela Rota Bioceânica – que ligará o Brasil aos portos do Chile por via rodoviária, passando por Mato Grosso do Sul – um setor específico precisa de investimentos urgentes para dar suporte a essa demanda: a cadeia de armazenamento de frios. Com esse objetivo, foi encomendado um estudo para identificar a dimensão desse investimento em diferentes projeções de fluxo.
O estudo foi encomendado pela CEPAL (Comissão Econômica para América Latina e Caribe), organismo ligado à ONU (Organização das Nações Unidas) e pelo Ministério das Relações Econômicas do Brasil, e conduzido pelo Departamento de Engenharia de Produção da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos), sob coordenação dos professores Mário Batalha, Marcelo José Carrer e Alexandre Borges Santos. O trabalho foi apresentado durante reunião virtual, nessa quinta-feira (14).
A reunião foi conduzida pelo secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro), Jaime Verruck, com a participação também do diretor adjunto da Divisão de Recursos Naturais e Infraestrutura da CEPAL, Ricardo Sanchez; ministro João Carlos Parkinson de Castro, do Ministério das Relações Exteriores; e do assessor de Logística da Semagro, Lúcio Lagemann. Estavam presentes representantes de empresas de transporte e logística de Mato Grosso do Sul, entre outros potenciais investidores.
“Esse é um dos problemas que estamos identificando, dentro da série de estudos encomendados para avaliar o potencial da Rota Bioceânica. Será necessário estruturar toda uma cadeia de armazenagem e transporte de frios. São estruturas com capacidade para armazenar produtos perecíveis e que têm necessidade de refrigeração, como carnes, sementes, produtos lácteos, frutas”, disse Verruck.
“Uma cadeia de frio (cold chain) pode ser vista como um encadeamento de operações logísticas e produtivas que permitem a produção, transporte, armazenagem e distribuição de alimentos, fármacos, imunobiológicos, insumos agropecuários, cosméticos e outros produtos termossensíveis, em temperaturas controladas. Para a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), uma cadeia do frio compreende as etapas de pré-resfriamento, armazenamento, transporte, distribuição, varejo e refrigeração doméstica (FAO, 2015). Assim, uma cadeia do frio voltada para a produção de alimentos tem o objetivo de mantê-los salubres, com características nutricionais preservadas e com boas qualidades organolépticas”, descrevem os pesquisadores.
Essa parte do estudo analisa apenas o trecho da Rota que passa por Mato Grosso do Sul, dialogando com algumas estruturas existentes em Goiás. A partir desse levantamento, será estendido para todo o trecho que atravessa Paraguai, Argentina até chegar ao Chile. O secretário explica que Mato Grosso do Sul tem se adiantado no esforço para detectar os gargalos e buscar soluções que tornem a Rota viável do ponto de vista operacional.
“Estamos avaliando também as áreas alfandegadas que precisam de uma estrutura de frios adequada, área portuária, porto seco. Portanto, vamos ter um crescimento da demanda de toda essa armazenagem em frio. E sinalizar com algumas ações de políticas públicas para que a gente possa avançar tanto na implantação de novos empreendimentos, quanto na capacitação para operar esses empreendimentos, atrair novos investidores e estabelecer linhas de crédito específicas para isso.”
Essa deficiência na cadeia de armazenamento de frios em geral não é restrita a Mato Grosso do Sul, mas do Brasil em geral, conforme mostrou o estudo, fazendo um comparativo com o suporte existente em países como China e Estados Unidos. Quanto ao Mato Grosso do Sul, está avançando de forma consistente a indústria de frios (bovinos, suínos, aves, peixes) e também de sementes, o que já cria demanda para esses investimentos.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS