quinta, 04 de junho, 2026
(67) 99983-4015
Geral
Mato Grosso do Sul é o Estado que mais elucida homicídios no Brasil, definindo a sua autoria, materialidade e prisão do envolvido. O índice é superior a 73% e se iguala à taxa de resolução dos órgãos de segurança dos países de primeiro mundo, conforme pesquisa do Instituto Sou da Paz, divulgada na edição do Fantástico deste domingo (4.8).
5 de agosto de 2019
Gov / MS
Mato Grosso do Sul é o Estado que mais elucida homicídios no Brasil, definindo a sua autoria, materialidade e prisão do envolvido. O índice é superior a 73% e se iguala à taxa de resolução dos órgãos de segurança dos países de primeiro mundo, conforme pesquisa do Instituto Sou da Paz, divulgada na edição do Fantástico deste domingo (4.8).
O secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Antonio Carlos Videira, disse que o resultado está relacionado ao trabalho que vem sendo desenvolvido pelas forças de segurança ligadas à Sejusp, com apoio do Governo do Estado que tem feito investimentos significativos nesta área, por meio do programa MS Mais Seguro, que totaliza mais de R$ 130 milhões, o que proporcionou a aquisição de novas viaturas, equipamentos, munições e contratação de novos servidores, além da implantação de 11 núcleos de inteligência no interior do Estado.
“Nós estamos trabalhando muito, e temos obtido resultados positivos colocando MS em destaque nacional, mas nem por isso, podemos ficar em uma zona de conforto. Promover segurança pública é a nossa missão, outra coisa é a sensação de segurança que se faz com policiais nas ruas, com repressão e ações de prevenção. Neste caso, não tem como fazermos isso sozinhos, precisamos compartilhar essa responsabilidade com a sociedade em geral”, pontua.
Motivo de orgulho, a notícia é comemorada pela Polícia Civil, órgão responsável pela investigação desta modalidade de crime, que é apurado a partir da instauração dos Inquéritos Policiais (IP). O delegado-geral da instituição, Marcelo Vargas, diz que um fator importante para que ocorra a elucidação dos homicídios com agilidade, se deve à preservação do local onde ocorreu o crime, por isso a integração entre as forças de segurança é primordial.
“Em via de regra quem chega primeiro na ocorrência é a Polícia Militar, que realiza a preservação do local de crime para que seja realizada a perícia, que tem como atividade principal a coleta das provas materiais que serão utilizadas consequentemente como elementos probatórios para a ação judicial. Aliado a esses fatores, também temos a perspicácia dos investigadores em relação às cenas dos crimes, observando detalhes que poderão levar a identificação dos autores”, explicou.
A meta da Polícia Civil em 2019 é conseguir chegar a 80% de esclarecimentos de homicídios, para isso algumas ações estão sendo implementadas para melhorar ainda mais esses números, como a criação de um grupo de operações ou de pronto emprego, para atuar na faixa de fronteira, a exemplo do Grupo de Operações e Investigações (GOI), que atua 24 horas e sua prioridade é o atendimento dos crimes de homicídio.
“Aconteceu um homicídio já temos uma equipe do GOI no local, que inicia imediatamente os procedimentos de investigação, uma vez que não retarda o início das investigações, preserva as provas no local de crime, e possibilita muita das vezes a prisão em flagrante do autor do crime”.
Segundo levantamento da Polícia Civil em relação ao ano de 2018, por exemplo, dos crimes contra à vida, entre eles está o feminicídio com 100% dos casos esclarecidos. Na sequência os latrocínios, que chega à casa dos 75% e os homicídios com mais 70%. Para se ter uma ideia dos 79 municípios que compõem o Estado, 23 solucionaram todos os casos, ou seja, chegaram a 100%.
Já outros 17 estão com mais de 60% desse tipo de crime elucidado, entre elas às cidades mais populosas de MS como Três Lagoas (94,1%), Dourados (71,7%), Campo Grande (65%) e Corumbá (62,1%). É importante destacar que o percentual pode crescer ainda mais no decorrer do ano, visto que se um caso ocorrido no ano passado seja solucionado no decorrer de 2019, ele fica computado de acordo com a data da ocorrência.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS