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Estiagem e Incêndios: Governo decreta situação de emergência em todo o estado de MS

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13 de julho de 2021

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Mireli Obando, Subcom

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O Governo do Estado oficializou nesta terça-feira (13) dois decretos que declaram situação de emergência em todo Mato Grosso do Sul por 180 dias: um deles está relacionado à estiagem e o outro aos incêndios florestais em qualquer tipo de vegetação.

Os decretos fazem parte das ações preventivas adotadas pelo Governo do Estado, enfatizadas pelo governador Reinaldo Azambuja em entrevista concedida à CNN Brasil. “Estamos com um programa através dos Bombeiros, juntamente com o Ibama, os brigadistas, de fazer uma base protetiva aos incêndios florestais. Estamos vivenciando um momento de extrema queda da umidade relativa do ar e uma geada muito grande, talvez uma das maiores que já tivemos, temos um clima extremamente seco e muito favorável aos incêndios. Dividimos essa base de proteção em várias regiões do Estado, já existem vários focos”.

Além do trabalho preventivo, Mato Grosso do Sul também investiu em equipamentos para ampliar o suporte de combate às queimadas. “Fizemos um grande investimento em aeronaves, treinamento de brigadistas, equipamentos para que possamos nos preparar um pouco melhor. Esse ano será também difícil, já que tivemos uma geada que acabou queimando muito em várias regiões do Estado”, destacou.

A anomalia de chuvas tem como consequência a seca, impactando diretamente na agricultura, na diminuição do nível dos rios, e principalmente a disponibilização de uma biomassa muito grande que pode gerar os incêndios em Mato Grosso do Sul, explica o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar, Jaime Verruck.

“Com a publicação desses decretos nós vamos encaminhar ao Ministério do Desenvolvimento Regional visando exatamente o reconhecimento desse estado de emergência. A partir daí nós temos inclusive, a grande possibilidade de avançar na busca de recursos de curto prazo exatamente para atender emergências, tanto na contratação de brigadistas, de equipamentos de curto prazo necessários para isso, combustível, mais voos de aeronave que serão necessários. Esse é um instrumento fundamental para que a gente possa acessar recursos da Defesa Civil Nacional e que esses recursos possam ser imediatamente implementados em apoio ao Corpo de Bombeiros e a prevenção de incêndios em Mato Grosso do Sul”.

O Coordenador Estadual de Defesa Civil, Cel Fábio Catarineli, pontuou que o Corpo de Bombeiros Militar de MS já está com operações de combate a incêndios florestais em andamento no Estado e que os decretos auxiliam na tomada de decisões e ações emergenciais.

“Também abre portas para captação de alguns benefícios federais. Um desses benefícios, permite que os produtores afetados pela estiagem este ano, possam fazer a renegociação das dívidas com os bancos. A situação de emergência é importante principalmente pelo que nós temos vivido nestes períodos agora e o que vamos viver ainda pra frente, pois as previsões para os próximos meses não são animadoras com relação às questões climáticas”, afirma.

O alerta de emergência hídrica emitido pelo Sistema Nacional de Meteorologia (SNM) para a região hidrográfica da bacia do Rio Paraná, que abrange diversas unidades da federação, incluindo Mato Grosso do Sul, está entre as justificativas para o decreto que declara situação de emergência para todo Estado afetado por desastre classificado e codificado como Incêndio Florestal, seja incêndios em Parques, Áreas de Proteção Ambiental, e Áreas de Preservação Permanente Nacionais, Estaduais ou Municipais.

Entre outros pontos, o decreto também considera os dados registrados no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais que nos meses de junho e julho de 2021, registrou 3.693 focos de calor em 72 municípios sul-mato-grossenses, e leva em conta ainda, o Índice Integrado de Seca (IIS) publicado em junho pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN), que indica condição de seca moderada a extrema no bioma Pantanal e em grande parte de Mato Grosso do Sul.

O outro decreto declara situação de emergência para todo Estado afetado por desastre, classificado e codificado como Estiagem. A decisão leva em conta a falta de chuvas regulares entre os meses de março e junho, que afetaram o abastecimento de água; a perda de produtividade e prejuízos que afetam o desenvolvimento das lavouras de milho segunda safra; e a tendência de chuvas entre 40% a 50% abaixo da média para os meses de julho a setembro.

Os decretos podem ser conferidos na íntegra no Diário Oficial do Estado (DOE) desta terça-feira, 13 de julho de 2021.

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Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...

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3 de junho de 2026

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

 

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Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.

O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.

Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.

Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.

Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.

“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.

O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.

O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.

Qualidade de vida

Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.

Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.

Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.

Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.

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Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...

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3 de junho de 2026

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

 

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Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2). 

Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha. 

Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.

A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande. 

De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação. 

A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família. 

O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico. 

A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.

G1 MS