quinta, 04 de junho, 2026
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Em entrevista à Jovem Pan News, o governador voltou a falar sobre a vacinação
O combate aos incêndios no Pantanal de Mato Grosso do Sul foi um dos temas principais da entrevista que o governador Reinaldo Azambuja concedeu à Jovem Pan News, na manhã desta segunda-feira (26). Classificada pelo governador como uma das maiores estiagens dos últimos 100 anos, a preocupação se estende também para outras regiões do Estado.
“Estamos atuando diuturnamente para evitar esses incêndios florestais, tanto no Pantanal como em outras regiões. O governo investiu muito em equipar os bombeiros, brigadistas, as parcerias que a gente faz com o Ibama e com outras organizações não governamentais e temos atuado bastante. Se você olhar os níveis de incêndios, do ano passado para este ano diminuíram muito. Mas nós estamos vigilantes”, reforçou.
Para que as equipes cheguem aos locais de difícil acesso, o governador Reinaldo Azambuja encaminhou um ofício ao ministro da Defesa, Walter Souza Braga Netto, solicitando apoio das forças armadas com envio de aeronaves. “O problema do Pantanal é que é uma região remota de difícil acesso, então, muito do acesso a gente precisa de helicóptero e estamos buscando uma parceria com o Governo Federal para que possamos novamente ter uma parceria das forças armadas, no transporte das tropas onde não chega com veículos e você precisa de aeronaves”, disse.
Reinaldo Azambuja afirmou ainda que está confiante para que as chuvas se normalizem em agosto. “Ajudaria muito. Tivemos um frio intenso, talvez uma das maiores geadas aqui no MS e isso prejudicou muito, pois secou muito a vegetação e temos que estar aí muito vigilantes no Pantanal como também em outras regiões do Estado”, disse.
Na semana em que Mato Grosso do Sul registra mais de 31% da população imunizada com as duas doses de vacinas contra a Covid-19, o governador voltou a destacar a parceria com os municípios como sendo fundamental para o avanço da vacinação. “O diálogo com os municípios foi fundamental, pois os Estados não têm aquela lógica da aplicação local, quem faz isso são os municípios através das equipes de saúde, dos enfermeiros, daqueles que aplicam nas unidades básicas de saúde. Criar essa estrutura e a parceira com os municípios foi fundamental para que a gente avançasse”, disse.
O reflexo da vacinação no número de infectados e internados também foi um dos pontos destacados pelo governador. “Quanto mais ampliou a primeira e segunda dose na população, diminuiu a gravidade dos casos. Não que não tenham ocorrido casos, ocorre, mas não com uma gravidade que muitas vezes leve a internação. Acredito que com o avanço da vacinação e se a gente tiver as doses enviadas pelo Ministério, até o final de agosto, MS deva ter toda a população acima de 18 anos vacinada”, afirmou.
Volta às aulas
As aulas presenciais nas unidades da Rede Estadual de Ensino (REE) voltam na próxima semana e o governador Reinaldo Azambuja garantiu a segurança no retorno dos alunos às salas de aula. “Já estamos com todos os protocolos de segurança e a organização da rede escolar prontas, os profissionais de educação vacinados. Tivemos um prejuízo enorme na educação pública do mundo todo, mas no Brasil, em especial, pelo fechamento das escolas. Embora o ensino a distância mantivesse uma assiduidade, mas principalmente, na alfabetização precisamos dessa aula presencial”, afirmou.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS