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Estado pavimenta último trecho da Estrada Ecológica

Estado pavimenta último trecho da Estrada Ecológica e projeta sítios arqueológicos como atrativos turísticos

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31 de maio de 2021

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Subsecretaria de Comunicação, Subcom

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O Governo do Estado concluiu a pavimentação do trecho de 765 metros da MS-450 – Estrada Ecológica que passa pelos vales da Serra de Maracaju, entre os municípios de Aquidauana e Dois Irmãos do Buriti -, em cuja extensão foram localizados sítios arqueológicos nas faixas de domínio que remontam ao período estimado de 10 mil anos.

Com a ocorrência arqueológica, o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Arquitetônico Nacional) suspendeu inicialmente a pavimentação do trecho, de um total de 18,4 km que estava sendo executado pelo Estado, e um estudo da área foi contratado pela Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos) para posterior liberação da obra de infraestrutura.

Além de concluir o asfaltamento da rodovia de grande apelo ambiental, cultural e turístico, onde a totalidade dos investimentos somam R$ 21 milhões (recursos do Fundersul), o Governo do Estado, em acordo com o Iphan, projeta a construção de um museu a céu aberto no local onde foram encontrados fragmentos pré-indígenas.

Estrada-Parque tem grande potencial turístico: asfalto corta a morraria, onde passam o Rio Aquidauana e a antiga ferrovia Noroeste do Brasil

Resgate histórico

O museu está sendo implantado com orientação do professor e arqueólogo Gilson Martins, com mais de 30 anos de experiência na área, no pé de um morro que compõe a serra e onde foram encontradas inscrições rupestres. O local fica próximo ao limite dos distritos de Palmeiras (Dois Irmãos do Buriti) e Piraputanga (Aquidauana)

O espaço será composto por sinalização turística e de informações sobre o achado, além de uma pedra de arenito com réplicas das inscrições encontradas nos paredões da morraria. Como uma espécie de identidade do local, as gravuras estão sendo reproduzidas pela artesã aquidauanense Anelise Godoy.

O arqueólogo Gilson Martins destacou o apoio do Governo do Estado para garantir o resgate histórico de um período pós Era do Gelo e a preservação da área, salientando que análise de uma mostra de carvão encontrado ao lado da estrada, feita nos Estados Unidos, indica idade de 10,1 mil anos.

Uma das peças em arenito, com reprodução de registros rupestres, vai compor o museu a céu aberto a ser instalado ao lado da estrada

Segundo ele, o período corresponde a ocorrência de animais de grande porte na região, como o tigre-dentes-de-sabre e preguiça gigante, cujos fósseis foram encontrados na Serra da Bodoquena. “São achados expressivos de uma época em que predominaram os caçadores-coletores. Houve grandes transformações ambientais ao longo dos anos, até a chegada dos primeiros seres humanos”, informa.

Gestão do patrimônio

A pesquisa da área de ocorrência arqueológica – cerca de 2,5 km dentro da faixa de domínio da estrada – foi iniciada pelo Governo do Estado durante a pavimentação da MS-450, cuja obra foi entregue no ano passado pelo governador Reinaldo Azambuja. Foram coletadas mais de 200 peças usadas pelos povos ancestrais, como pedra lascada e carvão.

Esse material deverá ser exposto na histórica estação ferroviária de Piraputanga, uma das mais preservadas ao longo da ferrovia, conforme estudo em andamento pelo Governo do Estado, Iphan, prefeitura de Aquidauana e Comitê Gestor da Estrada-Parque.

Último trecho pavimentado: área preservada

Escavações arqueológicas. Foto: Edemir Rodrigues

Local onde está criado o museu a céu aberto

A Agesul informou que, paralelamente a segunda etapa dos levantamentos arqueológicos registrados - também foram encontrados nas fendas dos morros, onde foi localizado uma espécie de mirante e observatório astronômico -, discute-se a gestão desse patrimônio e sua exploração turística de forma sustentável.

“A proposta de criação de um centro de atendimento ao turista na estação de Piraputanga absorveria esse material arqueológico para visitação pública, incluindo também outras vertentes da história mais recente, como a presença indígena e a Guerra do Paraguai, na figura do Visconde de Taunay, que morou na região”, explica o arqueólogo Gilson Martins.

Turismo sustentável

A MS-450 é classificada como Estrada Ecológica e integra a Área de Proteção Ambiental (APA) de 10 mil hectares, criada em 2000. O complexo e diversificado ambiente exigiu uma intervenção monitorada pela Agesul para cumprimento das exigências da licença ambiental, incluindo o levantamento arqueológico para execução da sua pavimentação.

Novo asfalto contrasta e cruza um ambiente cênico e de grande valor ambiental e arqueológico: ecoturismo vai alavancar

Com 55 km de extensão, do trevo com a BR-262 (Dois Irmãos do Buriti) a Aquidauana, a rodovia é o principal acesso aos distritos de Palmeiras, Piraputanga e Camisão, privilegiados pelos recursos naturais situados no entorno dos paredões de arenito, ambiente esse cortado pelos trilhos da antiga ferrovia e pelo Rio Aquidauana.

O local recebe pescadores e amantes de esportes radicais, como trilhas e escaladas, e conta com estrutura de hotéis, pousadas e pesqueiros. A chegada do asfalto potencializou a região como destino turístico, atraindo também investidores nos setores de hotelaria e imobiliário, com previsão de grandes transformações econômicas nos próximos anos.

A proximidade com Campo Grande (distante 100 km) e os atrativos naturais para várias atividades de contemplação, pesca, esportes de aventura e lazer, devem tornar a região um dos principais destinos ecológicos do Estado. A prefeitura de Aquidauana já trabalha para reestruturar o turismo local e atrair novos empreendimentos.

“Precisamos de mais leitos e qualificar esse turismo, hoje ainda desordenado”, afirma Youssef Saliba, secretário de Cultura e Turismo. “Novos atrativos estão surgindo, o fluxo de turistas aumentou muito com o asfalto e estamos trabalhando para oferecer um turismo sustentável, com visitas guiadas, como Bonito”, completa.

Fotos: Chico Ribeiro

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Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...

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3 de junho de 2026

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

 

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Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.

O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.

Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.

Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.

Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.

“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.

O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.

O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.

Qualidade de vida

Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.

Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.

Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.

Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.

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Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...

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3 de junho de 2026

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

 

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Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2). 

Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha. 

Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.

A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande. 

De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação. 

A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família. 

O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico. 

A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.

G1 MS