quarta, 03 de junho, 2026
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Com um advogado de Dourados, cidade a 225 quilômetros de Campo Grande, como alvo, a Operação Skiagraphia também mirou dois juízes federais do Ceará. A ação, realizada nesta sexta-feira (20), apura um ‘rombo’ de mais de R$ 1 bilhão aos cofres públicos, pelo esquema de corrupção do grupo.
Os magistrados são suspeitos de atuarem no esquema de corrupção junto com um escritório de advocacia de Fortaleza (CE), em benefício a grandes empresas devedoras da União. O advogado de Dourados é investigado pelo período em que teria estagiado naquela cidade.
Após cumprimento de mandado de busca e apreensão, o advogado foi levado para prestar depoimento, acompanhado de representante da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). A investigação da Polícia Federal aponta fraudes na cobrança de dívidas ativas da União, que eram promovidas pela Procuradoria da Fazenda Nacional, por meio de ações de execução que tramitavam na 20ª Vara Federal do Ceará, entre os anos de 2012 e 2016.
A Polícia Federal não divulgou o nome dos envolvidos e, conforme o site Diário do Nordeste, ninguém foi preso. O delegado da Polícia Federal Joécio Holanda disse, em coletiva de imprensa, que o prejuízo causado aos cofres públicos ultrapassa R$ 1 bilhão.
Entre as empresas beneficiadas, está uma do ramo da extração de minério, em Fortaleza (CE). "A hipótese criminal é que houve um acordo, uma estratégia entre os servidores públicos, os juízes, e o escritório de advocacia, especificamente com um advogado com patentes vinculações com esses juízes e a demanda de mercado, que eram grandes empresas interessadas em se livrar dessas cobranças promovidas em ações de execução fiscal", disse o delegado.
Alvos de mandados contra corrupçãoA operação cumpriu mandados de busca e apreensão, para arrecadação de elementos probatórios. Foram cumpridos 19 mandados, expedidos pelo Tribunal Federal da 5ª Região, nas casas dos investigados em Fortaleza (CE), São Paulo (SP), Recife (PE) e Dourados, em Mato Grosso do Sul.
Foram apreendidos celulares, computadores, arquivos de mídias e documentos, para identificar a atuação dos suspeitos nos crimes investigados. Se confirmados os crimes, os investigados poderão responder por corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa, com penas que podem chegar a 42 anos de prisão.
Mais de R$ 900 mil apreendidosA Polícia Federal informou, ainda, que foram apreendidos R$ 930 mil em espécie, durante cumprimento de mandado de busca e apreensão em um escritório de advocacia de São Paulo.
A suspeita é que o dinheiro tenha origem ilícita, sendo providenciado depósito bancário à disposição do TRF da 5ª Região. A investigação continua para apurar a procedência desses valores apreendidos e o vínculo com os fatos investigados.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS