quinta, 04 de junho, 2026

WhatsApp

(67) 99983-4015

Geral

A+ A-

Especialistas monitoram evolução da febre maculosa na Capital

O assunto entrou em evidência após a doença causar 4 mortes a partir de um foco em uma fazenda em Campinas.

Icone Calendário

22 de junho de 2023

Icone Autor

CGNews

Continue Lendo...

Pesquisadores da Embrapa já encontraram em capivaras e quatis na região do Lago do Amor, nas proximidades da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), o carrapato-estrela, que causa a febre maculosa, doença grave com alto índice de letalidade. Apesar de baixa incidência em Campo Grande, especialistas apontam que é necessário ter atenção à possibilidade de surto.

O assunto entrou em evidência após a doença causar quatro mortes a partir de um foco em uma fazenda em Campinas, no Estado de São Paulo. Na última segunda-feira (19), a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) informou que investiga um caso suspeito de febre maculosa na Capital. A vítima é um bebê, de 1 ano de idade.

De acordo com pesquisas realizadas no núcleo de Sanidade Animal da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em Campo Grande, a doença circula, a pelo menos, dez anos em Mato Grosso do Sul. Na última década, foram registrados apenas seis casos da doença na Capital. Nesse período, foram investigados 55 casos suspeitos. O último caso confirmado foi registrado em 2018.

Apesar da preocupação despertada diante do fato de que em Campo Grande há muitos animais silvestres próximos ao acesso das pessoas, como o Parque das Nações, o Campus da UFMS e o Lago do Amor, a reportagem não teve retorno de sobre ações de combate neste momento em perímetro urbano.

O doutor em Biologia Molecular e pesquisador da Embrapa, Renato Andreotti, coordena uma linha de pesquisa relacionada ao controle de carrapatos, no núcleo de Sanidade Animal da Embrapa. A partir do trabalho desenvolvido no setor, são disponibilizados materiais didáticos com orientações para prevenção e diagnóstico precoce da doença.

De acordo com Andreotti, as chances de contágio são baixas, mas dada a gravidade da doença e a rapidez da evolução para óbito, é necessário monitorar e controlar a proliferação, que acontece principalmente em áreas com vegetação abundante.

O especialista explica que o contágio acontece a partir do contato do ser humano com o carrapato infectado. Apesar de as capivaras serem o principal receptor em Mato Grosso do Sul, o agente transmissor pode ser encontrado em vários animais silvestres, e, inclusive, em animais domésticos que vivem soltos próximos aos terrenos baldios.

As principais áreas de risco são as matas e os campos. Trabalhadores rurais, turismo rural, moradores de áreas com vegetação abundante são a população mais exposta ao risco de contrair a doença. Crianças e idosos são mais suscetíveis às complicações do contágio.

O núcleo de Sanidade Animal, junto à Secretaria de Educação do Estado (Semed), tem realizado palestras em escolas municipais, alertando para os cuidados com a exposição às áreas de risco e animais possivelmente contaminados.

Em maio, o núcleo realizou um curso de especialização com 50 professores de Biologia da rede pública municipal de ensino, acerca da proliferação de doenças transmitidas pelos carrapatos e como ajudar as crianças a se proteger do contágio. Atualmente, existem 28 especies identificadas no Estado.

Além da ação nas escolas, o centro de pesquisa chegou a realizar posteriormente um treinamento com veterinários das prefeituras municipais do interior e da capital do Estado, em parceria com o governo.

"É uma coisa aleatória, mas pode acontecer de ter um surto dessa doença aqui. Então a educação é importante. Fazer o manejo dos animais, e o acesso das pessoas às áreas rurais. Isso também tem que ser forma controlada, tem que haver uma política para isso”, explica o o doutor em Biologia Molecular e pesquisador do Embrapa, Renato Andreotti. 

Os sintomas se manifestam após sete dias de contágio e podem ser facilmente confundidos com dengue e gripe, por isso o especialista alerta para a importância de, ao procurar um profissional de saúde, informar se houve ou não exposição a áreas de possível contágio. O diagnóstico precoce é fundamental para evitar que a doença leve à morte.

Segundo dados do Ministério da Saúde, quatro a cada dez pessoas com diagnóstico positivo evoluem para óbito, por causa da demora para identificar o contágio.  “Ou seja, as pessoas estão chegando tarde para receber o tratamento”, explica Andreotti.

Sintomas - Os principais sintomas são febre, dor de cabeça intensa, erupção cutânea e dores no corpo. Caso os sintomas se manifestem após exposição em áreas de risco, recomenda-se buscar atendimento médico imediato e informar que houve a exposição.

O núcleo de Sanidade Animal disponibiliza para a população cartilhas informativas para a prevenção e detecção da doença através do Museu do Carrapato. Clique aqui para ter acesso à informação.

Controle e prevenção - O especialista alerta para a necessidade de expandir o monitoramento para todo o Estado, e futuramente as pesquisas serão expandidas para a região da fronteira, em parceria com pesquisadores da Bolívia, Paraguai e Argentina, para investigar se há circulação do agente transmissor da febre maculosa e outras doenças nas margens do Rio Paraguai. “É importante pra gente conhecer regionalmente esses problemas. A gente precisa ter uma ideia de como essas coisas circulam por aí”, resume.

Enquete - O empresário Andréw Zahran, de 39 anos, ficou sabendo da suspeita da doença em Mato Grosso do Sul através dos portais de notícia locais. Apesar da notoriedade do assunto e do alerta para a gravidade da doença, declarou não estar receoso quanto à possibilidade de contágio.  “Não tenho medo da transmissão da doença e não tenho preocupação sobre a doença”.

A estudante Ana Bueno, 18 anos, relatou ao Campo Grande News que está ciente de como acontece a transmissão da doença e como ela se manifesta, mas não chegou a pesquisar a fundo sobre o assunto. A preocupação da jovem vai além dos seres humanos, e preza pelo bem-estar dos animais. "Todo mundo tem medo por conta das capivaras, mas tomara que eles não comecem a matar elas por causa disso”, declarou.

O eletrotécnico industrial Rildo Júnior, 23 anos, admitiu não estar por dentro de como a doença é transmitida, mas não tem receio de ser contaminado, pois ainda não houve nenhum caso confirmado. “Está acontecendo faz tempo e não chegou em Campo Grande”, observou.

Secretária Municipal de Saúde - A repartição afirma que não há motivo para se preocupar, mas que os cuidados devem ser mantidos pelo Município, que está localizado em uma região com muitas áreas verdes e com presença de animais silvestres em espaços de visitação.

A pasta destaca que é importante tomar medidas preventivas ao frequentar parques e áreas verdes. “Recomenda-se evitar o contato direto com os carrapatos, usar roupas adequadas, aplicar repelentes e realizar uma inspeção minuciosa no corpo após a exposição a esses ambientes”. 

Suspeita de contágio em MS - Na manhã desta segunda-feira (19), a Sesau informou que investiga um caso suspeito de febre maculosa em Campo Grande. A vítima é um bebê, de 1 ano de idade, que está internado em um hospital particular da Capital.

De acordo com as informações repassadas pela secretaria, a criança teria ido para Guia Lopes da Laguna, município que fica a 220 km da Capital. Lá, ela teria tido contato com animais domésticos, tanto na área urbana quanto na área rural. De acordo com a secretaria, a região de Guia Lopes da Laguna não tem registros de febre maculosa.

Amostras de sangue do bebê serão enviadas para análise laboratorial no Estado de São Paulo. A doença não será confirmada ou descartada pela secretaria enquanto os resultados não saírem. - CREDITO: CAMPO GRANDE NEWS

Geral

Mato Grosso do Sul tem 2.024 quilômetros de rodovias com baixo índice de perdão, mostra CNT

Levantamento de 2025 mostra que 42% das estradas estaduais avaliadas no Estado têm baixa capacidade de reduzir a gravidade de acidentes.

Mato Grosso do Sul tem 2.024 quilômetros de rodovias com baixo índice de perdão, mostra CNT

4 de junho de 2026

Mato Grosso do Sul tem 2.024 quilômetros de rodovias com baixo índice de perdão, mostra CNT

 

Continue Lendo...

Mato Grosso do Sul tem 2.024 quilômetros de rodovias classificados com baixo Índice de Perdão, segundo a terceira edição do Painel CNT de Rodovias que Perdoam, divulgada com dados de 2025. O levantamento coloca o Estado na 13ª posição entre os sistemas viários mais perigosos do país e indica que 42% das estradas estaduais avaliadas têm baixa capacidade de reduzir a gravidade dos acidentes.

Maioria da malha fica entre baixo e médio índice

Além dos trechos com baixo Índice de Perdão, a pesquisa aponta 2.282 quilômetros em faixa intermediária e 433 quilômetros com alto nível de segurança estrutural. No cenário nacional, Mato Grosso do Sul aparece na 15ª colocação entre os estados com rodovias mais seguras, indicando uma posição intermediária no ranking.

A metodologia da Confederação Nacional do Transporte (CNT) considera fatores físicos das rodovias que influenciam a gravidade dos sinistros. Entre os itens analisados estão acostamentos, barreiras de proteção, defensas metálicas, áreas livres de obstáculos e atenuadores de impacto.

Infraestrutura pública tem pior desempenho

No país, o estudo mostra diferença entre os modelos de gestão. Nas rodovias administradas pelo poder público, 50% da malha avaliada têm baixo Índice de Perdão e 4,8% atingem alto nível de mitigação dos acidentes. Já nas rodovias concedidas à iniciativa privada, 62% dos trechos apresentam alto Índice de Perdão e 2,4% foram classificados com baixo nível de segurança estrutural.

Segundo a CNT, os dados de 2025 mostram relativa estabilidade em relação ao levantamento anterior. Do total analisado, 19,9% receberam classificação de Alto Índice de Perdão, 42,7% ficaram na faixa intermediária e 37,5% foram enquadrados como de Baixo Índice de Perdão.

Regiões Sul e Sudeste concentram os trechos mais seguros

A entidade informa que mais de 80% da extensão analisada ainda apresenta média ou alta probabilidade de que problemas de infraestrutura, associados a falhas de condução ou defeitos mecânicos, resultem em mortes ou feridos graves. A análise territorial aponta ainda que os trechos mais seguros se concentram principalmente nas regiões Sul e Sudeste, onde predominam as concessões rodoviárias.

Já Norte, Nordeste e Centro-Oeste seguem com corredores classificados entre médio e baixo Índice de Perdão, inclusive em rotas usadas para o transporte de cargas e passageiros.

“A terceira edição do Painel confirma que a qualidade da infraestrutura viária impacta diretamente a gravidade dos acidentes. Embora o cenário nacional indique estabilidade, os resultados mostram que os avanços ainda são desiguais”, disse a diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende.

Geral

Prefeitura de Coxim emenda feriado e mantém apenas serviços essenciais em regime de plantão

A Prefeitura Municipal de Coxim estabeleceu que os dias 4 e 5 de junho não terão expediente nas repartições públicas municipais. A medida, regulamentada pelo...

Prefeitura de Coxim emenda feriado e mantém apenas serviços essenciais em regime de plantão

4 de junho de 2026

Prefeitura de Coxim emenda feriado e mantém apenas serviços essenciais em regime de plantão

 

Continue Lendo...

A Prefeitura Municipal de Coxim estabeleceu que os dias 4 e 5 de junho não terão expediente nas repartições públicas municipais. A medida, regulamentada pelo Decreto Municipal nº 064/2026, abrange o feriado nacional de Corpus Christi, na quinta-feira (04/06), e o ponto facultativo na sexta-feira (05/06). O objetivo é ordenar o calendário administrativo, resguardando os serviços essenciais de urgência e emergência.

Os serviços essenciais, como saúde de urgência e coleta de lixo, operam sob regime de plantão no período. O atendimento ao público e os prazos administrativos processuais serão retomados integralmente na segunda-feira subsequente.

Demais feriados e pontos facultativos municipais encontram-se no site da prefeitura em: www.protocolos.coxim.ms.gov.br/calendariomunicipal