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“Escola é viva quando tem estudantes nos corredores”: a expectativa do retorno das aulas presenciais

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12 de julho de 2021

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Joilson Francelino, Subcom

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Aluno, professora e diretor falam sobre como tem sido o aprendizado na pandemia um mês antes do retorno presencial no MS

“Aprender se tornou um pouco mais complicado”. É o que diz o aluno do 2° ano da Escola Estadual Amélio de Carvalho Baís, Gabriel Kaynan Aquino do Prado, de 16 anos, sobre as aulas remotas. Ele não vê a hora de retornar à escola no próximo dia 2 de agosto, quando serão retomadas as atividades presenciais nas unidades da Rede Estadual de Ensino (REE).

Para Gabriel, o único ponto positivo no ensino remoto é que ele pode fazer as atividades na hora que quiser, porém ele diz que acaba “procrastinando muito”, por ter que estudar em um ambiente que antes era de descanso. “Sinto falta da interação com os professores, era mais fácil tirar uma dúvida pessoalmente do que on-line, sinto falta dos projetos que a escola fazia, eram bem legais”, afirmou. Gabriel disse estar muito animado para voltar à escola. “Acho que vai ser bem legal poder voltar à sala de aula depois de um ano e meio, e vou voltar em meu ritmo de estudo anterior”, completou.

Gabriel Kaynan Aquino do Prado

As atividades presenciais foram suspensas no dia 17 de março de 2020. Seis dias depois, foi dado o início as atividades remotas e, desde então, um desafio diário, como classifica a professora Nathalia do Nascimento Gonçalves Nolasco, de 30 anos. “Tivemos que viver quase aquele período do JK [Juscelino Kubitschek], cinquenta anos em cinco, só que foi 10 anos em 1 mês”, brincou sobre ter que se adequar a nova maneira de dar aulas. “Hoje, acredito que nós professores estamos um pouco mais familiarizados com essa demanda tecnológica, porém, a gente ainda não conseguiu resolver o problema do acesso de todos os alunos. O grande problema do remoto é que ele torna a educação de uma forma desigual. Por mais que eu prepare vídeos e adeque o material, estando fora da sala de aula, a forma como o aluno irá absorver isso e terá condições de estudar é totalmente diferente”, afirma.

Para a professora Nathalia, os alunos que possuem condições estruturais de se manter de forma remota, se dão muito bem, porém, não é uma realidade de todos os estudantes da rede. “A gente sabe que isso é uma minoria. Então, acho que o período remoto teve sim sua valia por ter trazido muitas coisas na forma de ver a educação, o principal divisor de águas é que não sei o quanto meu aluno tem de estrutura para as aulas”, disse.

Com uma série de protocolos para garantir a segurança dos alunos, as unidades escolares se preparam para receber os estudantes. O diretor do Centro Estadual de Educação Profissional Hércules Maymone (CEEP), William Geraldo Cavalari Barbosa, de 34 anos, levanta dois aspectos importantes para esse momento: um ambiente seguro e acolhedor e o planejamento. “Estamos respeitando todos os protocolos de biossegurança, colocando à disposição do estudante e da comunidade em geral todos os equipamentos necessários para manter o ambiente limpo, organizado, sob uma rotina de entrada e saída com todos os cuidados para dirimir qualquer possibilidade de contaminação”, disse.

O principal desafio do retorno das aulas presenciais, para o diretor William, é o de recuperar a aprendizagem dentro dos limites que o tempo, a estrutura e os cuidados de biossegurança permitem. “Contudo, estamos esperançosos para um retorno em massa dos estudantes, até mesmo aqueles que não conseguiram acompanhar os bimestres anteriores de forma remota e aqueles que estavam fora da escola até então. Para esses, sem dúvida, o cuidado será especial, afinal não podemos perder ninguém”, garantiu.

William Geraldo Cavalari Barbosa

Para o diretor, o cenário que vai se impor no retorno das aulas presenciais ainda é, de certa forma, incerto. “Somente no dia a dia com os estudantes, vamos conseguir dimensionar o tamanho do impacto desse tempo todo fora da escola. No entanto, o que eu particularmente penso, é que a escola é viva quando tem estudantes nos corredores, nas salas de aula, no refeitório, enfim, dentro da unidade escolar. Grande ou pequeno, o desafio precisará ser enfrentado e com toda a segurança e cuidado, tenho absoluta certeza que os nossos professores, que a nossa equipe, junto com a garotada vão fazer desse retorno algo histórico e sensacional, não somente aqui no CEEP Hércules Maymone, mas em toda a Rede Estadual de Ensino. Nós estamos preparados para retornar!”, disse.

Secretária Maria Cecilia Amendola da Motta

Antes do retorno dos alunos às salas de aula, a Rede Estadual de Ensino retoma as atividades remotas no próximo dia 19 de julho, já que os estudantes estão no período de férias. “Nesse período, entre os dias 19 e 30, as equipes escolares estarão preparando tudo para receber os nossos alunos com muito carinho, enquanto fazem o devido acompanhamento das atividades realizadas remotamente”, disse a secretária de Estado de Educação (SED), Maria Cecilia Amendola da Motta.

A secretária ainda relembra que desde o início do ano as escolas são preparadas para receber os alunos. “Ainda no início do ano, realizamos um período de formação e contamos com a distribuição dos equipamentos de proteção individual para estudantes e profissionais da escola, além do reforço nos materiais de limpeza, tudo isso pensando na biossegurança dos nossos alunos e equipes escolares”, disse.

Maria Cecilia Amendola ainda reforça que nesta volta às aulas o percentual de alunos em sala vai depender da situação observada em cada município. “O retorno se dará com um número maior ou menor de alunos em sala sempre de acordo com a sinalização das bandeiras do prosseguir. Se a bandeira estiver vermelha, por exemplo, retornam 50% dos estudantes em uma semana e os outros 50% na semana seguinte”, disse.

Veja abaixo como será distribuída a quantidade de alunos em sala conforme as bandeiras do Programa Prosseguir.

 

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Mato Grosso do Sul tem 2.024 quilômetros de rodovias com baixo índice de perdão, mostra CNT

Levantamento de 2025 mostra que 42% das estradas estaduais avaliadas no Estado têm baixa capacidade de reduzir a gravidade de acidentes.

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4 de junho de 2026

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Mato Grosso do Sul tem 2.024 quilômetros de rodovias classificados com baixo Índice de Perdão, segundo a terceira edição do Painel CNT de Rodovias que Perdoam, divulgada com dados de 2025. O levantamento coloca o Estado na 13ª posição entre os sistemas viários mais perigosos do país e indica que 42% das estradas estaduais avaliadas têm baixa capacidade de reduzir a gravidade dos acidentes.

Maioria da malha fica entre baixo e médio índice

Além dos trechos com baixo Índice de Perdão, a pesquisa aponta 2.282 quilômetros em faixa intermediária e 433 quilômetros com alto nível de segurança estrutural. No cenário nacional, Mato Grosso do Sul aparece na 15ª colocação entre os estados com rodovias mais seguras, indicando uma posição intermediária no ranking.

A metodologia da Confederação Nacional do Transporte (CNT) considera fatores físicos das rodovias que influenciam a gravidade dos sinistros. Entre os itens analisados estão acostamentos, barreiras de proteção, defensas metálicas, áreas livres de obstáculos e atenuadores de impacto.

Infraestrutura pública tem pior desempenho

No país, o estudo mostra diferença entre os modelos de gestão. Nas rodovias administradas pelo poder público, 50% da malha avaliada têm baixo Índice de Perdão e 4,8% atingem alto nível de mitigação dos acidentes. Já nas rodovias concedidas à iniciativa privada, 62% dos trechos apresentam alto Índice de Perdão e 2,4% foram classificados com baixo nível de segurança estrutural.

Segundo a CNT, os dados de 2025 mostram relativa estabilidade em relação ao levantamento anterior. Do total analisado, 19,9% receberam classificação de Alto Índice de Perdão, 42,7% ficaram na faixa intermediária e 37,5% foram enquadrados como de Baixo Índice de Perdão.

Regiões Sul e Sudeste concentram os trechos mais seguros

A entidade informa que mais de 80% da extensão analisada ainda apresenta média ou alta probabilidade de que problemas de infraestrutura, associados a falhas de condução ou defeitos mecânicos, resultem em mortes ou feridos graves. A análise territorial aponta ainda que os trechos mais seguros se concentram principalmente nas regiões Sul e Sudeste, onde predominam as concessões rodoviárias.

Já Norte, Nordeste e Centro-Oeste seguem com corredores classificados entre médio e baixo Índice de Perdão, inclusive em rotas usadas para o transporte de cargas e passageiros.

“A terceira edição do Painel confirma que a qualidade da infraestrutura viária impacta diretamente a gravidade dos acidentes. Embora o cenário nacional indique estabilidade, os resultados mostram que os avanços ainda são desiguais”, disse a diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende.

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Prefeitura de Coxim emenda feriado e mantém apenas serviços essenciais em regime de plantão

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4 de junho de 2026

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A Prefeitura Municipal de Coxim estabeleceu que os dias 4 e 5 de junho não terão expediente nas repartições públicas municipais. A medida, regulamentada pelo Decreto Municipal nº 064/2026, abrange o feriado nacional de Corpus Christi, na quinta-feira (04/06), e o ponto facultativo na sexta-feira (05/06). O objetivo é ordenar o calendário administrativo, resguardando os serviços essenciais de urgência e emergência.

Os serviços essenciais, como saúde de urgência e coleta de lixo, operam sob regime de plantão no período. O atendimento ao público e os prazos administrativos processuais serão retomados integralmente na segunda-feira subsequente.

Demais feriados e pontos facultativos municipais encontram-se no site da prefeitura em: www.protocolos.coxim.ms.gov.br/calendariomunicipal