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Escassez de pequi em MS faz produtores importarem iguaria e valor assusta cliente

Famílias que vivem da venda do fruto típico do Centro-Oeste tiveram dificuldade na produção

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2 de fevereiro de 2024

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Karina Campos e Clayton Neves/Midiamax |

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Iguaria na culinária de Mato Grosso do Sul, o pequi extrapola o sabor forte do cerrado. Apesar de ser tradicional por aqui, a produção no último trimestre não vingou e obrigou famílias a importarem fruto de estados vizinhos no Centro-Oeste. O valor subiu nos pontos de Campo Grande de venda e assusta o consumidor.

Na Feira Indígena, ao lado do Mercadão de Campo Grande, os saquinhos, que costumavam ser vendidos de R$ 15 a 20, custam de R$ 30 a 50. A estrela dos pratos pantaneiros tem produção e colheita entre dezembro e janeiro.

O que seria um período de fortes vendas, desanimou Rute Pereira, que está no local há 30 anos. Ela explica que as árvores de pequi floresceram, entretanto, sem frutos. A vendedora comprava mercadoria de Aquidauana, entretanto, teve que importar de Goiás.

“Pequi dá em qualquer lugar com pedra e areoso, mas esse ano não deu nada. Acho que foi calor e a chuva demais, mudança no tempo. É muito procurado, muita gente que gosta, nessa época é a iguaria que movimenta as vendas. Como compramos de Goiás, tivemos que subir um pouco para não ficar ainda mais no prejuízo”.

A produção encerra nos primeiros dias de fevereiro e, segundo Rute, essa é a hora dos consumidores comprarem. “Tem que aproveitar. Eu mesma, se deixar, como uma bacia inteira”.

Manita Mota explica que a dificuldade na produção se estende para outras frutas típicas, como a guavira e caju. As delícias “desapareceram” em um período típico de colheita.

“A guavira não teve onde comprar, ficou em falta. Os clientes acham que estamos vendendo muito caro, dizendo que é porque é algo que dá no mato que não podemos vender nesse valor, mas ninguém sabe da situação difícil. Isso aqui é a nossa sobrevivência”.

A venda dos frutos era tão comum que normalmente era fácil encontrar vendedoras ao longo da Rua 14 de Julho, no Centro, com as bacias fartas da iguaria. Nos últimos dias, a procura foi cansativa por quem costumava comprar barato, como conta a professora aposentada Mara Silva Carvalho.

“Eu estou desesperada para comer pequi, mas está muito caro, comprava por R$ 20. Eu fui criada no interior e cresci comendo bacias de pequi. Em Rio Negro, é tradição fazer conserva que dura anos, licor, na água e sal, no arroz ou com frango. É de lamber os beiços. Esse ano eu procurei bastante, mas não achei barato”.

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Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

3 de junho de 2026

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

 

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Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.

O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.

Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.

Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.

Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.

“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.

O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.

O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.

Qualidade de vida

Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.

Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.

Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.

Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.

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Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

3 de junho de 2026

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

 

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Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2). 

Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha. 

Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.

A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande. 

De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação. 

A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família. 

O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico. 

A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.

G1 MS