quarta, 03 de junho, 2026
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Durante o julgamento da tenente-coronel Itamara Romeiro Nogueira, nesta quarta-feira (23), a coronel da PMMS (Polícia Militar de Mato Grosso do Sul) Neidy Nunes Barbosa, que acompanhou a prisão e a condução da ré até o hospital, relatou como foi o momento em que Itamara ouviu que o marido tinha falecido. Itamara é acusada da morte do major Valdeni Lopes Nogueira, ocorrida em 2016.
No relato, a coronel lembrou o momento em que acompanhou Itamara na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Vila Almeida, logo após o crime. Já escoltada, a tenente-coronel estava bastante transtornada com o ocorrido e até o momento não sabia da morte do marido. “Era ele ou eu”, relatou a coronel Neidy sobre o que ouviu de Itamara naquele momento. “Eu me lembro do olhar dela naquele momento, acho que vou lembrar todos os dias da minha vida”, contou a oficial sobre a ré.
Na UPA, Itamara não recebeu atendimento por falta de médico, então foi encaminhada ao hospital. No estacionamento do hospital, no banco de trás do próprio carro, em que era escoltada, ela soube da morte do marido. “Ela falou que sentia que ele tinha morrido e que só eu iria contar para ela. Foi quando eu falei que ele tinha acabado de falecer”, contou a coronel.
Ainda conforme a oficial, Itamara teria ficado bastante alterada, como se procurasse algo dentro do carro. “Eu quero morrer, não quero mais, não vou viver sem ele”, teria dito no momento. Há informação de que após atirar contra o marido, Itamara teria atentado contra a própria vida.
Também durante o depoimento, coronel Neidy lembrou de ter observado marcas no corpo de Itamara e que ela teria contado que eram de agressões sofridas pelo marido naquele mesmo dia. Para a oficial, a militar contou que queria se separar do major Valdeni e dizia que queria terminar, quando foi agredida a socos e tapas por ele, além de ter sido esganada.
Naquele dia, Valdeni teria ameaçado matar a esposa. A defesa, feita pelo advogado José Roberto de Rosa sustenta a tese de legítima defesa, alegando que Itamara atirou contra o marido para se defender. Sobre os dois disparos que teriam sido feitos, a coronel Neidy pontuou que, em qualquer ação, os policiais são orientados a atirarem duas vezes para conter uma pessoa. São dois disparos feitos seguidos.
Relembre o casoDurante uma briga em casa, a tenente-coronel efetuou dois disparos contra o marido. O major Nogueira chegou a ser levado para a Santa Casa com um ferimento do tórax, mas não resistiu. Em dezembro de 2016 a Polícia Civil concluiu o inquérito sobre o homicídio e comprovou a versão apresentada por Itamara, a de legítima defesa.
Para a polícia, a militar, que chegou a participar de uma reconstituição do crime, afirmou estar sendo agredida pelo marido e que, no momento em que ele saiu para buscar a arma no carro, ela reagiu. No dia do crime, Ita
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS