quinta, 04 de junho, 2026
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Se por um lado tem patrão desesperado para contratar, por outro, tem o funcionário que “corre” de trabalhar o dia inteiro para receber um salário comercial. Para o empregado a conta não fecha no fim do mês. Alguns até definem a situação como ter que “pagar para trabalhar”.
Normalmente, a carga horária de trabalho semanal é de 44 horas, com até duas horas de almoço. Alguns estabelecimentos distribuem 8 horas de segunda a sexta-feira, e 4 horas aos sábados.
De acordo com a Fecomércio-MS (Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Fecomércio de Mato Grosso do Sul), em Campo Grande, o salário comercial para empregados em geral é de R$ 1.693; auxiliar de comércio e office boy ganham R$ 1.528; e os comissionados com garantia mínima recebem R$ 1.860.
O Sam’s Clube, unidade da rede atacadista internacional em Campo Grande, apela para contratar pessoas. As vagas abertas são para confeiteiro, caixas, repositor de mercadorias, fiscal de prevenção e perdas, auditor de mercadorias e estoquista.
Em tom de desabafo, a mensagem para os clientes em grupo de WhatsApp diz: “Caros sócios, boa noite! Precisamos muito contratar pessoas e estamos com grande dificuldade. O mercado está cada dia mais desafiador. Por conta disso eu tenho que buscar soluções fora da caixa, e otimizar cada oportunidade. Portanto peço, com todo respeito aos que puderem, que divulguem nossas vagas”.
O proprietário da Beco Acessórios, Djalma Santos, comenta que existe, sim, dificuldade de mão de obra, e um dos problemas pode ser o horário.
“Nossa dificuldade maior é no final do ano. Mas existe, sim, um deficit de mão ele obra o ano todo. A carga horária, principalmente, levando-se em conta que sábado a jornada é estendida aqui no Centro, é sim fator decisivo, mais do que o salário”, pontuou.
Em maio, o Campo Grande News noticiou que a situação também reflete na rotatividade de funcionários do comércio.
Outro lado
Lucineia Ifran, de 29 anos, está procurando por vaga de serviço gerais em escolas. Está desempregada há 7 meses e lamenta sobre o salário pago no mercado.
“Acho que tem muitos querendo trabalhar, mas pagam pouco. É pagar para trabalhar, hoje não preciso pagar babá, mas já precisei por muito tempo e elas cobram 500 reais por criança. Para quem recebe 1.400 fica difícil. Acho que para ser um bom salário seria de 2 mil para cima", disse.
Lucia Brito, de 48 anos, decidiu deixar a diária de lado para procurar um emprego fixo, mas afirma que quer ganhar mais.
"Faz pouco tempo que estou procurando por emprego. Eu faço diárias, mas está sumindo, por isso resolvi procurar algo fixo. O salário que pagam também é muito pouco, não querem pagar muito, eu estou à procura de ganhar um pouquinho mais", comentou.
Outro exemplo é a Aline Cespede, de 35 anos, que está desempregada desde novembro do ano passado.
"Acho que o salário que estão pagando, que é de 1.400, é pouco, mas eu tenho que trabalhar, ainda mais sendo mãe solteira, então acabamos aceitando. Mas têm empresas que além do salário também dão vale alimentação, que acaba melhorando. Se fosse para escolher um salário que eu fosse receber, seria 2 mil porque já ajudaria um pouco mais", pontuou.
Trabalhadores
Conforme dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em 2022, Mato Grosso do Sul registrou um total de 845.260 pessoas ocupadas, com 687.589 trabalhadores assalariados, o que representa 81,3% do total.
As entidades empresariais são responsáveis pela maior parte desses empregos, com 73,8% (124.081 pessoas), seguidas pela Administração Pública, com 19,9% (168.022 pessoas).
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS