quinta, 04 de junho, 2026
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O joalheiro e empresário Antônio Carlos Moraes, de 56 anos, teve prejuízo de R$ 500 mil ao repassar para golpistas joias em ouro, ouro branco e diamantes, em Campo Grande. Após alguns meses cobrando uma suspeita, que repassou a ele cheques fraudulentos, a vítima denunciou o crime para a Polícia Civil.
O golpe começou em julho de 2019, quando Antônio foi procurado por antigo funcionário de uma loja dele, que funcionava na rua Euclides da Cunha, considerada uma das mais nobres da cidade. "Essa pessoa atuou como free lancer por um tempo na minha loja e depois entrou em contato comigo, dizendo que tinha uma pessoa para repassar as joias, que seriam vendidas no município de Porto Murtinho", afirmou ao G1 Antônio.
Até então, o empresário alega que não teve problemas com o antigo funcionário. "Foi um excesso de confiança e boa fé da minha parte, com certeza. Ele trabalhou pouco mais de um ano, fez vendas, porém, sem vínculo empregatício. Foi aí que outras pessoas se envolveram neste golpe, inclusive uma mulher no qual a polícia já está com 300 páginas de conversa no inquérito, onde eu estou cobrando o pagamento das joias", explicou.
Conforme Moraes, esta pessoa é uma suposta revendedora de joias que, na verdade, seria integrante de uma organização criminosa. "A mulher já foi candidata a vereadora aqui e atuou como presidente de um diretório da mulher em um partido político. A outra, aliada a ela, possui inúmeros processos judiciais, que os meus advogados estão apurando. Da mão desta primeira, recebi cheques fraudados que depois, com a investigação da polícia, é que fui saber que pertencem a usuários de drogas. Na verdade, usaram o nome deles para obter estes cheques", ressaltou.
Atuante no ramo há 32 anos, o empresário fala que agora está sem a mercadoria e precisa quitar dívidas com credores, em São Paulo. "Com o valor do dólar o que era R$ 500 mil está, no mínimo, 20% mais caro. Tudo o que vendo é importado, foram 19 peças de alto padrão. Eu me sinto roubado e envolvido em uma trama diabólica. Você está quieto lá no seu escritório e te procuram para fazer isso, é terrível. Preciso ter um desfecho favorável a minha pessoa", lamentou.
Segundo a Polícia Civil, a investigação apontou que o primeiro lote das joias, avaliado em R$ 150 mil, foi penhorado na Caixa Econômica Federal. Em seguida, foram entregues mais R$ 350 mil em joias. A polícia também identificou cerca de 5 pessoas envolvidas. Já os cheques eram de um usuário de drogas e também de um trabalhador rural.
Este último prestou depoimento na 1ª Delegacia de Polícia e disse que, há algum tempo, teria sido roubado, momento em que levaram os seus documentos. Tempos depois, descobriu que seu nome havia sido utilizado para abertura de contas bancárias.
"No teor do inquérito também está o depoimento da golpista que penhorou as joias e uma das filhas dela. Há diversas contradições no depoimento dela e de tudo o que ela falava para a vítima e os outros envolvidos. A mulher alegou que foi enganada por um homem, alegando que, de suspeita, se tornou vítima. Tudo isso está sendo investigado", afirmou ao G1 o delegado Mikail Faria, responsável pelas investigações.
Os envolvidos podem responder por organização criminosa e estelionato, além de outros crimes que estão sendo investigados pela polícia.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS