quinta, 04 de junho, 2026
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Em junho deste ano, a Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados aprovou um Projeto de Lei Complementar (PLP 108/21) com o objetivo de aumentar o limite de faturamento anual dos microempreendedores para R$130 mil, além de propor outras alterações que, se sancionadas, entrarão em vigor em 2023. Atualmente, alguns dos requisitos para abrir um MEI envolvem o faturamento máximo de R$81 mil ao ano, limite de contratação para um funcionário e o exercício de atividade econômica inserida na lista oficial da categoria, que soma mais de 14 milhões de cadastros, de acordo com a Receita Federal.
Criado em 2009, o MEI tem o objetivo de formalizar o trabalho autônomo, fornecendo um CNPJ para permitir a emissão de notas fiscais e garantir direitos de pessoa jurídica, como acesso aos benefícios da Previdência Social. De acordo com o Atlas dos PequenosNegócios elaborado pelo Sebrae em 2021, 328 mil brasileiros são registrados na receita como microempreendedores ligados à produção de alimentos para consumir em casa, que é uma das cinco atividades com maior concentração de MEI - e um dos ramos que poderá expandir e passar a produzir em larga escala caso o PLP entre em vigor no ano que vem.
O Projeto de Lei Complementar aprovado, além de permitir aos empreendedores acompanharem a inflação e o desenvolvimento econômico do país, também dará sustentação legal à adaptação da categoria aos novos formatos de produção, já que existe uma forte inclinação para automatizar os processos visando aumentar a produtividade e o lucro. O chamado 'empreendedorismo 4.0', por exemplo, é uma tendência que une o trabalho colaborativo com maquinário inteligente, aproveitando os avanços na robótica e na tecnologia digital para facilitar a rotina dos profissionais e que, segundo o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), aumenta em 22% a produção de pequenos empresas.
Este tipo de empreendedorismo busca mais eficácia nas operações, com atenção especial às inovações e preocupação com a sustentabilidade, considerando que hoje existe uma consciência maior em relação à necessidade de cuidar do meio ambiente. Por isso, com um teto de faturamento maior para continuar usufruindo das facilidades do MEI, os microempreendedores podem investir em automação para terem mais lucro, entrando em conformidade com o objetivo de prosperar no mercado sem prejudicar o ecossistema
'As novas regras do MEI, que impõem um novo teto de faturamento para trabalhadores autônomos, poderão fazer com que esses empreendedores tenham uma margem de lucro maior, sem obrigá-los a mudar de categoria. Na produção de salgados, por exemplo, o uso de equipamentos adequados poderá fazer uma grande diferença, já que o processo manual pode trazer muito cansaço físico, especialmente para os braços', afirma Marcus Levorato, gerente comercial da Consultomaq, empresa que vende máquinas para fazer salgados e doces.
Ainda de acordo com o gerente comercial da Consultomaq, a automação da produção, a partir da vigência das novas regras do MEI, permitirão que os salgadeiros aproveitem as tendências do mercado. 'Existe uma diferença grande entre a produtividade de fazer tudo na mão, que fica limitada por questões de tempo e saúde, para a fabricação com as máquinas que conseguem manter um ritmo constante de atividade, o que também reflete na renda mensal dos empreendedores', ressalta.
Se tiver aprovação do Plenário e da Presidência da República, as atualizações nas regras para MEI vão alterar os limites de faturamento da categoria, em um contexto de mercado que aproxima os microempreendedores das tendências que podem ajudá-los a produzir para lucrar mais.
Website: https://www.consultomaq.com br/
Geral
Levantamento de 2025 mostra que 42% das estradas estaduais avaliadas no Estado têm baixa capacidade de reduzir a gravidade de acidentes.
4 de junho de 2026
Mato Grosso do Sul tem 2.024 quilômetros de rodovias classificados com baixo Índice de Perdão, segundo a terceira edição do Painel CNT de Rodovias que Perdoam, divulgada com dados de 2025. O levantamento coloca o Estado na 13ª posição entre os sistemas viários mais perigosos do país e indica que 42% das estradas estaduais avaliadas têm baixa capacidade de reduzir a gravidade dos acidentes.
Além dos trechos com baixo Índice de Perdão, a pesquisa aponta 2.282 quilômetros em faixa intermediária e 433 quilômetros com alto nível de segurança estrutural. No cenário nacional, Mato Grosso do Sul aparece na 15ª colocação entre os estados com rodovias mais seguras, indicando uma posição intermediária no ranking.
A metodologia da Confederação Nacional do Transporte (CNT) considera fatores físicos das rodovias que influenciam a gravidade dos sinistros. Entre os itens analisados estão acostamentos, barreiras de proteção, defensas metálicas, áreas livres de obstáculos e atenuadores de impacto.
No país, o estudo mostra diferença entre os modelos de gestão. Nas rodovias administradas pelo poder público, 50% da malha avaliada têm baixo Índice de Perdão e 4,8% atingem alto nível de mitigação dos acidentes. Já nas rodovias concedidas à iniciativa privada, 62% dos trechos apresentam alto Índice de Perdão e 2,4% foram classificados com baixo nível de segurança estrutural.
Segundo a CNT, os dados de 2025 mostram relativa estabilidade em relação ao levantamento anterior. Do total analisado, 19,9% receberam classificação de Alto Índice de Perdão, 42,7% ficaram na faixa intermediária e 37,5% foram enquadrados como de Baixo Índice de Perdão.
A entidade informa que mais de 80% da extensão analisada ainda apresenta média ou alta probabilidade de que problemas de infraestrutura, associados a falhas de condução ou defeitos mecânicos, resultem em mortes ou feridos graves. A análise territorial aponta ainda que os trechos mais seguros se concentram principalmente nas regiões Sul e Sudeste, onde predominam as concessões rodoviárias.
Já Norte, Nordeste e Centro-Oeste seguem com corredores classificados entre médio e baixo Índice de Perdão, inclusive em rotas usadas para o transporte de cargas e passageiros.
“A terceira edição do Painel confirma que a qualidade da infraestrutura viária impacta diretamente a gravidade dos acidentes. Embora o cenário nacional indique estabilidade, os resultados mostram que os avanços ainda são desiguais”, disse a diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende.
Geral
A Prefeitura Municipal de Coxim estabeleceu que os dias 4 e 5 de junho não terão expediente nas repartições públicas municipais. A medida, regulamentada pelo...
4 de junho de 2026
A Prefeitura Municipal de Coxim estabeleceu que os dias 4 e 5 de junho não terão expediente nas repartições públicas municipais. A medida, regulamentada pelo Decreto Municipal nº 064/2026, abrange o feriado nacional de Corpus Christi, na quinta-feira (04/06), e o ponto facultativo na sexta-feira (05/06). O objetivo é ordenar o calendário administrativo, resguardando os serviços essenciais de urgência e emergência.
Os serviços essenciais, como saúde de urgência e coleta de lixo, operam sob regime de plantão no período. O atendimento ao público e os prazos administrativos processuais serão retomados integralmente na segunda-feira subsequente.
Demais feriados e pontos facultativos municipais encontram-se no site da prefeitura em: www.protocolos.coxim.ms.gov.br/calendariomunicipal