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Em três meses, 564 animais foram resgatados dos incêndios no Pantanal

A área queimada este ano no Pantanal ultrapassa os 1,6 milhões hectares, o que corresponde a 10% do bioma; número de animais mortos ainda não foi contabilizado.

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19 de agosto de 2024

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G1MS/LD

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Desde o início da temporada de incêndios no Pantanal, em maio — que começou mais cedo do que o habitual devido ao tempo seco e às mudanças climáticas — até o domingo (11), foram resgatados 564 animais silvestres afetados pelo fogo. O número de animais mortos ainda não foi calculado.

A área queimada neste ano no Pantanal ultrapassa os 1,6 milhões hectares (404,850 em MT e 1.249,475 em MS), o que corresponde a 10% do bioma, conforme dados do Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (LASA-UFRJ).

Os animais

O Biólogo Gustavo Figueiroa, diretor do Instituto SOS Pantanal, explica que a quantidade de animais resgatados costuma ser muito menor do que a de mortos.

Um estudo realizado por 30 pesquisadores de órgãos públicos, universidades e ONGs estimou que, em 2020, ao menos 17 milhões de animais vertebrados morreram em consequência direta das queimadas no Pantanal.

“A gente sabe historicamente quais são os grupos que mais sofrem. Os répteis e os anfíbios são os animais que mais morrem, eles têm a maior dificuldade de locomoção, então eles são os que mais sofrem”, disse Figueiroa.

Na segunda-feira (15), uma onça-pintada que recebeu o nome de “Miranda" foi resgatada no Pantanal com as patas queimadas. Figueiroa reforça que este não é um caso isolado.

“O pessoal tem encontrado antas queimadas; enfim, encontraram catetos, já viram tamanduás e, geralmente, os que são encontrados ainda com vida têm queimaduras nas patas. Eles andam por esse solo que está queimado e, geralmente, tem fogo de turfa, que é um fogo que corre por debaixo do solo, então eles queimam as patas. Então, geralmente, os animais que estão sendo encontrados são encontrados com os membros queimados”.

O biólogo explica que o cenário caótico provocado pelo avanço do fogo muda completamente o comportamento dos animais.

“Recentemente, foi registrado lá na Caiman uma onça-pintada e uma jaguatirica dividindo uma manilha para passagem de água, que é de concreto, embaixo de uma estrada. Eles encontraram ali um abrigo seguro. Então, imagine uma onça e uma jaguatirica dividindo o mesmo espaço sem se atacar. Vimos relatos e cenas parecidas em 2020 durante os grandes incêndios. A gente via diversos animais reunidos ali para tomar água nos pontos de dessedentação, como catetos, lontras, cachorro-do-mato, todos juntos e próximos. Era uma cena que não aconteceria normalmente, mas, em um cenário de desastre, percebemos que o comportamento muda; eles realmente ficam no modo sobrevivência, apenas buscando o recurso que precisam”.

O trabalho de resgate

Muitos desses resgates ficam marcados na memória de quem atua na linha de frente do combate aos incêndios no Pantanal. Figueiroa lembra de um resgate feito durante os incêndios florestais de 2021, no Parque Estadual ao Encontro das Águas, quando o fogo se aproximava de uma sucuri amarela.

“Foi meio loucura! Eu pulei dentro do lago para pegar ela, tudo cheio de lama. A gente saiu, eu saí com ela, levei-a até o rio, e ela ficou bem depois. Então, esse resgate me marcou positivamente; foi muito tenso, mas deu certo.”

Existe um grupo técnico formado por 12 diferentes instituições de Mato Grosso do Sul que trabalha diretamente com a proteção dos animais em locais de risco e também com o aporte nutricional para que os bichos possam continuar se alimentando até que as áreas afetadas pelo fogo se regenerem.

A médica veterinária e coordenadora operacional do Grupo de Resgate Técnico Animal de Mato Grosso do Sul (Gretap/MS), Paula Helena Santa Rita, lembra que este ano o grupo já participou de dois resgates de animais, uma onça-pintada e dois veados, todos na região de Miranda.

"Técnicos ainda estão atuando em áreas de risco com ações preventivas para o afugentamento de animais de locais com risco de fogo. Há também o aporte nutricional que foi feito em alguns casos específicos para primatas na região de Corumbá. Os médicos-veterinários de diferentes instituições que integram o Gretap também estão atuando com o atendimento de animais domésticos em áreas que foram atingidas pelo fogo. É um conjunto de trabalho que ainda não tem prazo para ser encerrado".

A onça resgatada na quinta-feira (15), está no Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS) de Campo Grande. Ela já se alimentou e continua sob monitoramento.

Focos de incêndio

Conforme o Corpo de Bombeiros, há 12 focos de incêndio ativos nesta sexta-feira (16) no Pantanal de Mato Grosso do Sul. Um novo foco foi detectado no Porto Esperança, próximo à estação ferroviária, nas proximidades da cidade de Corumbá (MT).

Há também dois focos ao sul do estado do Mato Grosso e um foco no mesmo estado, na divisa com Mato Grosso do Sul, próximo aos municípios de Costa Rica e Alcinópolis, na região do Parque Estadual das Nascentes do Rio Taquari (PENT).

Estão ativos também um foco que atingem a região do município de Miranda, próximo à Salobra, e que se estendeu até a BR-262, um foco na região da Serra do Amolar e nas proximidades de Paiaguás, além de focos de calor nas imediações do Passo da Lontra, na Estrada Parque.

Já na região de Naviraí, o foco está localizado próximo à divisa com o estado do Paraná, na região de Nabileque e nas proximidades da comunidade indígena Kadiwéu.

Todos os focos foram identificados por meio de monitoramento por satélites e as equipes de combate prontamente mobilizadas para combater/monitorar o fogo e prevenir a expansão dos incêndios.

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Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...

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3 de junho de 2026

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Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.

O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.

Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.

Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.

Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.

“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.

O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.

O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.

Qualidade de vida

Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.

Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.

Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.

Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.

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Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...

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3 de junho de 2026

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Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2). 

Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha. 

Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.

A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande. 

De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação. 

A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família. 

O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico. 

A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.

G1 MS