quinta, 04 de junho, 2026
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Pode chegar a oito o número de vítimas do serial killer Cleber de Souza Carvalho, 43 anos, preso na madrugada de sexta-feira (15) em Campo Grande. Longe de qualquer suspeita, o pedreiro – que matava e enterrava suas vítimas -, era conhecido na região onde morava, na Vila Alto Sumaré, região da Planalto. “Não imaginávamos que seria capaz de matar uma mosca”, diz um vizinho. A frieza com que o pedreiro relata os crimes surpreende até a polícia.
No último sábado (16) policiais militares e da DEH (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídio) desenterraram o corpo da sétima vítima: Timotio Pontes Roman, 62 anos. O aposentado foi morto a pauladas e o corpo jogado em um poço nos fundos da residência onde morava, na Vila Planalto. Vizinhos, que conheciam Timotio ficaram chocados com o crime, já que era conhecido e querido na região.
Cleber não passava perto de qualquer suspeita: “um homem trabalhador”, relataram os moradores da rua Corredor Público, onde o serial killer chegou a morar. A residência, inclusive, pertencia a seu primo – Flávio Pereira Cece, 34 anos -, também assassinado e enterrado por ele. A casa foi vendida logo depois pelo serial por R$ 50 mil.
7 vítimas
Cleber foi preso na última sexta-feira (15) e inicialmente seria suspeito de matar José Leonel Ferreira dos Santos, 61 anos. O idoso morava em uma casa na Vila Nasser e o corpo foi encontrado enterrado no quintal. Após sua prisão, veio à tona uma série de homicídios cometidos por ele. Para a polícia as vítimas de Cleber eram pessoas que viviam sozinhas e não tinham familiares ou conhecidos em Campo Grande.
Roberto Geraldo Clariano
Roberto tinha 48 anos e estava desaparecido desde o dia 23 de junho de 2018. Ele foi visto pela última vez quando saía para trabalhar naquele dia no terreno, no Recanto dos Pássaros. Cleber contou para a polícia que matou Roberto, conhecido como ‘Cenoura’, quando o contratou para um serviço no terreno na Avenida José Roberto Barbosa, no Recanto dos Pássaros. Os dois teriam discutido e, com uma pancada na cabeça usando uma picareta, Roberto foi assassinado e enterrado no local.
José Jesus de Souza
No dia 11 de maio, um conhecido procurou a DEH para relatar o desaparecimento de José. Morador na Vila Nasser, ele tinha sido visto pela última vez por conhecidos no final de fevereiro e o amigo desconfiou ao ver que outras pessoas já estavam morando na casa dele, sem que ele tivesse se despedido.
Segundo o amigo, ele conhecia José há aproximadamente seis anos e teve o último contato com ele em dezembro de 2019. José veio da Bahia e não tinha familiares em Mato Grosso do Sul. Após algum tempo sem notícia do vizinho, o amigo viu uma placa de vende-se na casa dele.
Pouco tempo depois, viu uma família de desconhecidos começar a morar no local. Entre eles, estava Cleber, que foi prontamente reconhecido pelo amigo da vítima.
Hélio Taira
Hélio tinha 73 anos de idade e estava desaparecido desde novembro de 2016. Conforme apurado, Cleber fazia reforma em uma residência na Vila Planalto e, na ocasião, Hélio foi contratado para prestar um serviço de jardinagem, oportunidade em que se desentenderam. Cleber matou o idoso e enterrou o corpo no local.
Claudionor Longo Xavier
Claudionor estava desaparecido desde o mês de abril do ano passado. O corpo dele estava enterrado no mesmo terreno onde a terceira vítima foi encontrada, um terreno na região próximo ao Portal Panamá e Recanto dos Pássaros, oeste de Campo Grande. De acordo com as primeiras informações, Cleber matou Claudionor a pauladas, enterrou seu corpo e vendeu a moto da vítima na OLX.
Flávio Pereira Cece
Flavio tinha 34 anos, era primo de Cleber e dono do imóvel, vendido posteriormente por Cleber. Flavio foi assassinado e enterrado no local, na Vila Alto Sumaré.
Timotio
Foi o último corpo localizado pela Polícia Civil, neste sábado (16). As investigações continuam e a polícia não descarta que Cleber tenha cometido outros crimes. Com sete homicídios, caso condenado, Cleber pode pegar mais de 200 anos de prisão.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS