quinta, 04 de junho, 2026
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Pela primeira vez na história, as Forças Armadas permitirão a participação das mulheres no alistamento militar para ingresso na carreira de soldado. A decisão foi tomada pelo ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, em consulta aos comandantes militares, com previsão de entrada das mulheres nas fileiras das Forças em 2026.
"Nesse assunto, o Brasil está em dívida. E não se trata apenas de ocupar funções de enfermagem ou escritório, mas sim de possibilitar que as mulheres integrem a infantaria. Queremos mulheres equipadas e preparadas", afirmou Múcio à Folha de São Paulo.
Atualmente, as mulheres já têm permissão para ingressar nas Forças Armadas por outros meios, como nas escolas que formam oficiais. Contudo, a participação feminina é restrita, com apenas a Marinha permitindo atuação em áreas mais voltadas para o combate, como a dos fuzileiros navais.
O alistamento feminino será voluntário e, segundo os planos da Defesa, será permitido às mulheres que completem 18 anos em 2025. O modelo será semelhante ao serviço militar masculino, mas sem a obrigatoriedade de se apresentarem às Forças.
Apesar do consenso entre os chefes militares, há divergências sobre a quantidade de vagas a serem reservadas para mulheres, uma questão que será decidida por Múcio. O ministro havia determinado um aumento gradual das vagas reservadas para mulheres até atingir 20% das cerca de 85 mil pessoas que entram no serviço militar anualmente.
O Exército, que detém a maioria das vagas (75 mil), discutiu a proposta de inclusão das mulheres em sua última reunião do Alto Comando, entre os dias 13 e 17 de maio. Segundo relatos, foi sugerido abrir de 1.000 a 2.000 vagas para mulheres em 2025, com prioridade para áreas onde já há presença feminina, como hospitais e bases administrativas.
O objetivo interno é aumentar gradualmente as vagas até alcançar 5.000, número menor do que o proposto por Múcio, pois os 20% representariam 15 mil vagas no Exército. A justificativa é a incerteza sobre quantas mulheres buscarão o alistamento militar e a necessidade de ajustar as instalações para sua chegada.
O serviço militar tem duração de 12 meses, prorrogáveis até o limite de 96 meses. Os jovens ingressam como soldados e, ao término do período máximo permitido, podem deixar as Forças como 3º sargentos.
Há críticas ao serviço militar obrigatório por não formar soldados profissionais, pois os alistados geralmente passam um ano em unidades militares sem desempenhar funções relacionadas à defesa nacional.
A Procuradoria-Geral da República entrou com três ações no Supremo Tribunal Federal pedindo que as barreiras impostas pelas Forças Armadas à participação feminina sejam consideradas inconstitucionais.
O governo Lula se posicionou contra o fim das restrições, citando questões como a "fisiologia feminina" que poderia afetar o desempenho militar em situações de combate.
A inclusão das mulheres nas Forças Armadas está em evolução, inspirada em experiências de outros países como o Chile, onde há um número significativo de mulheres nas fileiras militares. O ministro Múcio também visitou Portugal para entender como as Forças Armadas locais estão lidando com a questão da diversidade de gênero.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS