quinta, 04 de junho, 2026

WhatsApp

(67) 99983-4015

Geral

A+ A-

Dores crônicas ficam ainda mais intensas com o início do inverno

Icone Calendário

21 de junho de 2021

Icone Autor

COXIM AGORA

Continue Lendo...

A chegada do inverno, nesta segunda-feira (21), pode ser dolorosa para quem sofre com dores crônicas ou doenças reumáticas. Fisioterapeuta ensina a amenizar os sintomas e afastar o frio.

Corpo gelado, pontadas de dor e dificuldade até para tarefas mais simples, como abaixar-se para pegar algo no chão. A pensionista Maria do Carmo Souza, de 82 anos, vive com artrose há 20 e sofre com todas estas dificuldades no dia a dia, e elas só pioram no frio. “Outro dia eu estava lavando as coisas e caiu em mim a água da torneira”, lembra ela. “Quando eu vi, já endureceram as ‘juntas’. Foi a água fria”.

Para pacientes de doenças reumáticas -aquelas que atingem as articulações, músculos ou ossos-, a chegada do inverno significa também a piora dos sintomas, e uma série de mudanças de rotina para amenizar a dor. Mas este fenômeno não significa que a doença esteja se agravando.

O fisioterapeuta Cadu Ramos explica que as baixas temperaturas provocam uma série de mudanças no funcionamento do organismo, até nas pessoas jovens e saudáveis. Nossa coluna tende a se curvar, numa postura prejudicial para as costas, mas que auxilia a conservar o calor. A circulação sanguínea diminui, para manter a temperatura interna do corpo. Os músculos ficam mais rígidos, contraídos, piorando a sensação de dor.

Ainda, entre nossas articulações e tendões, o líquido sinovial -que lubrifica estas áreas- fica mais espesso, dificultando nossos movimentos. E nós mesmos, afetados pelo friozinho, nos movimentamos menos, reduzindo ou abandonando os exercícios.
“Quando a temperatura cai é inevitável sentir incômodo”, explica Ramos, “já que com o frio, há tendência a enrijecer os músculos e ficar mais encolhido. Isso pode gerar tensão muscular, contraturas, má circulação ou mal-estar.”

O tratamento para as doenças que provocam tais dores (artrite, fibromialgia, osteoporose ou mesmo antigas fraturas) continua sendo o mesmo, e não há o que fazer para impedir o frio de chegar. Mas existem métodos para se proteger.

Maria do Carmo, baiana e atual moradora da zona oeste de São Paulo, procura tomar sol todos os dias nas pernas, onde suas dores são maiores. Sua família já chegou a investir em um aquecedor para colocar em seu quarto, para amenizar o frio da madrugada.

O fisioterapeuta chama atenção para a importância dos moletons e agasalhos; cobrir as extremidades, como pés, punhos, mãos, pescoço e cabeça, ajuda a aquecer todo o corpo. As bolsas de água quente, aplicadas na área da dor por 20 a 30 minutos, também são indicadas. No caso das dores crônicas, é possível aliar as bolsas de água quente com as de água fria.

“A massagem, de modo geral, é sempre muito bem-vinda, porque os benefícios são muitos”, conta Ramos. “Melhoram o aporte de sangue, diminuem a rigidez, melhoram a oxigenação do tecido”.
“Porém, ela deve ser realizada com intensidade leve, da parte distal para a proximal, ou seja, dos pés para o corpo, das mãos para o corpo”, instrui. Este sentido, de longe para perto do corpo, respeita o fluxo sanguíneo natural. “Não fazer o contrário, pois pode causar uma trombose”.

O profissional ainda recomenda manter uma rotina de alongamentos e exercícios leves durante o frio, na medida do possível. Espreguiçar-se ao acordar, esticar as pernas e tentar alongar os membros é essencial: estes movimentos mantêm as articulações bem lubrificadas, reduzindo a sensibilidade à dor.

Mas, nos casos das atividades físicas, é preciso tomar alguns cuidados que vão além das dores, principalmente as pessoas mais velhas. “É importante as pessoas na terceira idade evitarem se exercitar muito cedo em dias muito frios, salvo aquelas que tem um histórico de rotinas de atividades. Existe uma preocupação, principalmente em se exercitar ao ar livre, em inspirar o ar gelado pelo nariz e em muitos momentos pela boca. Esse ar gelado demora um pouco para aquecer na temperatura adequada que nosso corpo precisa e pode causar alguma doença respiratória. Em especial, em decorrência da Covid-19, o sistema imunológico pode ficar fragilizado devido ao estresse que o frio pode causar”, diz Luiz Americo Bravo, personal trainner especializado em diabetes, cardiopatias e emagrecimento.

Em último caso, quando existem fraturas antigas que voltam a incomodar ou uma doença degenerativa, é recomendável buscar sessões de fisioterapia. E para quem sente dores mais leves no inverno mesmo sem ter qualquer problema reumático, o fisioterapeuta Ramos tranquiliza.

“Na minha opinião, não há necessidade de procurar um médico por conta dessas dores. Nos dias frios, realmente, nós temos dificuldade para nos mexer desde o momento que saímos da cama”, diz. “O ato de sair dali já é difícil, porque estamos parados, rígidos, num ambiente quente. É natural.”

AS DORES DO FRIO

Doenças com sintomas agravados pelas baixas temperaturas.

– Doenças reumáticas, ou seja, as que afetam articulações, ossos, músculos, cartilagens, tendões e ligamentos
– Artrites
– LER (Lesões por Esforços Repetitivos)
– Lúpus Eritematoso Sistêmico
– Osteoporose
– Fibromialgia

Dores crônicas e fraturas antigas também podem incomodar mais durante o frio.

Por que a dor piora com o frio?

– O corpo e a rotina sofrem várias mudanças quando as temperaturas caem
– Os músculos ficam tensos e o corpo se encolhe, para combater a sensação de frio
– A circulação sanguínea diminui, para conservar a temperatura corporal
– O líquido sinovial, que lubrifica nossas articulações, engrossa, prejudicando os movimentos
– Em geral, as pessoas diminuem seu ritmo de atividades físicas, que reduzem a contração dos músculos e ajudam a reduzir nossa sensibilidade à dor

A dor significa que a doença é agravada no inverno?- Não. O frio pode piorar os sintomas, mas não causa um avanço ou piora na doença

Como amenizar os sintomas

– Agasalhar-se sempre, com foco especial nas extremidades do corpo (pés, punhos, mãos, pescoço e cabeça)
– Instalar um aquecedor em casa e, de preferência, no quarto, para combater o frio da madrugada
– Manter-se ativo: a prática de alongamentos todos os dias é essencial para manter o tônus, a flexibilidade e a resistência à dor
– É importante alongar-se com o corpo já aquecido, com a ajuda de moletons e agasalhos
– Bolsas de água quente aliviam dores musculares; compressas quentes auxiliam com dores crônicas e sem edema; já dores agudas com edema são combatidas com compressas frias Mantenha-as sobre o local da dor por 20 a 30 minutos
– Faça massagens nas áreas afetadas, para melhorar a circulação sanguínea. Ela deve ser leve, e sempre das extremidades (pés e mãos) em direção ao centro do corpo para evitar tromboses
– Procure sessões de fisioterapia para aliviar os incômodos, principalmente em caso de fraturas antigas, doenças degenerativas ou dor prolongada

Geral

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

3 de junho de 2026

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

 

Continue Lendo...

Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.

O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.

Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.

Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.

Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.

“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.

O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.

O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.

Qualidade de vida

Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.

Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.

Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.

Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.

Geral

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

3 de junho de 2026

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

 

Continue Lendo...

Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2). 

Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha. 

Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.

A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande. 

De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação. 

A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família. 

O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico. 

A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.

G1 MS