quinta, 04 de junho, 2026
(67) 99983-4015
A tradicional imagem do diploma impresso, entregue em um canudo durante a cerimônia de formatura, passa a representar apenas um símbolo de conquista e não mais a validade legal do título acadêmico. Desde o dia 1º de julho de 2025, diplomas em papel deixaram de ter validade oficial no Brasil, sendo substituídos obrigatoriamente pelo formato digital nas instituições de ensino superior ligadas ao Sistema Federal de Ensino.
A mudança, determinada pelo Ministério da Educação (MEC), marca uma nova fase na emissão e validação de diplomas no país. A partir de agora, apenas os diplomas digitais emitidos, registrados e armazenados pelas próprias Instituições de Ensino Superior (IES) possuem validade jurídica.
Segundo o MEC, a adoção do modelo digital visa reforçar a segurança contra fraudes, garantir mais transparência nos registros acadêmicos e promover economia de tempo e custos para instituições e egressos. A medida também moderniza o processo de certificação, alinhando o Brasil às práticas já adotadas por países que priorizam a digitalização de serviços públicos e educacionais.
Embora a entrega do diploma impresso ainda possa acontecer simbolicamente em festas de formatura, o documento oficial válido será exclusivamente digital, acessível por meio eletrônico. Esse diploma digital é considerado nato-digital, ou seja, nasce em formato digital desde sua origem com assinatura eletrônica, QR Code, metadados de segurança e validação por meio de plataforma oficial da instituição emissora.
O modelo digital está disponível desde 2021, mas apenas a partir deste mês se tornou obrigatório para os cursos de graduação. A extensão da exigência para cursos de pós-graduação stricto sensu e certificados de residência em saúde ocorrerá a partir de 2 de janeiro de 2026.
Para as instituições de ensino, o novo sistema representa uma reformulação administrativa, que exige investimento em plataformas tecnológicas, mas que também proporciona maior rastreabilidade e autenticidade no processo de emissão. Já para os alunos, além de ganhar agilidade no recebimento, o diploma digital facilita o envio do documento para empresas, concursos ou validações internacionais.
O MEC reforça que o novo formato segue rígidos critérios de segurança, criptografia e autenticação digital, garantindo confiabilidade em todo o processo. A verificação da autenticidade de um diploma poderá ser feita online, por qualquer interessado, por meio do código único gerado pela instituição.
Embora o ritual da colação de grau continue repleto de simbolismo, a transição para o diploma digital sinaliza que a era do papel está dando lugar à era da conectividade, da transparência e da praticidade. O canudo permanece como um ícone da conquista, mas agora apenas como uma lembrança física de um diploma que, de fato, vive na nuvem.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS