quinta, 04 de junho, 2026
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Celebrado neste 12 de novembro como o Dia do Pantanal, a maior planície alagável do mundo enfrenta uma fase aguda de crise hídrica, contudo está em um processo acelerado de desenvolvimento ambiental, social e econômico com os investimentos do Governo do Estado em quase sete anos que somam mais de R$ 350 milhões somente em infraestrutura viária.

Governador Reinaldo diz que, apesar das queimadas, focos foram menores este ano (Foto: Chico Ribeiro)
Programas de apoio à produção sustentável integram grandes e pequenos pecuaristas, mais de R$ 56 milhões foram destinados a reestruturação e capacitação no Corpo de Bombeiros para ações de controle e combate aos incêndios florestais e está em implantação neste santuário ecológico um dos maiores projetos de energia solar do mundo – o Ilumina Pantanal.
Para o governador Reinaldo Azambuja, a data deve ser referenciada como um novo pulsar de um ambiente frágil, capaz de recompor seus rios, campos e florestas com sua rica biodiversidade, que o torna um dos biomas mais preservados do planeta, e pelas mãos do homem pantaneiro. “Mesmo com a extrema seca, reduzimos os focos de incêndios e a área queimada este ano, motivos também para comemoração”, cita o governador.
Produção sustentável

Secretário Jaime Verruck (Arquivo)
O Dia do Pantanal foi criado em 2008, por resolução do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente), para lembrar o dia da morte do ambientalista Francisco Anselmo de Barros, o Francelmo, que, em protesto contra a instalação de usinas hidrelétricas no Pantanal, ateou fogo ao próprio corpo durante ato no centro de Campo Grande, em 2005.
Em 2 de junho de 2020, o governador Reinaldo Azambuja sancionou a lei nº 5.518, criada pela Assembleia Legislativa, instituindo oficialmente, no âmbito de Mato Grosso o Sul, o Dia do Pantanal, que passou a integrar o calendário anual de eventos do Estado.
A planície pantaneira se estende por mais de 200 mil quilômetros quadrados dos territórios de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, que detém a maior porção. Pela importância para o meio ambiente, é considerado Patrimônio Natural da Humanidade e Reserva da Biosfera pela Unesco, que também lhe concedeu o título de Reserva da Biosfera, ratificado recentemente.
“A importância do Pantanal para Mato Grosso do Sul transcende o aspecto da ecologia. O governo, em parceria com os empresários e instituições que se ocupam da proteção ao Pantanal, trabalham para desenvolver alternativas econômicas que agreguem a importância da produção com a conservação da natureza”, destaca o secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar, Jaime Verruck.
Maior programa de energia
O governo de Reinaldo Azambuja tem dedicado, nestes quase sete anos, uma atenção especial ao Pantanal e sua gente, levando programas como o Precoce MS, Carne Sustentável e Orgânica, riquezas que só a região produz e que têm a vantagem de não causar impacto ambiental, e investimentos na integração física e no desenvolvimento da região.

O investimento de R$ 134 milhões fortalecerá a pecuária tradicional, dinamizará o turismo e levará dignidade a quem vive no Pantanal (Arquivo)
O governador lançou recentemente o “Ilumina Pantanal”, projeto que está levando energia elétrica para mais de cinco mil pessoas que vivem em áreas remotas até 2022, em parceria com o Ministério das Minas e Energia e Energisa. O investimento de R$ 134 milhões fortalecerá a pecuária tradicional, dinamizará o turismo e levará dignidade a quem vive nesse santuário.
A universalização energética abrange os municípios de Corumbá, Ladário, Aquidauana, Porto Murtinho, Coxim, Miranda e Rio Verde, com projeção de atender a 2.167 moradias. O projeto foi indicado a um dos maiores prêmios de inovação em geração solar do mundo: o Solar & Storage Live Awards 2021, que acontecerá entre os dias 23 e 25 de novembro em Birmingham, na Inglaterra.
Integrando os pantanais
Um dos maiores programas de infraestrutura rodoviária do Estado está sendo implantado no Pantanal, tirando a região de um isolamento secular. “Nenhum outro governo foi capaz de promover nossa integração”, afirma Luciano Leite, presidente do Sindicato Rural de Corumbá. Mais de 600 km de estradas serão implantados, dos quais 180 km já em execução.
Coordenado pelo secretário Eduardo Riedel, da Infraestrutura, o programa conta com recursos do Fundersul de R$ 350 milhões, incluindo abertura de estradas com revestimento primário, sistema de drenagem e pontes de concreto. A nova malha integrará os pantanais do Nabileque, Nhecolândia, Paiaguás e Taquari, nos municípios de Corumbá, Ladário, Coxim, Porto Murtinho, Aquidauana, Rio Verde, Miranda e Rio Negro.

130 km de estrada, entre as fazendas Novo Horizonte (MS-228) e Baguari, integrando a região do Taquari (Arquivo)
A infraestrutura chegará aos maiores eixos rodoviários traçados na região, as MS-228 e MS-214, das quais se interligarão os demais troncos projetados no passado. Com a abertura de 200 km da MS-214, a partir de Coxim e a ligação com a ponte de concreto do Rio Taquari, se chegará à barranca do Rio São Lourenço, na divisa do Estado com Mato Grosso.
Esta semana, o secretário Eduardo Riedel anunciou mais dois trechos a serem implantados: 130 km de estrada, entre as fazendas Novo Horizonte (MS-228) e Baguari, integrando a região do Taquari, onde um dos maiores beneficiadores serão os pequenos produtores tradicionais das colônias. Em outro extremo, será aberta uma estrada de 22km, do Porto São Pedro (Serra do Amolar) a fazenda Ipiranga, e desta, ainda em estudo, até a MS-214.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS