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Dengue: Dourados recorre a equipes extras, dia D e até carro de som para buscar meta de vacinação

De janeiro até agora 50 mil pessoas receberam a primeira dose na cidade.

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10 de abril de 2024

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da Redação, Danielly Escher

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Na busca por mais proteção contra a dengue e a validação de resultados do estudo que colocou Dourados à frente na imunização diante do restante do País, a prefeitura da cidade e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) iniciaram um tipo de mutirão com equipes extras nas ruas. De janeiro até agora 50 mil pessoas com idades entre 4 e 59 anos receberam a primeira dose na cidade. Para atingir a meta é preciso ao menos dobrar o número até 30 de abril e a cidade pode ir além porque tem 150 mil doses em estoque. 

Dourados é a única cidade do Brasil com a imunização contra a dengue feita em massa e de graça, por conta de um estudo feito em parceria com o laboratório japonês Takeda Pharma, fabricante da vacina, única aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). 

A data segue os critérios técnicos definidos pelo laboratório, levando em consideração o período entre as duas doses que é de 3 meses. "Dourados está tendo a oportunidade única. Nosso objetivo é atingir essa meta porque essas vacinas [da primeira dose] vencem na primeira semana de maio", explica o médico infectologista e pesquisador doutor da Fiocruz, Julio Croda, coordenador do estudo.

"Estamos intensificando todas as nossas ações, além daquelas já realizadas nas nossas unidades básicas e na sala de vacinação do PAM, temos 10 equipes volantes para ações 'extra muro' de imunização", explica o secretário municipal de saúde, Waldno Pereira Lucena Júnior.

Até carros de som percorrem bairros chamando a atenção dos moradores. "A ideia é a gente vacinar em locais de grande concentração de pessoas como praças, supermercados, atacadões nos bairros mais periféricos. Garantir que essas pessoas tenham acesso. Além disso parte dessa equipe também será deslocada para grandes empresas. Nós estamos programando o Dia D de vacinação que vai ser no sábado. Todas as unidades de saúde estarão abertas para receber o público para a campanha de vacinação tanto para dengue quanto para influenza", detalha Croda.

Segundo o laboratório Takeda e a Anvisa, após as duas doses, a pessoa tem proteção por até cinco anos. A vacinação contra a dengue prevê a redução das hospitalizações e óbitos decorrentes das infecções pelo vírus da dengue. 

Croda destaca que a imunização é extremamente segura, utiliza uma tecnologia bastante antiga com base em uma plataforma de vírus atenuado: "Essa vacina tem mais de 15 anos de desenvolvimento com elevado nível de segurança. Não existe nenhuma justificativa para que a população desconfie desta vacina".

Sobre a meta estabelecida para quantidade de pessoas vacinadas, o médico infectologista diz que o estudo já tem dados importantes coletados para poder avançar. "Se a gente não conseguir atingir esse nível de vacinação a gente eventualmente vai estar conseguindo sim realizar a pesquisa, principalmente no que diz respeito a efetividade da vacina. Já para avaliar a imunidade coletiva a gente teria que ter pelo menos de 60% da população imunizada para essa faixa etária, isso eventualmente pode ser que a gente não atinja, mas a pesquisa que avalia segurança e efetividade na vida real a gente pode sim e deve continuar mesmo com esse número mais reduzido de pessoas vacinadas", garante.

A dengue é uma doença infecciosa febril aguda, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, que pode progredir para quadros graves e não existe, até o momento, um medicamento específico para tratamento. Dessa forma, o desenvolvimento de uma vacina segura e eficaz contra os quatro sorotipos virais da dengue – DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4 – é um avanço no campo da imunização e torna-se mais um passo necessário para ampliar as medidas integradas e efetivas para a prevenção e controle da doença.

Restante de MS - Todas as cidades de Mato Grosso do Sul estão oferecendo a vacinação contra a dengue por meio de doses enviadas pelo Governo Federal, inclusive com faixa etária ampliada por determinação do Governo do Estado. Em fevereiro a Secretaria de Estado de Saúde (SES), publicou em Diário Oficial do Estado a ampliação da oferta para crianças e adolescentes. A faixa etária entre 10 e 14 anos, 11 meses e 29 dias de idade, concentra o maior número de hospitalização por dengue, dentro do quadro de crianças e adolescentes de 6 a 16 anos. Inicialmente, o público-alvo era de crianças entre 10 e 11 anos de idade. 

Ao todo, Mato Grosso do Sul já recebeu do Ministério da Saúde 73 mil doses do imunizante contra a doença e 32 mil foram aplicadas. São 4.325 casos confirmados este ano no Estado até 30 de março e 10 mortes por dengue, de acordo com o Boletim Epidemiológico mais recente divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde.

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Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...

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3 de junho de 2026

Mais de 27 mil pessoas deixaram programa Mais Social por melhorar condição de vida

 

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Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.

O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.

Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.

Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.

Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.

“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.

O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.

O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.

Qualidade de vida

Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.

Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.

Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.

Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.

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Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...

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3 de junho de 2026

Menino de 3 anos é internado em estado grave após se afogar em piscina em

 

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Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2). 

Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha. 

Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.

A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande. 

De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação. 

A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família. 

O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico. 

A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.

G1 MS