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Geral
Consta na denúncia que o Tatuador e a vítima estavam em uma conveniência, quando teve início uma discussão entre eles, acerca da participação em um grupo de motociclistas.
16 de março de 2022
Valdeir Simão/Diário X
Defesa de W.V.G, o Tatuador, conseguiu na segunda-feira (14), a revogação da sua prisão preventiva. A Justiça concordou com a defesa, no sentido de que a prisão preventiva do réu não é mais necessária, pois não há nenhum indicativo de que a sua liberdade colocaria em risco a ordem social, não mais existindo os motivos da decretação da prisão cautelar.
O Tatuador foi preso em 24/10/20, pela acusação de homicídio qualificado por motivo fútil em desfavor da vítima Antonio Paulo de Andrade Vaz, bem como pela acusação de constrangimento ilegal em desfavor da vítima João Carlos da Silva.
Consta na denúncia que o Tatuador e a vítima estavam em uma conveniência, quando teve início uma discussão entre eles, acerca da participação em um grupo de motociclistas.
O Tatuador afirmava ser integrante do grupo de motociclistas denominado "Abutres", sendo contrariado por Antonio Paulo, que afirmava também ser integrante do motoclube mencionado e, reiteradamente, negava que o Tatuador integrasse o grupo.
Para evitar confusão, segundo o advogado de defesa, o Tatuador foi embora para sua casa; mas após umas 04 horas, já de noite, Antônio Paulo e João Carlos foram até a casa dele, o chamaram aos gritos, até que foram atendidos.
Quando o Tatuador saiu para a calçada de sua casa passou a ser encurralado, a vítima teria lhe pressionado, até que no ápice da discussão o Tatuador sacou uma arma de fogo e disparou, vindo a vítima Antônio Paulo a falecer.
Para a reportagem do site Diário X, no final da tarde de ontem (15/03), já em liberdade, na frente do Estabelecimento Penal Masculino de Coxim, o Tatuador, disse: “Eu lamento muito tudo o que houve, mas eu nunca quis machucar ninguém, nunca quis confusão; eles foram atrás de mim na minha casa de noite, quando atendi eles, fui encurralado, não tive alternativa, tive que me defender".
"Eu não atirei por conta da discussão na conveniência, até porque lá não teve discussão, eu atirei pra me defender, tive medo de morrer ou que acontecesse alguma coisa com a minha mãe, que tem mais de 70 anos de idade. Quero agradecer o meu advogado, o Dr. Alex Viana, que sempre esteve ao meu lado, e lutando muito para que a verdade prevalecesse, o Dr. Alex é o melhor advogado que eu conheço”, finalizou o Tatuador.
O Dr. Alex Viana, emocionado, declarou: “É o início do fim de uma grande injustiça, após muitos dias de luta, mais de 06 Habeas Corpus, no Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul, no Superior Tribunal de Justiça, e no Supremo Tribunal Federal, enfim, conseguimos a revogação da prisão preventiva, através do Juízo singular".
"O que sempre defendi na Tribuna é que esse homem é um trabalhador, um filho que ama e cuida da sua mãe, que estava na sua casa, de noite, quando teve o seu sossego interrompido, e, teve que se defender. É óbvio que ninguém quer passar por isso, ninguém quer ferir seu semelhante, mas quando não há alternativa, a Lei assegura o direito de defesa", finalizou o advogado Alex Viana.
O processo agora vai para a fase de alegações finais, após, a Juíza da Vara Criminal dará sua sentença.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
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Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS