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Geral
A utilização da mão de obra de internos do Estabelecimento Penal Masculino de Coxim (EPMC) tem garantido a execução de obras em prédios públicos.
17 de outubro de 2021
Keila Oliveira, Assessoria de Comunicação Agepen - Governo do Estado MS
A utilização da mão de obra de internos do Estabelecimento Penal Masculino de Coxim (EPMC) tem garantido a execução de obras em prédios públicos com redução nos custos ao mesmo tempo em que estimula a ressocialização dos apenados e beneficia toda a população. Entre as obras executadas está a pintura do prédio e reforma de móveis do Centro de Educação Infantil Maria Santana de Araújo, maior escola pública que atende crianças de zero a cinco anos na cidade, com 345 alunos.
A ação integra as frentes de ressocialização da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) que buscam associar reintegração social de apenados e beneficiar diretamente a sociedade. A iniciativa conta com apoio do Judiciário, Ministério Público, Conselho da Comunidade e poder público local.
Graças ao trabalho dos detentos, foi possível a execução de pintura do piso ao telhado de uma das alas e restauração de móveis de todo o CEI, como berços, armários, etc. Até o parque de diversão ganhou reestruturação, possibilitando um ambiente mais novo e lúdico aos estudantes. As obras complementaram uma reforma realizada pela Prefeitura de Coxim no local.
"Em primeira vista, já elevou a autoestima de todas funcionárias que, quando viram o que foi feito por eles, ficaram deslumbradas e, com certeza, será uma motivação a mais para as crianças retornarem", agradeceu a diretora do Centro Educacional, Sueli Caetano da Silva.
Para o diretor-presidente da Agepen, Aud de Oliveira Chaves, esse tipo de iniciativa aproxima a sociedade e possibilita uma nova visão sobre o sistema prisional, assim como, mais valorização para quem está cumprindo pena, além de garantir diminuição no tempo de prisão a ser cumprido. De acordo com a Lei de Execução Penal, a cada três dias trabalhados um é diminuído na pena.
"Com a ocupação produtiva de nossos custodiados, é possível devolver a população melhorias necessárias, e isso impacta também na disciplina e autoestima desses apenados, agregando novos valores comportamentais; todo mundo ganha', ressalta Aud.
Os custodiados da Agepen em Coxim executaram, ainda, obras que atenderam a Polícia Militar como a construção do canil e reforma do prédio da Ambiental, que, entre as melhorias, ganhou um espaço para embalsamar animais. Os internos também já atuaram na construção Instituto Médico Legal e na reforma algumas delegacias; assim como na obra de ampliação do próprio presídio, que ganhou mais 540 m² de área construída.
Contribuição ambiental
Na 3ª Cia de Polícia Militar Ambiental, os reeducandos construíram um espaço para recolhimento de animais machucados. "Com isso, nas intervenções mínimas, não será mais necessária a transferência para Campo Grande, sendo feito o atendimento para recuperação no próprio local", comemora o comandante, 1° Tenente PM Elismar Alves dos Santos.
Outra novidade proporcionada com a ocupação dos detentos na PMA foi a construção de uma sala para a realização de taxidermia (processo de encher de palha animal morto a fim de conservação das características), onde foi erguido também um banheiro para turistas que visitam a estrutura.
Os trabalhos envolveram , ainda, reestruturação da sala do comando, que ganhou até um painel em madeira feito pelos reeducandos, pintura predial da fachada e de algumas partes da companhia, instalações elétricas e reforma geral de um alojamento para uso dos policiais lotados no local, bem como de outros municípios que visitarem a cidade, assegurando melhores condições para os profissionais.
Em julho deste ano, foi firmado convênio entre a agência penitenciária e Prefeitura Municipal de Coxim, o que possibilitará a realização de muito mais obras, destaca o diretor do presídio, Edilson Ferreira. “Hoje já de conhecimento, e reconhecimento, a qualidade dos trabalhos dos internos. E isso contribui para capacitá-los para o seu retorno para a sociedade”, afirma.
O dirigente destaca que a ação é possível graças à articulação com o Poder Judiciário e Ministério Público, por meio dos juízes Tatiana Dias de Oliveira Said, da Vara criminal da comarca, e Luiz Felipe Medeiros Vieira, titular da Vara de Execução Penal de Interior (VEPIn), e do promotor de justiça Victor Leonardo de Miranda Taveira.
Redução de custos
Um milhão e 380 mil reais, essa foi a quantia economizada pelos cofres públicos na realização da obra de construção do espaço anexo ao estabelecimento penal masculino da cidade de Coxim, conforme cálculo da Vara Criminal de Coxim. A economia só foi possível graças à utilização da mão de obra dos próprios internos, segundo a juíza Tatiana Said.
No total foram construídas onze novas celas de convívio e duas disciplinares, além de área coberta para instalação de oficinas de trabalho, reformas de salas de aulas dos internos e adequação do espaço odontológico. Ao todo, 20 internos participaram dos trabalhos.
Elogio
As frentes de trabalho externas possibilitadas aos internos em regime fechado em Coxim foram destacadas pela Associação dos Magistrados de Mato Grosso do Sul (Amamsul) que classificou esse tipo de ação como fundamental para que o papel dos juízes seja também de auxílio e promoção de novas possibilidades para quem busca essa ressocialização.
“Esse também é um papel da magistratura, promover projetos que devolvam de alguma forma à sociedade os prejuízos causados por essas pessoas, e de certa forma, auxiliar também que essas pessoas possam retornar as suas vidas com alguma dignidade e possibilidade para retomarem a vida”, parabeniza o presidente da entidade, Giuliano Máximo Martins.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
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Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS