quinta, 04 de junho, 2026
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Uma das vilãs no orçamento dos sul-mato-grossenses é a gasolina, que tem ficado mais cara a cada semana. Somente neste ano, o preço disparou de R$ 4,49 a até R$ 6,45 em Mato Grosso do Sul. Na Capital, onde os preços costumam ser mais baixos que no interior, já tem posto com gasolina a R$ 6,09. Mas, afinal, quem é o culpado pela disparada do preço do combustível?
Para entender por que a gasolina ficou tão cara, é preciso compreender como é feita a precificação. A questão é que não há somente um fator que pesa no preço do combustível, as causas vão desde a crise política na pandemia até o custo do etanol.
O gerente do Sinpetro-MS (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo e Lubrificantes de Mato Grosso do Sul), Edson Lazarotto, explica que a Petrobras calcula os preços nas refinarias com base na cotação do Petróleo e na taxa de câmbio, já que a commodity é cotada em dólar.
“Neste sentido, a valorização da moeda americana, acumulada em 1,55% em 2021, também forçou para cima os preços da gasolina. Somente neste ano, a Petrobras aumentou nove vezes”, explana Lazarotto.
O gerente do sindicato comenta que a desvalorização do real é outro motivo para a disparada nos preços nos postos de combustível. Para ele, a desvalorização ocorre por motivos externos e internos, como a incerteza sobre o futuro da pandemia, o compromisso do governo com a responsabilidade fiscal e a instabilidade política.
Um terceiro ponto que influencia no preço para os motoristas é o etanol. A gasolina vendida nos postos é uma mistura de 73% de gasolina e 27% de etanol anidro.
“Somente o anidro aumentou 5,8% e, no ano, a variação já chega a 56,5%. As razões para este aumento são o resultado da safra de cana de açúcar, que está abaixo da produção no ciclo anterior, e uma crise hídrica, já que uma das culturas mais afetadas é da cana, quando ocorreram grandes perdas com a seca e a geada”, aponta Lazarotto.
ICMS pesa no preço da gasolina: verdade ou mito?O presidente Jair Bolsonaro tem culpado os governadores pela alta no preço da gasolina. Bolsonaro aponta que se os governadores baixassem o imposto, a gasolina sairia mais barata.
“O preço [da gasolina] não está alto. O que pesa é o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), o grande problema é a ganância. É um crime o que acontece, um assalto explícito em cima do consumidor”, disse, em entrevista.
O gerente do Sinpetro-MS explica que o ICMS em Mato Grosso do Sul tem uma alíquota de 30% sobre o preço médio dos combustíveis, mas em outros estados, a alíquota chega a 34%. “Influencia no preço final para o consumidor, mas é importante ressaltar que o Governo [do Estado] há mais de seis quinzenas não altera sua pauta dos preços médios, o que deu um fôlego nos preços atuais”.
Com o congelamento da pauta fiscal da gasolina — que é o preço médio ponderado que serve de referência para a cobrança do ICMS —, foi possível controlar um pouco o aumento no preço do combustível.
O que compõe o preço da gasolina?O Sinpetro-MS explicou como é composto o preço da gasolina. Confira:
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS