quinta, 04 de junho, 2026
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O COB está criando uma série de medidas que deverão ser tomadas para o retorno das atividades em meio à pandemia do coronavírus / Divulgação
O Comitê Olímpico do Brasil (COB) está tomando os devidos cuidados para o possível retorno das atividades esportivas nas próximas semanas. O Centro de Treinamento do Time Brasil, localizado na Barra da Tijuca, no Rio, está fechado desde 18 de março por causa da pandemia do novo coronavírus. Mas aos poucos algumas atividades estão sendo flexibilizadas e até time de futebol, como o Flamengo, já retornou aos treinos. Só que a entidade prega cautela e prepara um protocolo para retorno dos treinamentos das modalidades esportivas de alto rendimento.
“Os treinamentos vão voltar, prioritariamente, com atividades individuais, sejam para esportes individuais ou coletivos. Obviamente, se tem uma tendência de que nos esportes individuais se consiga uma possibilidade de gerar mais segurança ao praticante e ao entorno. As competições esportivas onde o distanciamento entre os adversários é maior também permitirão normas de segurança que possibilitarão o retorno mais breve. Imagino que os esportes coletivos tenham um pouco mais de necessidade de controle para que isso venha a ocorrer”, explica Jorge Bichara, diretor de esportes do COB.
Segundo o dirigente, é preciso seguir as orientações dos órgãos de saúde pública. “Os governos é que definirão, através das análises que estão sendo feitas, da estagnação ou não da curva e dos parâmetros estabelecidos de qual o momento de reinício das atividades esportivas de rendimento, sejam para treinamentos e, mais para frente, de eventos”, diz.
O CT do Time Brasil fica no Parque Aquático Maria Lenk, dentro do Parque Olímpico utilizado nos Jogos do Rio, em 2016, e depende de autorização da prefeitura do Rio para voltar a funcionar. Mas mesmo com o sinal verde, o COB pretende fazer a reabertura de maneira escalonada.
“A utilização do CT será adequada às normas de convívio social e profissional determinadas através das orientações técnicas dos órgãos de saúde pública e seus conselhos. Para isso, o COB está desenvolvendo um manual e um protocolo específicos para o seu centro de treinamento, possibilitando seu retorno progressivo e em fases, inicialmente com um grupo pequeno de atletas, que de acordo com as autorizações e liberações dos órgãos de saúde pública poderão ir aumentando de tamanho”, avisa.
Ele reforça que os atletas de esportes de combate, como judô, caratê, tae kwon do e wrestling, entre outros, sofrerão um pouco mais de prejuízo neste momento, até porque o contato próximo ainda precisa ser evitado por causa do risco de contrair a covid-19. “Deve-se avaliar pelo risco de contágio e os procedimentos que estão sendo adotados. Fazendo uma gestão destes riscos, identificando quais são suas maiores incidências, propondo estratégias de controle e apresentando e validando isso aos órgãos de saúde, você tem a possibilidade de retornar mais rapidamente à prática esportiva”, afirma.
Desde que a pandemia do novo coronavírus começou, o esporte de alto rendimento praticamente parou no Brasil e o adiamento dos Jogos de Tóquio, para 2021, trouxe uma certa tranquilidade para os atletas, que agora terão um ano a mais para treinar. Segundo Bichara, todo o trabalho agora é para replanejar a retomada da preparação. Ele acha que existe um tempo considerável para que isso seja adequado, de acordo com as liberações que venham a ter para executar o treinamento de alto rendimento.
“Isso envolve a prática do esporte em si e uma série de serviços esportivos que o atleta tem de fazer. Ele tem necessidade de trabalhar a sua prática esportiva, mas além disso ele recebe serviços que compõem o conceito mais amplo do que é um treinamento esportivo de alto rendimento. Ou seja, fisioterapia, serviços médicos, preparação mental, análises biomecânicas, controle bioquímico, todas as ciências e atividades de controle de saúde que são necessárias para você considerar que você está realizando um trabalho no alto rendimento. Então isso é o necessário para você competir nos Jogos Olímpicos. O adiamento dos Jogos nos deu uma garantia de que os atletas e os profissionais do esporte que os acompanham não seriam expostos às situações de riscos.”
Um das preocupações do COB é que o alto risco de lesões nesse retorno, pois quase todos os atletas não estavam fazendo atividades de alta intensidade. Bichara aponta que essa volta precisa ser muito bem planejada e por isso vai tentar saber quais serão os procedimentos que serão adotados pelas equipes técnicas para reduzir as contusões. Outra grande preocupação é com o aspecto emocional dos esportistas, que não estão acostumados a ficar tanto tempo longe dos treinos e competições “Essa é uma das grandes preocupações: como está a cabeça dos atletas. Certamente essa situação toda, as incertezas, as inseguranças que afetaram todas as pessoas, não só os atletas, causaram uma possibilidade de aumento de casos de depressão, de ansiedade, de síndrome do pânico, distúrbios que podem ter sido causados por essa situação de isolamento. Então a área de preparação mental do COB, os psicólogos, os psiquiatras e, inclusive, o pessoal de coaching, têm uma atenção específica a isso. Nós estamos buscando monitorar esses casos, acompanhar, orientar outros profissionais que trabalham com esse segmento específico dos atletas de alto rendimento, tentando antecipar situações ruins, perigosas, que possam surgir nesses atletas”, revela.
Geral
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos...
3 de junho de 2026
Desde 2023, mais de 27 mil sul-mato-grossenses saíram do programa Mais Social após melhorarem de vida sem necessitar mais do benefício. O Estado é o 5º com menos dependentes de programas sociais e os índicesde extrema pobreza aparecem em queda.
O Mais Social é um programa social estruturante da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humano (Sead), que oferece segurança alimentar e nutricional e um dos responsáveis pela mudança de vida dos beneficários.
Entre as 27,6 mil pessoas que devolveram o cartão do mais social por não precisarem mais do auxílio está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, que entrou no programa em 2018.
Depois de perder o emprego e passar a trabalhar em casa como barbeiro, a renda obtida por Marcos Gabriel não era suficiente para sustentar a família de sete pessoas, composta por sua esposa, os quatro filhos e a sogra.
Com o auxílio ele pôde manter até conseguir melhorar a condição da família. Atualmente ele é vigilante em uma entidade sindical rural e os filhos mais velhos, de 17 e 18 anos ajudam em casa, de modo que a renda agora é suficiente para garantir dignidade à família, sem necessidade do programa.
“Conversei com minha esposa e decidimos que continuar a receber seria injusto. Decidimos abrir mão para que outras pessoas possam entrar no programa. O Mais Social nos ajudou bastante, mas hoje eu vejo que tem pessoas que precisam mais do que nós”.
O programa ainda oferece para mães solos um outro auxílio do Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, com o adicional de R$ 600 por criança com idade de 0 a 3 anos, 11 meses e 29 dias, para que essas mulheres possam deixar os filhos em um local seguro e de cuidado durante o horário de serviço delas.
O benefício extra é mediante a comprovação de vínculo empregatício das mães ou de recolhimento previdenciário. Além disso, as mulheres beneficiadas que decidem frequentar ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem outro adicional de R$ 300 por mês, como incentivo.
Qualidade de vida
Além do Mais Social, outros programas garantem oportunidades de mudança de vida por meio do estudo e trabalho, como o MS Supera, que oferece bolsa de um salário mínimo mensal a estudantes de baixa renda cursantes de educação profissional técnica de nível médio e universitários de instituições públicas e privadas.
Assim como o MS Supera e o Mais Social, o Cadastro Único também demonstra a redução vulnerabilidade no Estado. Os registros do CadÚnico dentro do período de março de 2024 a março deste ano, teve a retirada de 44.604 pessoas do banco de dados devido a mudaça de vida para melhor.
Conforme o IBGE, a proporção de pessoas na extrema pobreza caiu 40,7% em Mato Grosso do Sul, no período de dois anos, passando de 2,75 para 1,6%, colocando o estado como 3º menor índice de extrema pobreza do país e com 34 mil famílias fora da condição de insegurança alimentar.
Os programas sociais são parte de parcerias entre as secretarias do Estado, que garantem que a função de incentivo à educação e qualificação profissional seja mantida, para que os beneficiários aproveitem as oportunidades para melhorarem de vida.
Geral
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite...
3 de junho de 2026
Uma criança de 3 anos foi internada em estado grave após se afogar na piscina de uma residência no Jardim Santa Emília, em Campo Grande, na noite de terça-feira (2).
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil, os pais perceberam o desaparecimento da criança enquanto realizavam atividades dentro de casa. O pai havia saído do banho e estava na sala, enquanto a mãe terminava de preparar o jantar na cozinha.
Em determinado momento, a mãe perguntou ao pai se ele estava com o menino. Ao responder que não, os dois passaram a procurar a criança e a encontraram submersa na piscina, no quintal da residência.
A vítima foi socorrida imediatamente pelos próprios pais e levada ao Hospital Regional de Campo Grande.
De acordo com o médico que atendeu a ocorrência, a avaliação inicial indica que a criança pode ter permanecido submersa por cerca de 10 minutos. O menino foi colocado em coma induzido e segue internado sob observação.
A Polícia Militar foi acionada e esteve na residência, mas encontrou o imóvel fechado, já que os pais permaneciam no hospital acompanhando o filho. Uma vizinha, que acionou o socorro, confirmou aos policiais a versão apresentada pela família.
O médico informou ainda que não foram encontrados sinais de maus-tratos e que, até o momento, o caso é tratado como um acidente doméstico.
A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac Cepol), que acompanhará o caso. Até o fechamento do boletim, não havia atualização sobre o estado de saúde da criança.
G1 MS